Póvoa de Varzim comemora o Dia Nacional do Mar

No dia 16 de Novembro, o Município da Póvoa de Varzim vai comemorar o Dia Nacional do Mar, com um vasto leque de iniciativas do património marítimo poveiro.

Da parte da manhã, às 11h50, na Escola EB Aver-o-Mar, terá lugar “O Mar na Toponímia Poveira”, sessão orientada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal e Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Luís Diamantino. Esta actividade pedagógica é alusiva à cultura marítima patente na Toponímia Poveira, que evoca lugares, feitos, heróis e personalidades ligadas ao Mar e à comunidade piscatória.

De tarde, às 14h30, na Escola Básica Dr. Flávio Gonçalves, as “Histórias do Mar da Póvoa” serão contadas por José de Azevedo, que através duma conversa informal irá abordar os mares e os costumes da comunidade piscatória poveira, evocando personalidades da terra cujos feitos marcam a nossa história.

Às 18h00, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto irá promover o lançamento do livro “Os Braços da Lancha”, de José Peixoto, e o filme documental (DVD) com o mesmo título, da autoria de Manuel Martins, José Peixoto e Paulo Pinto. A apresentação das duas obras será feita pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Luís Diamantino.

Estas três sessões pretendem reforçar as raízes culturais marítimas numa data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou e vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros nº83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar. 


Fonte: C.M.Póvoa do Varzim

Mar 2020 já recebeu 226 candidaturas

Programa operacional que irá apoiar as pescas até 2020 deverá ter 5% do valor global previsto, de 508 milhões a sete anos, executado até ao final deste ano, disse Ana Paula Vitorino.


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu esperar 10% do valor global de 508 milhões destinados para o período 2014-2010 aprovados até ao final desde ano. O que, a concretizar-se, representa contractos no valor de 50,8 milhões de euros.

Até ao final deste ano, também, a ministra tem a “ambição”, disse na apresentação do Mar 2020 na Gare Marítima de Alcântara, “5% do total em execução”, ou seja 25,4 milhões de euros disponibilizados às empresas e entidades que vejam os seus contractos aprovados e financiados pelos mecanismos do Estado que gerem o quadro de apoio às pescas, nomeadamente o IFAP.

Para comparticipar as verbas que virão de Bruxelas, o Orçamento do Estado para 2017 tem uma comparticipação nacional de 60 milhões de euros para o próximo ano, acrescentou a governante.

De acordo com os dados de Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, também apresentados esta sexta-feira, o mecanismo de apoio às pescas, aquicultura e outras actividades associadas à economia do mar recebeu já 226 candidaturas no Continente. O Mar 2020 arrancou em Junho último.

Das candidaturas aprovadas, segundo a gestora, foram aprovadas 33, “representativas de um investimento elegível de 12 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 11,2 milhões de euros”.
Nos Açores, através do programa local POSEI, foram aprovadas 650 candidaturas, “representativas de um investimento elegível de 14 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de igual montante”, de acordo com os dados da gestão. Não foram cedidos dados relativos à Madeira.


Tubarão filmado a comer vaca no Oceano Índico


Um grupo de amigos filmou um tubarão-tigre a comer uma vaca no meio do Oceano Índico.
São no mínimo bizarras as imagens gravadas por uma câmara aquática de um grupo de amigos, que estava a viajar perto da ilha francesa de Maiote, no Oceano Índico.
O vídeo mostra um tubarão-tigre, com cerca de cinco metros de comprimento, a comer a carcaça de uma vaca.




Fecho do Atlântico e Pacífico fará nascer novo supercontinente

Cenário
está previsto, em novo estudo, para daqui a 300 milhões de anos
Cientistas
em Portugal e na Austrália defendem, como cenário provável, a
formação de um novo supercontinente, a que deram o nome Aurica,
dentro de 300 milhões de anos, em resultado do fecho simultâneo dos
oceanos Atlântico e Pacífico.
O
cenário, traçado com base em modelos computacionais, cálculos
matemáticos, evidências e na história geológica da Terra, é
sustentado pelos geólogos João Duarte e Filipe Rosas, do Instituto
Dom Luiz e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa, e Wouter Schellart, da Universidade de
Monash, na Austrália.
Os
resultados do estudo foram publicados na edição digital da
revista 
Geological
Magazine
.
Ciclicamente,
ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os
oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um
supercontinente.

