Pharrell Williams lança videojogo para retirar plásticos dos Oceanos

“Battle For Big Blue” pretende alertar para os perigos do plástico nos oceanos


Pharrell Williams decidiu lançar um videojogo para alertar para os perigos do plástico nos oceanos. “Battle For Big Blue”, que foi lançado esta quinta-feira, mostra a aventura de “Otto”, um polvo, que navega pelo mar para recolher plástico nos oceanos.
“O mais fixe é que isto é um jogo divertido mas educativo ao mesmo tempo”.

Segundo o Mashable, a ideia surgiu há seis meses quando numa breve conversa com a marca G-Star, empresa que tem estado na vanguarda do combate à poluição dos oceanos, para a criação de um jogo que envolvesse as pessoas de forma interactiva. 

A marca de denim tem, inclusive, uma linha de roupa, a G-Star’s Raw for the Oceans, em que incorpora plásticos retirados dos oceanos para criar denim e modas alternativas.
“Podemos continuar a aumentar a consciência e a colocar as pessoas a pensar nos oceanos. Este jogo vai contribuir para a mudança”.

O jogo, cuja música foi totalmente produzida por Williams, pode ser jogado por uma ou várias pessoas ou até contra o músico. Está já disponível para iOS e Google Play.

Fonte: TVI 24

A Gronelândia está derretendo

O sol da meia-noite ainda brilhava à 1h por toda a extensão brilhante do manto de gelo da Gronelândia. Brandon Overstreet, um candidato ao doutoramento em hidrologia pela Universidade do Wyoming, abriu caminho pela paisagem congelada, prendeu o seu arnês a uma âncora no gelo e arrastou-se até a beira de um rio, que corria até uma enorme abertura.
Se ele caísse ali, “a taxa de morte é de 100%”, disse o amigo de Overstreet e também investigador, Lincoln Pitcher.
Mas a tarefa de Overstreet, que é recolher dados críticos do rio, é essencial para a compreensão de um dos impactos mais importantes do aquecimento global. Os dados científicos que ele e uma equipa de seis outros investigadores estão recolhendo aqui podem vir a produzir informação reveladora sobre a taxa com que o derretimento do manto de gelo da Groenlândia, um dos maiores pedaços de gelo e que mais rápido está derretendo na Terra, elevará o nível dos mares nas próximas décadas. O derretimento pleno do manto de gelo da Gronelândia poderia elevar o nível dos mares em cerca de 6 metros.
“Nós cientistas adoramos sentarmo-nos diante dos nossos computadores e usar modelos climáticos para fazer essas previsões”, disse Laurence C. Smith, chefe do departamento de geografia da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e líder da equipa que trabalhou recentemente na Gronelândia. “Mas para realmente saber o que está acontecendo, esse tipo de entendimento só é possível por meio de medições empíricas em campo.”
Por anos, os cientistas estudaram o impacto do aquecimento do planeta nos mantos de gelo da Gronelândia e da Antárctida. Mas, apesar dos pesquisadores contarem com imagens por satélite para rastrear os icebergs que se desprendem, e criarem modelos para simular o degelo, eles contam com pouca informação em solo, de forma que têm dificuldades em prever precisamente quão rapidamente o nível dos mares se elevará.
A pesquisa deles poderá produzir informação valiosa para ajudar os cientistas a determinar quão rapidamente o nível dos mares se elevará no século 21, e como as populações de áreas costeiras, de Nova York a Bangladesh, poderão planear para a mudança.
Mas a pesquisa está sob crescente ataque de alguns líderes republicanos no Congresso, que negam ou questionam o consenso científico de que as actividades humanas contribuem para a mudança climática.
Liderando o ataque republicano no Capitólio está o deputado Lamar Smith, do Texas, o presidente do comité de Ciência da Câmara, que tenta cortar 300 milhões de dólares do orçamento da Nasa (sigla em inglês da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) para ciências da Terra e iniciou um inquérito sobre cerca de 50 subvenções da Fundação Nacional de Ciências. Em 13 de Outubro, o comité intimou cientistas da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional, exigindo a entrega de mais de seis anos de deliberações internas, incluindo “todos os documentos e comunicações” relacionados à medição pela agência da mudança climática.
Quaisquer cortes podem afectar directamente o trabalho de Smith e sua equipe, que são financiados por uma subvenção da Nasa de três anos, no valor de 778 mil dólares, que deve cobrir tudo, incluindo os salários dos pesquisadores, voos, alimentação, computadores, instrumentos científicos e de camping, equipamento de segurança e para clima frio extremo. Todo o cientista, disse Smith, está ciente de que a pesquisa custa “uma quantidade tremenda de dinheiro do contribuinte”.

