Um trágico acidente envolvendo um navio-escola da Marinha do México deixou dois mortos e ao menos 22 em Nova Iorque. Publicamos nas nossas redes sociais, 3 vídeos de ângulos e momentos distintos desta tragédia naval.
A embarcação colidiu com a ponte do Brooklyn e segundo os primeiros factos apurados, sofreu uma avaria eléctrica que a deixou sem energia. As vítimas fatais foram identificadas pelas autoridades como América Yamilet Sánchez, cadete de 20 anos, e Adal Jair Maldonado Marcos, marinheiro de 23 anos. Ambos faziam parte da tripulação de 277 pessoas a bordo do navio no momento do impacto. Entre os feridos, três marinheiros seguem em estado grave.
Equipas de resgate agiram no momento de forma rápida rapidamente a socorrer os tripulantes. As causas exatas da falha ainda estão sendo investigadas. A Marinha do México e as autoridades norte-americanas trabalham em conjunto para apurar responsabilidades e oferecer apoio às famílias das vítimas.
O choque do navio-escola contra a ponte foi tão violento que derrubou os três mastros da embarcação. Informações divulgadas pela imprensa mexicana apontam que a cadete América Yamilet Sánchez encontrava-se no topo de um dos mastros quando ocorreu a colisão, o que pode ter sido determinante para a gravidade do acidente.
Após a colisão do navio-escola ARM Cuauhtémoc com a ponte do Brooklyn, o comandante da Marinha mexicana, o Almirante Pedro Raymundo Morales, informou que os tripulantes em condições de viajar regressaram ao México, corpo da cadete América Sánchez será transferido para a Academia Naval em Veracruz nesta segunda-feira (19).A embarcação, que viaja pelo mundo como símbolo de boa vontade para promover a cultura mexicana, permanece sob investigação. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, mas autoridades afirmam que a ponte não sofreu danos estruturais.A presidente do México, Claudia Sheinbaum, lamentou as mortes e pediu solidariedade às vítimas, destacando que equipes mexicanas e americanas estão empenhadas na apuração dos fatos.
Por mais que alguns tentem desqualificar esta função, os estivadores desempenham um papel fundamental no funcionamento dos portos ao redor do mundo. São trabalhadores especializados que lidam com a movimentação de cargas, tanto na carga quanto na descarga dos navios. Por isso, a sua importância no sector marítimo e na economia global não pode ser subestimada.
Os estivadores são responsáveis por realizar uma série de tarefas essenciais nos portos. Eles operam equipamentos como gruas de navio e de parque, camiões, entre outras funções, para movimentar contentores, cargas a granel e outros tipos de mercadorias. Além disso, eles organizam o armazenamento adequado das cargas no pátio do porto, garantindo a eficiência e a segurança do transporte.
Nas últimas décadas, o seu trabalho tem sido maioritariamente virado para os contentores, que mexem com o comércio marítimo e em escala global.
A eficiência dos estivadores tem um impacto direto na produtividade dos portos. Uma equipa de estivadores bem treinada, experiente e motivada pode lidar com grandes volumes de carga num curto período de tempo, acelerando o fluxo de mercadorias e reduzindo os tempos de espera. Isso é especialmente importante considerando o aumento do comércio global e a crescente procura por transporte marítimo eficiente. Por isso a importância em manter estes profissionais motivados, para estarem devidamente focados no seu trabalho. Isso só é possível quando se vê os trabalhadores portuários como parte do processo e não como um instrumento fútil e sem importância.
Durante a recente pandemia que congelou o mundo, os estivadores continuaram a fazer o seu papel sobre uma enorme pressão a nível de resultados e a nível de pressão derivado do ambiente pandémico em que todos vivemos. Ao contrário de outras classes mais envolvidas no combate à pandemia, nunca obtiveram o respectivo reconhecimento ou até o respectivo enquadramento devido à importância do seu envolvimento para a economia continuar a mexer e não faltar os bens essenciais durante esse período.
