Politécnico de Viana abre nova pós-graduação ligada ao oceano.

O Politécnico de Viana do Castelo anunciou a abertura das candidaturas para uma nova pós-gradução: Tecnologia de Energias Oceânicas.

A formação “inovadora” foi desenvolvida para “dotar os profissionais das competências necessárias para atuar num setor em rápido crescimento e mudança”.

Com um programa multidisciplinar, o curso oferece formação “especializada” em áreas “estratégicas” como energia eólica ‘offshore’, hidrogénio verde, operação e gestão de activos marítimos, abordando também “temas essenciais” como segurança em meio oceânico.

De acordo com a nota do IPVC, o objectivo desta pós-graduação é “preparar profissionais altamente qualificados para integrar a cadeia de valor das energias renováveis oceânicas, respondendo à necessidade crescente de especialistas na instalação, operação e comissionamento de sistemas de produção energética no mar”.

A pós-graduação decorre ao longo de seis meses e inclui um total de 210 horas, combinando uma “forte componente técnica e prática”, sustentada por um “corpo docente composto por especialistas com experiência académica e profissional no sector”.

Além da formação diferenciada, os actuais e antigos estudantes de licenciatura e de mestrado do Politécnico de Viana do Castelo beneficiam de isenção do valor das propinas.

Para os restantes formandos, será atribuída uma bolsa de incentivo no valor de mil euros, no âmbito do PRR – Blue Design Alliance, correspondente ao montante total da propina e outras taxas associadas.

As candidaturas já estão abertas e podem ser submetidas ‘online‘. Toda a informação sobre o programa e as condições de admissão estão disponíveis na página do curso.

O Enoturismo Subaquático da “Adega do Mar” por Joaquim Parrinha.

Em pleno coração do Litoral Alentejano, um projeto ousado está a colocar Portugal no mapa da inovação vinícola. A Adega do Mar, iniciativa liderada pelo agrónomo e mergulhador Joaquim Parrilha, aposta no envelhecimento subaquático de vinhos para criar sabores únicos e impulsionar o enoturismo na Costa Alentejana, oferecendo uma proposta que une tradição e criatividade.

Um conceito que vem do fundo do mar

A ideia de submergir garrafas não é inédita no mundo. Desde 2014, regiões como Champagne, Califórnia e Espanha já experimentam os efeitos do oceano nos vinhos. Em Portugal, porém, o conceito ganha vida com a Adega do Mar, que testa garrafas de diversas origens nacionais nas profundezas marinhas, explorando como o ambiente aquático transforma o paladar.

Valorização dos vinhos e da região

Para Parrinha, a iniciativa é mais do que uma experiência científica — é uma estratégia para destacar os vinhos alentejanos no cenário global, com foco no mercado norte-americano. “Queria inovar e dar à Costa Alentejana um produto que a diferenciasse, algo que levasse Portugal ao mundo”, declarou numa entrevista recente. Os vinhos envelhecidos no mar ganham mineralidade, suavidade e uma textura sedosa, com uma maturação acelerada que equivale a quatro anos extras, segundo especialistas. Hoje, 26 produtores já embarcaram no projeto, com um mínimo de 30 garrafas cada.

O impacto econômico também chama atenção: o valor das garrafas pode multiplicar-se por dez, variando de 12 a 48 euros, dependendo da imersão. E não para por aí: cerveja, gin, rum, aguardente, whisky, licores, azeite e mel também estão sendo testados.

Enoturismo subaquático: uma experiência única

A Adega do Mar vai além da produção. Com o enoturismo subaquático, turistas podem mergulhar para buscar suas garrafas e degustá-las em seguida, seja a bordo de embarcações ou em espaços parceiros, como restaurantes e turismos rurais. Com capacidade para mais de um milhão de garrafas, o projeto quer fazer de Sines um destino obrigatório para quem busca vinho e aventura, colocando a Costa Alentejana como referência em inovação e turismo.

Foto: Ecoalga

Macron pressiona CMA CGM por promessa de investimento de bilhões nos EUA.

O recente investimento de 18,2 bilhões de euros da CMA CGM em logística e construção naval nos EUA, parece já estar gerando impacto no seu próprio mercado.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, quer que as empresas europeias dêem uma pausa nos investimentos nos EUA, pelo menos até que as tarifas globais do presidente Donald Trump sejam mais bem esclarecidas.

“Acho que o que é importante, e isso é todo o trabalho que deve ser feito por sector, é que os investimentos que estão por vir ou os investimentos anunciados nas últimas semanas sejam suspensos até que as coisas sejam esclarecidas com os Estados Unidos”, afirmou Macron, durante uma reunião com representantes da indústria francesa.

O plano estratégico da CMA CGM é um dos principais investimentos anteriores aos quais Macron provavelmente se referiu, apesar de haver outros compromissos como os 4,5 bilhões de euros da Stellantis, ou os 638 milhões de euros da Schneider Electric.