Preparação para o trabalho

Em Julho, a equipe de Smith chegou a Kangerlussuaq, Gronelândia, um posto avançado empoeirado de 512 habitantes na costa sudoeste da ilha, que serve como base para os pesquisadores se prepararem para o trabalho de campo no manto de gelo.
Os cientistas estavam empolgados, mas ansiosos, enquanto preparavam-se para viajar de helicóptero ao interior para realização do trabalho de campo no centro de sua pesquisa: por 72 horas, de hora em hora, eles monitorizavam uma linha divisória de águas sub-glaciais, realizando medições – velocidade, volume, temperatura e profundidade – na margem congelada do rio.
“Ninguém nunca recolheu um conjunto de dados como este”, disse Asa Rennermalm, uma professora de geografia do Instituto do Clima da Universidade Rutgers, que está comandando o projecto juntamente com Smith, para a equipe durante um almoço de hambúrgueres no café do aeroporto de Kangerlussuaq.
A realização de cada medição é tão difícil e perigosa que exige dois cientistas de cada vez, ela disse. Eles teriam que planear um horário de dormir para assegurar que um grupo sempre estivesse desperto para realizar o trabalho. Todos sabiam que a equipe trabalharia rio acima do “moulin” – a abertura,  que arrastaria qualquer um que caísse nele até as profundezas do manto de gelo.
Na manhã antes da partida, a equipa reuniu-se num hangar para empacotar equipamento e provisões: tendas, camas de metal desmontáveis, geradores, picaretas, ponteiras, refeições desidratadas, uma variedade de instrumentos científicos, frascos para amostras de neve, gelo e água e uma geladeira para transporte das amostras aos laboratórios nos Estados Unidos.
O helicóptero descolou com o equipamento da equipe pendurado numa rede. Os cientistas olhavam para a superfície aparentemente sem fim de gelo, sob o helicóptero, se espalhando em todas as direcções, riscada por rios e lagos verde azulados. Após um voo de 40 minutos, o piloto tocou o helicóptero cautelosamente no gelo, para assegurar que era duro o suficiente para pouso.
Ao desembarcarem, os cientistas foram atingidos pelo frio do verão da Groenlândia – de -32ºC a -4ºC enquanto estiveram lá – um vento constante e o brilho do sol.
Enquanto os investigadores montavam o acampamento, Overstreet, o estudante de doutoramento da Universidade de Wyoming, seguiu para o rio, em silêncio enquanto atravessava o gelo. Mais do que qualquer outro membro da equipa, o sucesso da missão dependia dele.
Overstreet, 31 anos, que cresceu praticando caiaque e rafting no Oregon, projectou o complexo sistema de corda e polias – baseado nos sistemas de resgate para botes – que seria crucial para a recolha de dados nas águas traiçoeiras. Antes de vir para a Gronelândia, ele passou meses aperfeiçoando e testando seu sistema de cordas nos rios no Wyoming.