Os estivadores desempenham um papel crucial na segurança das operações portuárias. Eles são responsáveis por garantir que as cargas sejam manuseadas correctamente, evitando danos às mercadorias e minimizando os riscos de acidentes. A especialização dos estivadores na movimentação de cargas pesadas e volumosas é vital para garantir a integridade das mercadorias e a segurança dos trabalhadores envolvidos. Por isso a formação reforçada, de sensibilização e procedimentos é, e será sempre importante. Quanto mais capacitados estão, melhor estarão aptos para desenvolver uma actividade que é de elevada responsabilidade, principalmente sobre a componente humana, como nos respectivos bens.
Os estivadores também são essenciais para a economia local e global. O comércio internacional depende do transporte marítimo eficiente, e os portos são pontos-chave nessa cadeia logística. Ao garantir o fluxo contínuo de mercadorias nos portos, os estivadores contribuem para o crescimento econômico, o desenvolvimento das indústrias e a geração de empregos nas suas comunidades. Além disso, os estivadores desempenham um papel importante na redução dos custos logísticos. A sua eficiência na movimentação de cargas permite que as empresas minimizem os tempos de espera e reduzam os gastos com armazenamento e transporte. Isso torna os produtos mais competitivos no mercado global e contribui para a economia como um todo.
Resumidamente, os estivadores desempenham um papel vital nos portos e na economia global. A sua experiência, habilidades e dedicação são fundamentais para o funcionamento eficiente e seguro das operações portuárias. Reconhecer a importância dos estivadores é essencial para garantir que eles recebam o devido suporte e reconhecimento, além de promover um setor marítimo cada vez mais eficiente e competitivo.
A aposta declarada da indústria na descarbonização, não será vista por ninguém do sector como algo negativo. A aposta na digitalização, no sentido de tornar os processos mais eficazes, é uma aposta importante. Na questão da automação, a aposta inteligente será a de utilizar a mesma ao serviço destes profissionais ao invés de utilizar para tentativa de substituição ou de supressão de postos de trabalho. Utilizar esta tecnologia para proporcionar mais instrumentos de trabalho, será sempre bem-vindo desta forma, porque há uma consciência colectiva da evolução da tecnologia e da maneira como se está a envolver o sector.
Valorizar estes profissionais, (homens e mulheres, porque já não é só um trabalho de homens), é valorizar o sector em si. É saber evitar conflitos desnecessários que levam a paragens que quebram o sector e a economia. Por isso o dialogo contínuo, sério, num registo de cooperação conjunta, deveria ser sempre a principal prioridade. Mais que estivadores, são pessoas, seres humanos, com vidas para viver e famílias para cuidar.
Como poderá este sector querer evoluir mais, sem aquelas que são as pessoas fundamentais no desenvolvimento do processo portuário?
Artigo publicado no nosso antigo blog a 9 de Junho de 2023. Autor: Paulo Freitas
Durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da empreitada para a construção do novo porto das Lajes das Flores, Berta Cabral classificou a iniciativa como a “obra mais importante” do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), destacando o investimento global de aproximadamente 230 milhões de euros.
“O investimento total ascende a cerca de 230ME com valor de adjudicação de 194,83 milhões acrescidos de IVA”, afirmou a secretária regional. Acrescentou ainda que “este investimento na construção do novo porto das Lajes das Flores será também um símbolo. Um símbolo de capacidade, de resistência e ambição”.
Na sua intervenção, Berta Cabral referiu que o aatual porto comercial da ilha se tornou “um exemplo evidente da vulnerabilidade” da região face às alterações climáticas, lembrando os danos causados pelo furacão Lorenzo e, mais recentemente, pela depressão Efrain, em dezembro de 2022.
A responsável explicou que “a execução da obra está prevista por um prazo de 60 meses, o que significa que em 2030 as Flores terão finalmente um novo porto em pleno funcionamento. Tem mesmo de ter. Este é um investimento financiado pelo Sustentável [2030] e os prazos são para cumprir”.