200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos
os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em
que a América do Sul estava ligada à África.
No
novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o
núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão
ligadas, daí o nome Aurica atribuído (‘Au’ de Austrália e ‘rica’
de América).
A
hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho
simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na
“evidência de que novas zonas de subducção se estão a
propagar no Atlântico”, refere a Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa, em comunicado.
As
zonas de subducção (locais onde uma placa tectónica mergulha sob a
outra) são requisitos para os oceanos fecharem.
“Para
fechar os oceanos, é necessário que as margens dos continentes se
transformem em margens activas, se formem novas zonas de subducção”,
esclareceu à Lusa o geólogo João Duarte.
O
Pacífico, explicou, “está rodeado de zonas de subducção”,
nomeadamente próximo do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos
Andes (América do Sul).
As
zonas de subducção “propagam-se de um oceano para o outro, do
Pacífico para o Atlântico”, sublinhou.
No
Atlântico, já existem duas zonas de subducção totalmente
desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas.
Uma
nova zona de subducção poderá estar a formar-se ao largo da margem
sudoeste ibérica, que apanha território português.
Segundo
João Duarte, a chamada Falha de Marquês de Pombal, localizada ao
largo do Cabo de São Vicente, no Algarve, e apontada como “uma
das possíveis fontes do sismo de 1755”, em Lisboa, está “a
marcar o início dessa nova zona de subducção”.
Hipóteses
anteriores, de outros cientistas, sugerem a formação de um novo
supercontinente a partir do fecho de um dos oceanos, do Atlântico ou
do Pacífico.
O
geólogo português, e investigador-principal no estudo, lembra que,
no passado, dois oceanos tiveram de se fechar para dar origem a um
supercontinente.
João
Duarte advogou que manter o Pacífico ou o Atlântico aberto
significa que um dos dois oceanos vai perdurar para lá da sua
‘esperança de vida’, cifrada em 200 a 300 milhões de anos.
“Isso
é contraditório com a história, a geologia da Terra. Os oceanos
não vivem mais do que 200 ou 300 milhões de anos”, frisou.
O
investigador acrescentou outro dado para sustentar a sua tese: a da
fracturação da Euroásia (Europa e Ásia).
De
acordo com João Duarte, o Oceano Índico “está a abrir”
na Euroásia e existem novos riftes (fissuras da superfície
terrestre causadas pelo afastamento e consequente abatimento de
partes da crosta) que “estão a propagar-se para norte”.
A
cadeia montanhosa dos Himalaias, a Índia e o interior da Euroásia
correspondem a “uma zona de ruptura, onde as placas tectónicas
vão partir-se num futuro”, permitindo “partir ao meio”
a Euroásia, cenário possível dentro de 20 milhões de anos,
admitiu.
Para
o cientista, a fractura da Euroásia irá possibilitar o fecho dos
oceanos Atlântico e Pacífico.
João
Duarte e restante equipa propõem-se, agora, testar “até à
exaustão”, com modelos computacionais mais avançados, o
cenário “muito provável” que avançaram, o de um novo
supercontinente chamado Aurica.

Fonte: DN

Resgatado após 17 horas em mar com tubarões

Um mergulhador britânico de 68 anos foi resgatado após ter passado 17 horas em águas infestadas de tubarões na costa nordeste da Austrália. Les Brierley aventurou-se sozinho no mar, na tarde de domingo, para explorar um naufrágio em Cape Bowling Green, Queensland, mas acabou por ser arrastado por fortes correntes. Exausto e com queimaduras solares, foi encontrado por um helicóptero de resgate na manhã do dia seguinte, a cerca de 25 km do barco. 


Fonte: CM

PSD acusa ministra do Mar de destruir projecto do terminal do Barreiro

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, acusou a ministra do Mar de estar a desenvolver uma “estratégia subtil para destruir o projecto do terminal de contentores do Barreiro”.
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, o social-democrata recorda que a posição do anterior governo sobre esta matéria era clara, avançar com o terminal de contentores no Barreiro, desde que fosse viável e houvesse investidores privados interessados.
“Ainda não se percebeu qual a posição do PS e do Governo ao longo dos tempos. Porque ela foi dúbia. Já foram contra e já foram a favor. Depois faltavam os estudos. Agora que já há estudos, a ministra anuncia muitos outros investimentos que vão esvaziar o projecto do Barreiro, como a aposta de Alcântara ou Setúbal como complemento a Lisboa. Depois de perder imenso tempo, de adiar as decisões e de retirar valor ao Barreiro é que afirma que vai consultar o mercado, numa altura em que já afastou potenciais interessados. Isto é uma forma subtil de destruir o projecto para o Barreiro”, sublinha.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho directos e atraindo muito mais investimento”

Ministra do Mar quer aumentar movimento nos portos em 200%

Previsão de Ana Paula Vitorino para a movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.