No gelo

A equipa logo iniciou o trabalho. Um piloto de helicóptero transportou dois dos colegas de Overstreet, Pitcher e Matthew Cooper, para o outro lado do rio de 18 metros de largura. Na margem oposta, eles perfuraram o gelo, prenderam uma âncora e prenderam-se a ela por segurança. Eles prenderam uma corda de nylon à âncora, com o restante da corda enrolada numa sacola pesada.
Agora vinha a parte crucial: os homens se revezavam atirando a sacola para o outro lado do rio, mas ela caia repetidas vezes na água. Após ansiosa meia hora, Cooper finalmente conseguiu que a corda chegasse ao outro lado. Overstreet pegou-a e começou a montar o sistema de corda e polia que testou por tanto tempo.
À beira do acampamento, Johnny Ryan, um candidato ao doutoramento em geografia pela Universidade de Aberystwyth, no País de Gales, lançou um drone em formato de avião com um dispositivo, e então o guiou por uma área de quase 195km². Mas então o drone deixou de transmitir. “Ele parou de se comunicar comigo e agora deve ter caído no gelo”, disse Ryan.
Ryan, que usava um gorro cor de rosa e óculos púrpuras que destacavam sua barba ruiva, lançou o drone substituto. Sentindo-se stressado, ele monitorizou o voo nervosamente enquanto as horas passavam, bebendo canecas de chá para se aquecer.
À margem do rio, Overstreet e Pitcher iniciaram a recolha de dados prendendo um dispositivo computorizado que parecia uma prancha de bodyboard à corda que atravessava o rio. De hora em hora eles o enviavam de um lado a outro para medição da profundidade, velocidade e temperatura da água.
Mas enquanto a luz do dia avançava noite adentro, a bateria do dispositivo, alterada pelo frio, começou a falhar. Àquela altura o sol estava mais baixo, preenchendo o céu com um brilho cor de laranja espectacular. Os cientistas estavam preocupados – o esgotamento da bateria significaria o fracasso de sua missão.
Uma ideia ocorreu a Overstreet. Ele encontrou um rolo de manta prateada isolante no campo e a enrolou em volta da bateria da prancha. Na passagem seguinte por sobre o rio, ela permaneceu funcionando.
Mas a carga da bateria continuava caindo, de modo que Pitcher retirou os aquecedores de mão de suas luvas e os inseriu na bolsa da bateria. Sucesso. A bateria permaneceu aquecida e funcionando.
Por três dias e três noites, os cientistas continuaram realizando as medições no rio, enquanto até 1,6 milhão de litros de água por minuto saía do gelo e era despejado na abertura. Na manhã final, a equipa, cansada, mas exultante, reuniu-se à beira do rio enquanto a prancha realizava a sua travessia final. Àquela altura, o drone reserva de Ryan concluiu em segurança a sua missão de mapeamento. Overstreet abriu a sacola comemorativa de mangas desidratadas – um deleite luxuoso para os campistas no gelo.
“É difícil fazer a escolha de participar de projectos como este, mas tudo na minha vida me preparou para vir aqui”, disse Overstreet. “Nós passamos de lutar contra o rio a trabalhar com ele, e então aprendemos muito com ele”.
Fonte: UOL.

Porto de Sines: Arrefecimento da economia chinesa abranda crescimento no Terminal XXI

João Franco, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, esteve presente, enquanto orador, numa mesa sobre Logística Portuária, no âmbito do 18.º Congresso da APLOG. Na sua intervenção, o máximo responsável do Porto alentejano admitiu que o abrandamento da economia chinesa vai ter efeitos nos resultados do terminal de contentores concessionado à PSA Sines.

Recorde-se que o Terminal XXI viu recentemente a sua capacidade aumentada de forma importante e a APS previa crescimentos significativos. Ora, o arrefecimento da economia chinesa estará agora a fazer-se sentir na movimentação no Terminal XXI, que até meados deste ano vinha acumulando crescimentos dentro do expectável. Agora, João Franco admite que o crescimento na movimentação de contentores este ano rondará “os 12%”, valor abaixo do que eram as previsões da entidade.

Saliente-se que o mercado do Extremo Oriente é um dos mercados mais significativos para o Terminal XXI, apesar de continuarem a ser os tráfegos com a América do Norte aqueles que são mais representativos na movimentação total de contentores em Sines.



Fonte: Cargo

Academia MSC: ENIDH e MSC querem traçar caminho de sucesso

Foi com um misto de entusiasmo e de expectativa que a nova Academia MSC, fruto de uma parceria entre a MSC Portugal e a Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), realizou a sua sessão de abertura, ontem.

Numa cerimónia que contou com a presença da Direcção da ENIDH – o presidente Luís Baptista e o vice-presidente Dores Costa surgiram acompanhados do impulsionador do Curso, Cruz Gonçalves -, com Carlos Vasconcelos (máximo responsável da MSC Portugal) e com Lídia Sequeira, especialista no sector marítimo-portuário que desempenhou, até há pouco tempo, o cargo de presidente da Administração do Porto de Sines, foi realizada uma primeira visita às instalações, localizadas no pólo da ENIDH, em Paço de Arcos.

A Academia MSC avança assim com a primeira edição do curso ‘Shipping and Logistics Management’, numa aproximação clara entre a actividade do shipping e o ensino superior. “Este curso complementará o ensino nesta escola”, referiu Carlos Vasconcelos, salientando a importância da “especialização no shipping e na logística”.