O financiamento da empreitada contará com 167,5 milhões de euros provenientes de fundos comunitários, conforme revelou Berta Cabral, que agradeceu ao Governo da República pela integração do projeto no programa Sustentável 2030. Segundo ela, “exigirá um esforço muito significativo do Orçamento da Região Autónoma dos Açores na ordem dos 30 milhões de euros nos próximos cinco anos. Trata-se de um marco sem precedentes em termos de investimento público na nossa região”.
A secretária regional destacou ainda o papel essencial da SATA e da Força Aérea no apoio logístico à ilha em momentos críticos, garantindo que o fornecimento de bens e mercadorias será mantido durante a construção.
Por sua vez, a presidente da Portos dos Açores, Sancha Costa Santos, detalhou que a intervenção prevê “a reconstrução do molhe-cortina, a construção de um novo cais e de um edifício para a gare de passageiros”. Sublinhou ainda que “vamos ter a construção de um novo porto e é seguramente o maior trabalho de construção civil marítimo-portuária alguma vez feito no nosso arquipélago”.
Sancha Costa Santos chamou a atenção para a dimensão e complexidade da obra, recordando os estragos provocados pelo furacão Lorenzo: “As imagens que retemos da destruição verificada neste porto em outubro de 2019 por ação do furação Lorenzo estão ainda bem presentes na memória de todos nós. Era tal a dimensão dos danos que parecia que naquele momento a ilha das Flores iria ficar isolada por largo tempo”.
O financiamento para o novo porto foi oficialmente aprovado a 3 de janeiro, assinalando o arranque formal da reconstrução. De acordo com um comunicado conjunto dos Ministérios do Ambiente e Energia e das Infraestruturas e Habitação, o investimento total ascende a 197.059.825 euros, com 167.500.851 euros assegurados pelo Fundo de Coesão.
Recorde-se que o porto das Lajes das Flores foi gravemente danificado pelo furacão Lorenzo em outubro de 2019 e voltou a ser afetado pela tempestade Efrain, em dezembro de 2022.
De acordo com uma nota do AICEP, Portugal continua a fortalecer a sua posição no comércio global.
Em março de 2025, as exportações de bens aumentaram 2,1% em relação ao ano anterior, totalizando 10,8 bilhões de euros. As exportações para a UE representaram 6,8 bilhões €, um aumento de 2,5%.
Os principais sectores que impulsionaram o crescimento incluíram equipamentos de transporte e produtos agroalimentares. As importações cresceram apenas 0,4%, contribuindo para a melhoria da balança comercial.
Estes resultados destacam a crescente competitividade de Portugal e a procura global por qualidade e inovação portuguesas.
Desde ontem, que estão a ser implementados os novos sistemas de controlo nas fronteiras nos portos marítimos, com o objectivo de tornar mais rigorosa e eficiente a gestão das entradas e saídas de cidadãos no espaço Schengen.
De acordo com um comunicado conjunto das entidades envolvidas, o Sistema de Segurança Interna (SSI) — por meio da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, criada após a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras — afirma que Portugal inicia uma nova fase na gestão fronteiriça com esta actualização tecnológica. A instalação destes sistemas faz parte do plano europeu de digitalização da gestão de fronteiras, que visa reforçar a inovação, a segurança e a confiança nos processos de controlo.
Segundo o SSI, os novos sistemas estão a ser introduzidos progressivamente em vários pontos de passagem marítima, com a colaboração da GNR, PSP, das entidades responsáveis pelas infraestruturas aeroportuárias e portuárias, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Agência para a Imigração e Mobilidade (AIMA) e da Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI).
Estão a ser introduzidos o ‘VIS4’ (Sistema Europeu de Informação sobre Vistos), o ‘PASSE+’ (Sistema Nacional de Controlo de Fronteiras Aéreas e Terrestres) e o Portal das Fronteiras. O SSI destaca que estas ferramentas tecnológicas vão permitir um controlo mais automatizado e preciso das entradas e saídas de cidadãos nacionais e estrangeiros, incluindo o registo de vistos, dados biométricos e histórico de movimentos de cidadãos de países terceiros.
