Porto de Setúbal reforça presença internacional na Seatrade Cruise Global 2025.

O Porto de Setúbal marcou presença na Seatrade Cruise Global 2025, o maior evento mundial da indústria de cruzeiros, que decorreu de 7 a 10 de abril no Miami Beach Convention Center, nos Estados Unidos.

A participação decorreu no âmbito da Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, que este ano apresentou uma nova identidade visual, refletindo a evolução e ambição estratégica dos portos portugueses no setor dos cruzeiros.

Integrado no stand da Cruise Portugal, o Porto de Setúbal participou em diversas reuniões estratégicas com operadores e parceiros internacionais. Esta presença teve como objetivo reforçar o posicionamento de Setúbal como um destino competitivo, sustentável e atrativo para o segmento dos cruzeiros.

O evento foi uma oportunidade para a APSS dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido na promoção do Porto de Setúbal no setor dos cruzeiros, destacando as suas características únicas, como a localização privilegiada junto à Reserva Natural do Estuário do Sado, a proximidade à cidade e o compromisso com práticas ambientais sustentáveis.

Com uma participação conjunta que envolveu também os portos de Leixões, Lisboa, Portimão, Açores e Madeira, a presença nacional na Seatrade Cruise Global 2025 afirmou-se como uma das mais fortes de sempre. O espaço de 56 m² no stand 1 605 acolheu, além das autoridades portuárias, diversas empresas portuguesas do setor marítimo-turístico e logístico, evidenciando a diversidade e qualidade da oferta nacional.

Para 2025, as administrações portuárias estimam novos recordes de atividade, com projeções de mais de 1,9 milhões de passageiros e cerca de 1 115 escalas, o que representará um crescimento significativo em relação aos números de 2024, 5% e 3%, respetivamente. O evento, que reuniu mais de 11 mil profissionais de cruzeiros de mais de 120 países, contou com a participação de mais de 600 expositores e 70 linhas de cruzeiro.

Este é um importante ponto de encontro para companhias de cruzeiro, destinos, estaleiros e fornecedores de equipamentos e serviços, tornando-se uma plataforma essencial para o futuro da indústria.

Os 90 dias de pausa de Trump usada para escoar encomendas para os EUA?

A suspensão temporária, por 90 dias, das tarifas recíprocas impostas a mais de 75 países, pela Administração Trump, dá balão de oxigénio até possíveis negociações.

A medida, divulgada recentemente, pode representar uma oportunidade crucial para empresas que aguardavam uma oportunidade de exportar encomendas acumuladas, aliviando as pressões enfrentadas no mercado internacional.

A decisão surge após uma série de anúncios de tarifas e contramedidas que têm impactado directamente o sector empresarial.

Mmuitas companhias enfrentam cancelamentos de pedidos ou solicitações de adiamento, reflexos directos das tensões e convulsões comerciais.

Além disso, os efeitos das tarifas não se limitam ao sector têxtil, estendendo-se também à indústria metalomecânica, que enfrenta desafios semelhantes diante do cenário de incertezas no comércio global.

A incerteza tem causado “angústia” nas empresas, que não sabem reagir perante a imprevisibilidade dos acontecimentos.

Enquanto isso, as encomendas e pedidos feitos de Portugal para os EUA continuam numa estranha zona, causando disrupção não só nas empresas, mas também aos portos.

A UE suspende contramedidas das tarifas dos EUA por 90 dias.

A questão das tarifas tem sido um braço de ferros dos EUA, não só com a China mas também com a União Europeia.

Os Vinte e Sete da UE adoptaram também uma pausa como um gesto para um avanço de possíveis negociações, com porta aberta para reiniciar esse diálogo logo que possível.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula Van Der Leyen já avisou: “Se as negociações não forem satisfatórias, as nossas contramedidas serão aplicadas”,

“Tomámos nota do anúncio feito pelo Presidente eleito dos EUA, Trump. Queremos dar uma oportunidade às negociações. Enquanto finalizamos a adopção das contramedidas da UE, que receberam um forte apoio dos nossos Estados-Membros, vamos suspendê-las durante 90 dias”, afirmou Ursula von der Leyen numa curta declaração escrita.