As observações de Macron vieram um dia depois que o presidente Trump impôs à União Europeia tarifas de importação de 20%. As tarifas básicas de 10% na UE — o mesmo padrão aplicado ao restante dos países que foram tarifados entraram em vigor no passado sábado.

Panamá diz que empresa chinesa falhou no contrato para operar portos no Canal.

Ao que tudo indica a subsidiária da Hutchison Holdings não terá cumprido detalhes do seu contrato que lhe dá permissão para operar dois portos no Canal do Panamá , de acordo com a conclusão de uma auditoria divulgada ontem.

“Há muitos incumprimentos” no contrato de concessão de 1997, renovado por 25 anos, em 2021, para a Panama Ports, subsidiária da Hutchison Holdings, anunciou o controlador geral, Anel Flores.

De acordo com o dirigente, entre outras irregularidades, o Panamá não recebeu da companhia 1,09 bilhão de euros pelas suas operações nos portos de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico). Além disso, a empresa beneficiou de “muitas isenções fiscais” e houve irregularidades numa auditoria prévia para justificar a renovação do contrato.

“Este é um tema muito delicado”, afirmou Flores, que também anunciou que apresentará nos próximos dias as denúncias correspondentes ao Ministério Público.

O anúncio do resultado da auditoria foi feito horas antes da chegada ao Panamá do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no meio das acusações dos Estados Unidos de uma suposta interferência da China no Canal.

Washington considera uma “ameaça” à segurança nacional e regional que uma empresa de Hong Kong opere dois portos nos extremos do canal, por onde passam 5% do comércio marítimo mundial. No entanto, Flores negou que o anúncio do incumprimento do contrato guarde relação com a visita do secretário de Defesa americano:

Analistas já tinham lançado a previsão de que a auditoria apontaria supostas irregularidades, o que facilitaria a retirada da concessão da empresa chinesa pelo Panamá, para ir aos desejos de Washington.

China retalia tarifas dos EUA com mais… tarifas

Depois que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas a países do mundo, não demorou muito para Pequim retaliar as ações norte-americanas.

As autoridades chinesas afirmaram que o país iria impor tarifas de 34% sobre todas as importações dos EUA a partir de 10 de abril, em cima das tarifas já existentes.

Todas as cargas carregadas em navios antes de 10 de abril não estão sujeitas à nova tarifa se a carga chegar antes de 13 de maio.

As tarifas são idênticas às que os EUA impuseram à China na passada quarta-feira. Antes disso, Trump adicionou duas parcelas de impostos adicionais de 10% sobre todas as importações chinesas, efectivamente sujeitando os produtos chineses que entram nos EUA a tarifas de 54%.

A Comissão Tarifária do Conselho de Estado da China explicou que as recentes medidas tomadas pelos EUA não estavam “em linha com as regras do comércio internacional” e que iriam “prejudicam seriamente os direitos e interesses legítimos da China”. A Comissão descreveu as políticas tarifárias de Trump como “uma prática típica de intimidação unilateral”.

As novas tarifas da China foram acompanhadas pela indicação de 11 empresas dos EUA a uma “lista de entidades não confiáveis”, como fabricantes de drones. Pequim também colocou controlos de exportação a mais 16 empresas dos EUA para proibir a

O sector agrícola dos EUA deve ser significativamente impactado, pois foi responsável por 23% das exportações no valor de 16,61 bilhões de euros. Para o lado de granéis secos, espera-se que as tarifas da China afectem principalmente os segmentos panamax e supramax.

ENEOS e Maersk no projecto de metanol da C2X.

A empresa de fornecimento de metanol verde C2X conseguiu garantir um investimento adicional de 91,25 milhões de euros da A.P. Møller Holding, da A.P. Møller – Mærsk e da empresa japonesa de energia ENEOS.

Os recursos do investimento serão usados principalmente para financiar a fase final de desenvolvimento do projecto BLRE – Beaver Lake Renewable Energy, que a fornecedora C2X está desenvolvendo em parceria com a empresa SunGas Renewables, na Alexandria, Louisiana, EUA.

Quando iniciar a operação, o BLRE irá produzir mais de 500 mil toneladas de metanol verde por ano e já iniciou negociações para garantir contratos de fornecimento de longo prazo com a Maersk e outros clientes dos sectores marítimo, químico e industrial.

O projecto utilizará o sistema de gaseificação da SunGas para converter biomassa em metanol de baixo carbono, com início da execução do projecto previsto para o 2º semestre de 2026.

Este novo investimento de 91,25 milhões de euros, também será utilizado para impulsionar o restante do portfólio da C2X, que inclui projectos na Espanha, Egipto e outros locais nos Estados Unidos, sendo Portugal também visto como possível aposta futura.