A ministra do Mar afirmou que espera um aumento “da ordem dos 200%” na movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.
Ana Paula Vitorino, sublinhou que esta actividade é relevante para a economia nacional, não só em termos de exportações, mas também no que respeita à transferência de carga da rodovia para a via marítima.
A governante adiantou ainda que as intenções de investimento privado no sector do mar ultrapassam os dois mil milhões de euros e que já recebeu “manifestações de interesse” para o novo terminal de Lisboa e para os portos de Sines e de Leixões.
Fonte: TVI24


Som misterioso no fundo do mar assusta população

Uma espécie de zumbido está a aterrorizar os animais e a confundir a população de Nunavut, no norte do Canadá. As autoridades ainda não determinaram a origem do som.
O fenómeno, descrito como “apito”, “zumbido” e “assobio”, é ouvido no Estreito de Hecla e Fury, a cerca de 120 quilómetros de Igloolik (Canadá), desde o verão.
O primeiro alerta foi dado pelos caçadores da localidade que, de acordo com a canadiana “CBC News”, estão desconcertados pelo murmúrio que, supostamente, virá do fundo do mar.
Qualquer que seja a causa, é certo que o som está a assustar os animais, disse à “CBC News” Paul Quassa, membro da Assembleia Legislativa local.
“Esta é uma das principais áreas de caça no verão e no inverno, porque tem um espaço de água rodeado por gelo, abundante em mamíferos marítimos”, explicou, acrescentando que este ano não foi possível avistar nenhum.
De acordo com ambientalistas e moradores locais, pode haver várias explicações para o sucedido. Fala-se na possibilidade de os sons serem causados por navios que navegam na zona ou por atividades da Greenpeace que, destinadas a salvar animais, acabam por assustá-los.
Aquela organização ambientalista descarta-se das acusações e as autoridades locais, bem como as Forças Armadas do Canadá, estão a investigar o caso.


Fonte: JN

Portugal fica de fora do network da THE Alliance

Dias depois da Ocean Alliance, foi a vez da THE Alliance (Hapag-LLoyd, K Line, MOL, Yang Ming e NYK) divulgar a sua oferta de serviços prevista para arrancar em Abril do próximo ano.
Serão 31 serviços, assegurados por mais de 240 navios, a ligarem mais de 75 portos na Ásia (mais de 24), América do Norte (20), Norte da Europa (seis), Mediterrâneo (13), Médio Oriente (seis) e América Central / Caraíbas (seis).
Entre os 31 serviços, haverá cinco no Ásia-Norte da Europa, três no Ásia-Mediterrâneo, 11 no Trns-Pacífico West Coast, cinco no Trans-Pacifico East Coast (através dos canais do Panamá e do Suez), seis no Trans-Atlântico e um no Ásia-Médio Oriente.
O network hoje anunciado não prevê qualquer escala em portos portugueses, ao contrário do que se verifica já com a aliança 2M (que opera em Sines), ou do anunciado pela Ocean Alliance (com um serviço previsto para Lisboa).

Fusão reequilibra forças na THE Alliance

A THE Alliance agrupa as principais companhias que ficaram de fora da 2M e da Ocean Alliance. Entre elas destaca-se a Hapag-Lloyd, a maior de todas, número seis mundial, com uma quota de mercado (em termos de capacidade) de 4,6%.
Uma posição que será reforçada com a integração da UASC, actual número dez do mundo com uma quota de 2,6%.
O (des)equilíbrio de forças no seio da THE Alliance será, entretanto, fortemente atenuado assim se concretize a anunciada fusão das operações de transporte marítimo de contentores da K Line, NYK e MOL.
Juntas, as três companhias japonesas detêm uma quota de mercado (em capacidade) de 6,5%, que lhes garante o sexto lugar no ranking da Alphaliner, à frente da Hapag-Lloyd, ou o sétimo, atrás daquela, assim se concretize a fusão com a UASC.
Fonte: TeN

Triple-E da Maersk pode afinal chegar à marca dos 20 mil TEU

Uma segunda geração do modelo Triple-E da Maersk está a ser construída e deverá marcar a chegada dos primeiros navios porta-contentores com capacidade para 20 mil TEU’s. Quem o diz é a Alphaliner, relativamente a um conjunto de 11 navios encomendados pela Maersk Line que estão já em construção e que serão entregues entre Abril de 2017 e Maio de 2018. 

A Alphaliner avança a previsão com base em fotografias (ver foto) tiradas aos primeiros navios dos 11 que estão a ser construídos para a Maersk Line em estaleiros navais na Coreia do Sul (na Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering – DSME) – com base nas imagens recolhidas, a consultora antevê que os novos Triple-E tenham capacidade acima dos 19.630 TEU que tinha previsto para esta nova geração.

«As primeiras imagens dos estaleiros sugerem que a Maersk Line terá modificado de forma significativa o design dos navios para aumentar ainda mais a capacidade», refere a Alphaliner.

Os novos Triple-E deverão assim ser manifestamente maiores que os anteriores, que tinham capacidade para 18.340 TEU. 


Fonte: Cargo