ZIM encomenda 10 porta-contentores movidos a GNL num acordo de 2 bilhões de euros.

O armador israelita ZIM assinou contratos para 10 navios porta-contentores com propulsão GNL, com capacidade de 11,500 TEU, num negócio avaliado em 2,06 bilhões de euros.

Os navios serão construídos no Estaleiro Zhoushan Changhong, na China, com entregas previstas para o período entre 2027 e 2028. Sete navios serão fretados da Containers Ventures Holdings Inc., uma afiliada do TMS Group, enquanto três serão fretados por uma empresa de transporte afiliada à antiga accionista maioritária Kenon Holdings.

A mais recente expansão da frota segue a integração bem-sucedida da ZIM de 46 novas construções encomendadas em 2021 e 2022. Os novos navios expandiram a frota movida a GNL da ZIM, que a empresa vê como uma vantagem estratégica no mercado do shipping, cada vez mais consciente do ponto de vista ambiental.

Carregadores querem responsabilidade dos armadores por causa da ETS.

O primeiro relatório efectuado sobre o impacto do Sistema de Comércio de Emissões da UE (EU ETS) no Shipping pela Comissão Europeia coloca os armadores numa posição complicada perante os carregadores, que exigem ser “responsabilizados” pela enorme diferença entre o custo para as companhias marítimas e o preço pago pelos utilizadores em frete ou como uma sobretaxa.

O estudo conduzido pela DG Move – Direção-Geral da Mobilidade e dos Transportes da UE, que efectou a monitorização do impacto do ETS no ano passado — o seu 1° ano de implementação — calculou que o custo para uma transportadora esteja entre 7 e 10 euros/TEU, em comparação com a gama de 20 a 30 euros/TEU pagos pelo expedidor. Os números, que são médias para uma rota entre a Ásia e o Norte da Europa, revelam uma diferença abismal de 300%.

Calcular o preço das emissões cobradas não é um procedimento adequado para iniciantes. As companhias de navegação revisionam e actualizam a sobretaxa trimestralmente com base no preço médio dos três meses anteriores, usando o índice do mercado futuro de permissões da UE. Cada direito adquirido corresponde a uma tonelada de Co2.

Até ao final do ano, os armadores devem ter adquirido licenças suficientes para cobrir as suas emissões. Por exemplo, em 2025, irão pagar por 40% das suas emissões de 2024. Em 2026, irão pagar por 70% das emissões do ano actual.

UE responde a Trump e aprova tarifas de 25% sobre quase 1700 produtos dos EUA.

Os líderes da União Europeia se reuniram e chegaram a um acordo: a guerra comercial será intensificada com a imposição de taxas de 25%.

Com a Hungria sendo o único país a votar contra, os Estados-membros deram aval a um conjunto de medidas retaliatórias direccionadas aos Estados Unidos.

Após a entrada em vigor de uma tarifa de 20% contra a União Europeia nesta quarta-feira, Bruxelas decidiu reagir a Donald Trump implementando as suas próprias tarifas.

Trump aumenta tarifa aplicada à China para 125% e suspende as restantes por 90 dias

O presidente norte-americano fez o anúncio de uma autorização para uma pausa de 3 meses na aplicação de tarifas aos produtos nos Estados Unidos.

Fora desta “pausa”, está a China, que terá um aumento da taxa “recíproca” para 125% “com efeitos imediatos”.

No dia em que as tarifas anunciadas por Donald Trump entraram em vigor, é o próprio presidente norte-americano quem anuncia uma suspensão temporária de 90 dias de grande parte dessas taxas “recíprocas”.

“Autorizei uma PAUSA de 90 dias e [a aplicação de] uma Tarifa Recíproca substancialmente reduzida durante esse período, de 10%, também com efeito imediato”, declarou Trump nas redes sociais, sem adiantar mais informação específica.

O Presidente eleito norte-americano anunciou também hoje, um novo aumento das tarifas sobre as importações chinesas de 104% para 125%.