“Agradecemos profundamente o apoio contínuo de nossos acionistas atuais e damos as boas-vindas ao nosso novo parceiro, a ENEOS, como acionista significativo da C2X. A ENEOS nos permitirá acelerar a transição para processos de baixo carbono em diversos mercados e indústrias”, declarou Brian Davis, CEO da C2X.

Maiores portos europeus recuperam terreno.

O ranking da consultora especializada em dados marítimos Alphaliner mostra que o Porto de Roterdão, recuperou a sua dinâmica após 3 anos de decréscimo, tendo atingido um aumento de 2,8% e um tráfego atingindo 13,8 milhões de TEUs.

Apesar dessa nova dinâmica, os seus níveis permanecem abaixo dos níveis pré-Covid-19. Esse crescimento permitiu que o primeiro porto de escala do continente subisse uma posição no ranking, para a décima segunda posição, às custas de Hong Kong, que sofreu o seu oitavo ano consecutivo de decréscimo.

Ainda na Europa, o Porto de Antuérpia-Bruges, que é o maior porto exportador da Europa, após terem-se fundido em 2022, surpreendeu ao crescer um milhão de TEUs em 2024. Este porto, que irá anunciar uma nova cooperação com Roterdão para um corredor verde na região, fechou o ano com 13,5 milhões de TEUs (Cresceu cerca de 8,1%) para 30,6% nos primeiros nove meses de 2024. O porto de Zeebrugge também desempenhou um papel fundamental no aumento dos volumes.

Os números de produtividade em Antuérpia-Bruges e Roterdão também foram impulsionados pela reestruturação dos serviços dos armadores após a crise do Mar Vermelho. Hamburgo (Alemanha), por outro lado, permaneceu quase estável em 7,8 milhões de TEUs (+0,9%).

Tanger Med é o 2º porto de contentores que mais cresce no mundo.

É de Marrocos, o porto que teve o segundo maior crescimento global. O porto norte-africano Tanger Med, ficou somente atrás de Los Angeles/Long Beach (EUA), de acordo com o ranking do Top 30 da consultora especializada em dados marítimos Alphaliner.

O porto teve um impressionante aumento de 19% na sua movimentação, o que corresponde a 10,2 milhões de TEUs, valor que superou as expectativas indicadas pela própria autoridade portuária, que apontou para os 9 milhões de TEUs, passando a ser o 17ª colocado no ranking.

O aumento da movimentação é explicado em boa parte pela mudança de rota do Estreito de Bab el-Mandeb a caminho do Canal do Suez e desviar pelo Estreito da Boa Esperança pela Rota do Cabo,

“No entanto, nem todo o aumento é resultado de ataques Houthis [contra navios comerciais], já que o porto atribui cerca de um quarto de seus volumes à região do Mar Vermelho”, de acordo com consultora especializada em dados marítimos . No total, a movimentação de Tanger Med aumentou 113% desde antes da pandemia da Covid-19.

“Mário Ruivo”: O navio do IPMA que vai explorar o fundo do oceano.

Foi construído para ser um navio de defesa e salvamento submarino. Hoje, com 75 metros de comprimento e 15 metros de largura, o “Mário Ruivo” serve para investigar água profundas. Do lado fora, não se percebe, mas o navio tem a capacidade para abrigar 30 investigadores e 16 tripulantes. Consegue navegar sem reabastecer durante 40 dias.

Navegar no mar não é tarefa fácil. Principalmente numa missão pode durar entre 20 a 30 dias, com ondulações, ventos fortes e correntes. Mas este navio vai permitir chegar até 7 mil metros de profundidade – e, a partir dai, ter dados mais precisos sobre o oceano.

Para além desta nova tecnologia, o navio tem outra particularidade: é pluridisciplinar. Nele podem ser feitas diferentes missões sobre a área da ciência. Isto através de máquinas que são postas no mar para recolher dados, por exemplo, sobre os sismos.

Para isso, foi preciso um financiamento de 2 milhões de euros. Agora, o navio segue agora para outras missões para explorar o vasto e misterioso mar, que ainda guarda tantos segredos.

Porto de Setúbal recebe visita de estudantes norte americanos da Universidade de Akron

O Porto de Setúbal recebeu a visita de um grupo de estudantes de licenciatura e professores da Universidade de Akron, Ohio, EUA.

A visita, realizada no âmbito do programa académico de gestão da cadeia de abastecimento e gestão de operações, teve como objectivo proporcionar um contacto directo com as operações portuárias e as estratégias de logística implementadas no Porto de Setúbal.

O programa teve início de manhâ cedo e decorreu ao longo de aproximadamente uma hora e meia, incluindo visitas às principais infraestruturas portuárias, nomeadamente o Terminal Multiusos – Zona 1 (carga geral), Zona 2 (contentores) e o Terminal Roll-on/Roll-off (veículos).

Durante a visita, os participantes tiveram oportunidade de conhecer os processos de carga e descarga de mercadorias, bem como as tecnologias utilizadas para otimizar a eficiência das operações.