O Sindicato XXI sediado em Sines, que é o maior Sindicato do sector portuário, membro da FNSTP – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários e do EDC – European Dockworkers Council, elegeu uma nova Direcção após eleições efectuadas no final do mês passado, tendo tomado posse na semana passada.
A anterior direcção encontrava-se em funções desde meados de 2014, tendo sido liderada consecutivamente pelo histórico da estiva Joaquim Palheiro e Paulo Freitas, tendo tido um papel na transformação em várias vertentes naquele que é actualmente o maior terminal do país, tanto em capacidade como em trabalhadores.
A actual Direcção é constituída por: Luis Peixoto ( Presidente), Cláudio Santos ( Vice-Presidente) , Tito Matias ( Tesoureiro), Filipe Carvalho ( Secretário), e os vogais, Rita Palhinhas, João Rodrigues, José Santos e José Traquina.
A Assembleia Geral é composta por Paulo Velasco ( Presidente), Johannes Viegas ( Vice-Presidente) e André Alves ( Secretário ).
O Conselho Fiscal é constituído por Armando Silva ( Presidente ), Fábio Ludovico ( Vice-Presidente ) e Leonardo Parreira ( Vogal ).
De acordo com a nota: “… os quinze elementos eleitos para a nova estrutura sindical, são provenientes de diferentes áreas e departamentos da empresa, representando assim a pluralidade e experiência dos vários setores do terminal”.
Acrescenta que “esta direcção, praticamente constituída de raiz, assume com responsabilidade o desafio de representar trabalhadores com firmeza, transparência e compromisso, colocando o diálogo e a procura de soluções estáveis e justas no centro da suaação sindical”.
É anunciado também que Paulo Freitas, continuará a desempenhar o seu papel na Direcção da FNSTP, no qual é Vice-Presidente.
Em 2024, as administrações portuárias obtiveram uma receita total de 34,4 milhões de euros através das concessões portuárias estabelecidas em regime de Parceria Público-Privada (PPP).
Este valor representa um aumento em relação ao ano anterior, reflectindo uma maior actividade económica e uma gestão mais eficiente dos espaços concessionados. As concessões incluem terminais de carga, infraestruturas logísticas e serviços de apoio operacional, geridos por operadores privados que pagam contrapartidas financeiras ao Estado.
Estes rendimentos contribuem significativamente para o financiamento da manutenção e modernização das infraestruturas portuárias nacionais, sem depender exclusivamente do Orçamento de Estado. A título de comparação, nos anos anteriores a média anual de receitas rondava os 30 milhões de euros, o que demonstra uma tendência positiva.
Os principais portos, como Leixões, Lisboa, Sines e Setúbal, concentram a maioria das concessões e são responsáveis por grande parte da receita global. Além das receitas directas, estas concessões geram impactos económicos indirectos importantes, como a criação de emprego qualificado, o aumento das exportações e a atracção de investimento estrangeiro.
O sector portuário continua, assim, a desempenhar um papel estratégico na economia nacional e na competitividade externa, na captação de investimento e na manutenção e criação de postos de trabalho relacionados com o sector portuário.
A emissora de televisão dos rebeldes pró-Irão, Al-Massirah, anunciou que ocorreram “ataques israelitas” contra os portos das cidades de Hodeida e Salif. A declaração surge após o Exército israelita ter solicitado, na quarta-feira, a evacuação de três portos no Iémen.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ameaçou intensificar os ataques no Iémen, incluindo alvos contra a liderança dos rebeldes Houthis, após os bombardeamentos recentes aos portos iemenitas.
“Os nossos pilotos atacaram com sucesso dois portos controlados pelos terroristas Houthis, e isto é apenas o começo — haverá mais ataques”, afirmou Netanyahu numa mensagem em vídeo divulgada em hebraico.
“Não vamos ficar de braços cruzados enquanto os Huthis nos atacam. Responderemos com força muito maior, inclusive contra os seus líderes”, declarou o chefe do governo israelita.