China aumenta tarifas aos EUA para 84%

A guerra das tarifas continua em força, com braço de ferro forte entre EUA e a China, com consequências cada vez mais imprevisíveis tanto para a indústria do Shipping como para a Economia.

Precisamente no dia em que as tarifas de 104% dos EUA à China entraram em vigor, Pequim retaliou e anunciou que a partir de amanhã vai taxar produtos norte-americanos em 84%.

Deste forma, a China responde de forma forte e decisiva ao Presidente norte-americano, aumentando as tarifas anteriores em 50%, resultando em taxas globais de 84%.

China tinha prometido ontem “lutar até ao fim”, devido a este diferendo com os EUA.

Incêndio a bordo do navio porta-contentores Victoria L

Houve registo de um incêndio, no dia de hoje, a bordo do navio porta-contentores Victoria L no Mar do Norte.

O incêndio ocorreu na sala de máquinas do Victoria L, com 19 tripulantes a bordo, a aproximadamente 56 quilómetros da costa de Scheveningen, nos Países Baixos.

Um helicóptero transportou a equipa especializada em combate a incêndios marítimos (MIRG-NL) directamente para o navio. Outro helicóptero permaneceu de prontidão, caso fosse necessário evacuar a tripulação.

Além disso, unidades da Guarda Costeira, barcos de resgate da KNRM, o rebocador de emergência Multraship Protector e o navio antipoluição Arca, do Rijkswaterstaat, participaram na ocorrência.

O fogo já foi dado como extinto. Embora ainda houvesse fumo e algum aparato, todos os membros da tripulação estão seguros e não houve registo de feridos.

Expo 2025 Osaka: Portugal regressa ao tema do oceano no Japão.

Portugal será um dos 160 países a participar na exposição mundial Expo 2025, que vai decorrer entre 13 de abril e 13 de outubro, sob o tema “Desenhar as sociedades do futuro para as nossas vidas” e que terá lugar na ilha Yumeshima, uma ilha artificial na baía de Osaka, no Japão. O evento vai decorrer até 13 de outubro e o tema central da participação de Portugal na Expo 2025 Osaka é o “Oceano: Diálogo Azul”.

Esta “navegação” portuguesa pelo tema dos oceanos em termos de exposições internacionais foi iniciada em 1998, com a realização, em Lisboa, da Expo’98, que lançou o tema dos oceanos na agenda política mundial, e foi consolidada em 2022, com a realização, na capital portuguesa, da segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. Com jurisdição sobre 48% das águas marinhas da União Europeia, uma linha de costa de cerca de 2.500 km e com uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo, com 1,7 milhões de km2, Portugal contribuiu para a inclusão do tema do oceano nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), tendo responsabilidades acrescidas nas questões ligadas à governação do oceano, incluindo a sua conservação, conhecimento, defesa e “exploração”.

As três últimas exposições mundiais em que Portugal marcou presença foram Saragoça em 2008, Xangai em 2010 e Dubai em 2021. Agora, na Expo 2025 Osaka, Portugal pretende afirmar o seu papel na investigação científica e económica do oceano, bem como contribuir para um aprofundamento e consciência coletiva da importância de um oceano saudável. O próprio pavilhão de Portugal, criado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, é inspirado no oceano, utilizando 9.972 cordas marítimas suspensas, que pesam mais de 60 toneladas, e redes de pesca recicladas. Dando o seu exemplo de que a economia do mar representa actualmente mais de 4% do PIB nacional (dados INE), Portugal pretende demonstrar que as parcerias estratégicas entre governos, instituições públicas, empresas e ONG (Organizações Não Governamentais) são fundamentais para fomentar a solidariedade global e promover o desenvolvimento de soluções que tenham um impacto positivo no futuro da humanidade e no futuro do oceano.

A representação de Portugal na Expo 2025 Osaka foi construída através de diversas colaborações entre ministérios, municípios, empresas, universidades e associações, bem como de parcerias com entidades como a Fundação Oceano Azul e Fundação Calouste Gulbenkian.