Tanto a MSC como a ENIDH manifestaram desejo de tornar este curso e a Academia MSC “uma referência”, desejando que esta seja apenas a primeira de várias edições. E Carlos Vasconcelos, em jeito de motivação aos alunos que marcaram presença, salientou que “quase metade da equipa da MSC passou pela ENIDH”. As saídas profissionais são, portanto, também elas aliciantes.  


Primeira edição do curso começa esta sexta-feira


O primeiro curso dirigido a quem queira ingressar numa carreira de navegação comercial e logística tem início já esta sexta-feira, numa aposta da MSC Portugal e da ENIDH em responder às necessidades do mercado de trabalho. 

O curso terá 320 horas, integrará o know-how de professores convidados por ambas as entidades, e terá como objectivo a promoção de uma formação adicional direccionada para o transporte contentorizado e para a logística, com uma forte componente prática (“on job training”), centrada na actividade do agente de navegação.

A primeira turma será constituída por 29 alunos que, no final do curso, ficarão capacitados com os conhecimentos teóricos essenciais ao exercício da maioria das funções existentes neste domínio de actividade. A atribuição de certificado de formação profissional também está contemplada.

Com o lançamento desta Academia, a MSC pretende criar uma bolsa de profissionais recrutáveis, não só para a MSC, como também para as restantes empresas do sector. 

Fonte: Cargo

Triple-E da Maersk engrossa frota de porta-contentores inactiva

A capacidade combinada da frota inactiva de porta-contentores aproxima-se rapidamente do milhão de TEU, o valor mais elevado desde a crise financeira mundial de 2008, sublinha a Alphaliner.

Entre os 263 navios (com um total de 934 700 TEU) parados por falta de trabalho, 23 são de 7 500 TEU ou mais e há mesmo entre eles um Triple-E de 18 000 TEU da Maersk Line.
Este mega-navio da companhia dinamarquesa estará inactivo nas próximas seis semanas devido aos cancelamentos de saídas no Ásia-Europa por parte da Aliança 2M (Maersk-MSC).
Ainda na semana passada, o grupo Maersk reviu em baixa o seu “outlook” para este ano (de 2,2 mil milhões para 1,6 mil milhões de dólares de lucros), pelo efeito combinado da quebra da procura e do nível dos fretes.
A imobilização de um porta-contentores de 18 000 TEU é sintomática da difícil situação da difícil situação que se vive no Ásia-Europa, com um excesso de capacidade e as tarifas em mínimos, segundo a Alphaliner.
Esta posição é corroborada pela consultora SeaIntel. “É um indicador da severidade dos desafios que a indústria tem em termos de sobrecapacidade, especialmente na rota Ásia-Europa, onde o crescimento negativo da procura foi sublinhado com a chegada da nova geração dos mega-navios porta-contentores. Caso a situação não mude, não será surpresa se houver mais períodos curtos de inactividade antes do pico do pré-Ano Novo Chinês”, afirmou, citado pelo “Splash 24/7”, o CEO da SeaIntel, Lars Jensen.
Fonte: T e N


CMA CGM reduz oferta entre Portugal e o West Africa



O EURAF5, da CMA CGM, que ligava semanalmente Portugal ao West Africa, é doravante quinzenal.
A alteração é referida pela consultora Dynamar na sua newsletter diária e a nova oferta já surge no site da CMA CGM. A rotação mantém-se, isto é: Lisboa, Leixões, Algeciras, Pointe Noire, Luanda, Lobito, Namibe, San Pedro, Algeciras e de novo Lisboa.Em resultado da redução da frequência, os navios alocados ao EURAF5 passam de cinco para três, com uma capacidade de transporte de cerca de 2 100 TEU. Curiosamente, um dos navios alinhados no serviço, o Jona, ostenta  pavilhão português, estando registado no MAR da Madeira.