Organizações ambientalistas entregaram ao comissário europeu das Pescas, Costas Kadis, uma petição subscrita por 250.000 pessoas, exigindo o fim de uma técnica de pesca altamente controversa devido ao seu impacto ecológico devastador. Esta prática, de natureza industrial, consiste em arrastar redes pelo fundo do mar, capturando indiscriminadamente toda a vida marinha, destruindo ecossistemas bentónicos e provocando a dispersão de sedimentos que podem afetar negativamente áreas circundantes.
Os ambientalistas têm vindo a exercer pressão sobre a Comissão Europeia, criticando o que consideram ser uma ausência de medidas concretas para proteger os oceanos.
A Comissão deverá apresentar o chamado “Pacto para os Oceanos” no dia 4 de junho, documento que será posteriormente defendido na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, a realizar-se entre 9 e 13 de junho, em Nice, no sudeste de França. Uma versão preliminar do plano foi divulgada na passada segunda-feira e suscitou fortes críticas por parte de várias organizações não-governamentais, entre as quais a Surfrider, a WWF, a ClientEarth e a Oceana, que expressaram uma “profunda preocupação”.
“As referências aos progressos na aplicação das leis existentes são insuficientes. O documento não apresenta ações concretas para enfrentar as ameaças mais graves à vida marinha e à biodiversidade”, afirmam. Em relação às áreas marinhas protegidas, a proposta é considerada “muito decepcionante”, segundo Nicolas Fournier, da Oceana, em declarações à agência AFP. “Esperamos que, nas próximas semanas, a Comissão reveja o plano e adote uma abordagem mais ambiciosa, especialmente quanto à pesca de arrasto”, acrescentou.
Por sua vez, o executivo europeu ressalvou que o documento ainda está em fase de elaboração e longe de estar concluído. A proposta apresentada inclui intenções de rever a legislação ambiental vigente e de reforçar os mecanismos de controlo da poluição marinha.
O Pacific Flourish é actualmente o maior navio graneleiro do mundo, representando um marco da engenharia naval contemporânea e respondendo à crescente necessidade global por embarcações de grande porte e elevada eficiência no transporte de matérias-primas.
Integrado na segunda geração da classe Valemax, este colosso dos mares foi concebido com um desempenho ambiental superior. Os navios Valemax, conhecidos pelas suas dimensões impressionantes, são capazes de operar nos maiores portos de águas profundas do mundo, incluindo os do Brasil e da China. A estrutura do Pacific Flourish foi reforçada para garantir maior resistência em longas travessias oceânicas. Movido por um motor diesel de dois tempos e baixa rotação, acoplado a uma hélice de passo fixo, este graneleiro distingue-se pela eficiência energética, conseguindo reduzir as emissões por tonelada-milha em comparação com embarcações mais antigas.
Com uma tonelagem de porte bruto de 399 mil toneladas e um calado de 22 metros quando totalmente carregado, o navio transporta minério de ferro em sete vastos porões de carga, ligando os principais terminais brasileiros — como Ponta da Madeira e Tubarão — a portos estratégicos da Ásia e da Europa, com destaque para Lianyungang, Qingdao e Dalian, na China. A viagem do Pacific Flourish cruza o Atlântico Sul, contorna o Cabo da Boa Esperança e prossegue pelo Índico até alcançar o Mar da China Meridional, atravessando pontos-chave como o Estreito de Malaca. Em cada rota, o navio pode carregar até 400 mil toneladas de minério de ferro — o equivalente à carga de mais de 11 mil camiões — matéria-prima essencial para a produção de aço em grandes projectos de infraestruturas. O seu avançado sistema de porões permite um carregamento rápido, com capacidade até 13.500 toneladas por hora, e um processo de descarga eficiente, reduzindo significativamente o tempo de operação nos portos. Devido às suas dimensões, o navio está restrito a uma lista limitada de portos adaptados à classe Chinamax.
Apesar do seu tamanho monumental, o Pacific Flourish opera com uma tripulação reduzida de apenas 21 pessoas — reflexo da elevada automatização e modernidade dos graneleiros das classes Valemax e Newcastlemax..