Leixões torna-se líder nacional na carga Ro-Ro

O Porto de Leixões anunciou que tornou-se no líder nacional no tráfego roll-on/roll-off tendo registado até setembro um crescimento de 85 por cento, comparativamente com igual período do ano passado. Apesar de não divulgar os números que levaram a este crescimento, o Porto de Leixões, através do seu presidente, Emílio Brogueira Dias, revela que “o forte desenvolvimento no segmento ro-ro está associado à aposta da Cobelfret neste porto que, no início de outubro, arrancou com a terceira escala semanal para o Norte da Europa.”
Em termos globais, nos primeiros nove meses do ano, o Porto de Leixões obteve um crescimento de 4,1 por cento, tendo movimentado um total de 13,7 milhões de toneladas de mercadorias. 
Entre os meses de janeiro e setembro, a evolução foi positiva nos granéis líquidos (+7,1%), na carga fracionada (+11,9%), no ro-ro (+85%) e nos granéis sólidos (+14,8%). Por outro lado, e devido à redução significativa das exportações para Angola, verificou-se uma quebra na carga contentorizada (-8,7%). Também o movimento de contentores em dimensão (TEU) e em número registaram quebras de 6,2 por cento e 7,1 por cento, respetivamente.
Até ao momento, o Porto de Setúbal era líder no tráfego Ro-Ro, tendo movimentado nos primeiros nove meses do ano, comparativamente com o ano passado, um total de 114 mil veículos, o que significou um crescimento de 15 por cento. 

Fonte: Transportes em Revista

Pedro do Ó Ramos é o Novo Secretário de Estado do Mar.

Confirmada novamente a Assunção Cristas como Ministra com a tutela do Mar, faltava saber quem iria acompanhar na mesma tutela, mas enquanto Secretário de Estado. Pedro do Ó Ramos, Deputado pelo PSD, foi a escolha para esta área sensível. Natural de Santiago do Cacém, 41 anos e Deputado eleito pelo Distrito de Setúbal, um Distrito rico na Economia do Mar. Neste momento, falta saber até quando Pedro do Ó ocupará o cargo, visto a instabilidade política não definir ainda se será a Coligação PSD/CDS-PP a manter-se ou entrar em funções a Coligação PS/BE/PCP.

Este fato de banho limpa o oceano enquanto nada

Cientistas da Califórnia criaram uma “nanoesponja” que absorve a poluição da água.


Deixar um engenheiro projectar um fato de banho pode parecer estranho. Mas quando os cientistas e os designers se juntaram para criar o “Spongesuit”, em prol do ambiente, o assunto tornou-se mais importante. Surgiu assim o calção de banho que consegue limpar a água enquanto se nada. 

O calção é preenchido com um material à base de sacarose que repele a água, mas atrai os contaminantes nocivos. Os inventores deste material são marido e mulher e ganharam um concurso internacional de tecnologia para vestuário e foram reconhecidos na última semana em Roma, na “Maker Faire”, um evento dedicado ao desenvolvimento do território e das empresas, com vista a aumentar o bem-estar dos cidadãos.
“O material também pode ser cozido em roupas de mergulho, de modo a que os surfistas também possam ajudar a limpar o oceano, enquanto apanham ondas”, disse Mihri Ozkan, professor de engenharia eléctrica na Universidade da Califórnia, em Riverside.

Ozkan disse que tanto ela e o seu marido, o engenheiro de materiais Cengiz Ozkan, estão a trabalhar há quatro anos no desenvolvimento deste material. Revelaram ainda que originalmente a inspiração foi conceber uma nova forma de limpar petróleo dos oceanos. 
  
A superfície do fato de banho é feita de um plástico flexível impresso em 3-D. Contém um material à base de açúcar, que é chamado de esponja, que é poroso e pode absorver contaminantes até 25 vezes o seu peso. 
  
Quando a esponja está cheia, pode ser removida a partir do fato e aquecida até aos 1000 graus centígrados para liquefazer o material. Depois, os contaminantes são removidos, e o resto é reciclado para uma nova esponja. 
 
 “O material da esponja é feito de açúcar, e é  ambientalmente seguro. Qualquer contaminante recolhido pela esponja vai ser preso dentro da arquitectura da esponja nanoporous, e nada vai tocar na pele do utilizador”
 
  
O produto pesa cerca de 50 gramas e é tão fino quanto um fio de cabelo. Os Ozkans esperam que o fato seja produzido em larga escala porque os materiais custam apenas 13 cêntimos por grama.
“Temos como objectivo um futuro onde todos, com qualquer roupa de natação, possam contribuir para a limpeza dos mares através de uma actividade desportiva ou simplesmente com um passeio de férias de verão”

O material foi testado em laboratório e os criadores estão à procura de parceiros para comercializar a tecnologia.
“Fizemos repetidos testes ao material esponjoso, e temos vídeos que mostram a nossa esponja a limpar da água contaminantes como óleo, disse Cengiz Ozkan.

Os Ozkans sonham com o dia em que as pessoas possam deixar os seus fatos de banho numa loja de limpeza a seco. É sinal de que já estarão a fazer algo mais pelo planeta.

Fonte: TVI24