Milhares de "Ovos Kinder" deram à costa na Alemanha

Milhares de brindes do “Ovo Kinder” deram à costa numa ilha alemã. Não se sabe como ou porquê, apenas que aconteceu e que se transformou num evento pascal fora de época.
A Polícia alemã informou no Twitter, que a praia da Ilha de Langeoog, na Alemanha, tinha sido invadida por milhares de “ovos de plástico”.

De acordo com a imprensa alemã, as cápsulas continham brinquedos e ocuparam vários quilómetros do areal.
Apesar de o chocolate não estar presente, os objetos são brindes do “Ovo Kinder” e as autoridades denominaram o acontecimento, num comunicado de imprensa, como “Páscoa em Langeoog”.
A polícia afirmou à Comunicação Social que os “ovos” contêm inscrições russas no interior e que devem ter caído de um barco durante uma tempestade na altura do Natal.
Uwe Garrel, presidente de Langeoog, organizou a recolha das cápsulas, com o objetivo de impedir que estas chegassem ao mar e representassem um risco para a vida animal.
Garrel decidiu ainda permitir que as crianças do jardim-de-infância local recolhessem os ovos que quisessem.
Os adultos e as crianças foram para a praia com o objetivo de conseguir recolher parte do que se transformou numa prenda de Páscoa antecipada.


Fonte: JN

Mancha que atingiu mar do Algarve já foi limpa

A remoção dos resíduos envolveu mais de 500 pessoas, muitas delas voluntárias.
Terminou hoje a operação Mar Limpo, que retirou do mar do Algarve cerca de 90 toneladas de óleo vegetal no estado sólido.
Os trabalhos de remoção da substância poluente começaram dia 5, depois de ter sido avistada uma mancha de vinte quilómetros que atingia as praias das ilhas da Armona, Culatra e Deserta.
Face à grande quantidade e uma vez que se encontravam afectadas as áreas de duas capitanias, foi activado o Plano Mar Limpo, que prevê o envolvimento de elementos da Marinha e da Autoridade Marítima de todo o Algarve. 
A remoção dos resíduos envolveu mais de 500 pessoas, muitas delas voluntárias.
A capitania do Porto de Olhão já deu início a uma investigação para encontrar os responsáveis pelo despejo destes resíduos no mar. Entre as hipóteses de investigação está a possibilidade de ter havido um despejo por um navio que tenha passado ao largo da costa algarvia.
Fonte: Ionline

Vela: Coville arrasa o recorde da volta ao mundo em solitário

Thomas Coville, o skipper do Sodebo Ultim’, cruzou neste domingo, às 16h57, ao largo de Ouessant (Bretanha), a “linha de chegada” da volta ao mundo em vela em solitário, totalizando uma jornada de 49 dias, 3h07m38s e pulverizando o anterior máximo, que vigorava desde 2008 e tinha sido alcançado por Francis Joyon.

O velejador francês, que partiu de Brest a 6 de Novembro, ultrapassou a linha virtual de chegada com oito dias de avanço sobre o recorde anterior (57 dias, 13h34m06s). Pode dizer-se que, para Coville, à quinta foi de vez, já que em duas das quatro tentativas anteriores abandonou (2008 e 2014) e nas restantes falhou o recorde (2009 e 2011).

Depois do canadiano Joshua Slocrum, em 1895, foram vários os “aventureiros” que aceitaram o desafio de tentar uma volta ao mundo à vela, mas a verdade é que o percurso acabou por ser feito em diferentes registos: houve velejadores em solitário mas com escala, voltas ao mundo sem escala mas com tripulação e viagens em solitário e sem escala em monocascos. No caso de Coville, estamos a falar de uma “empreitada” feita num multicasco, um maxi trimarã.

A
proeza de Thomas Coville afasta do topo da lista a façanha de Joyon,
que pode continuar, porém, a vangloriar-se de ter sido o primeiro a
baixar da barreira dos 80 dias, em 2004, fixando também o primeiro
tempo de referência em solitário, sem escala, a bordo de um
multicasco (72 dias, 22h54m22s). Um ano mais tarde, seria a
britânica Ellen MacArthur, aos comandos do B&Q Castorama, a
elevar a fasquia, baixando para 71 dias, 14h18m00s, para se ver
novamente ultrapassada por Francis Joyon, que desde 2008 não
encontrava um “adversário” à altura.
Esse
rival chegou em pleno dia de Natal de 2016, na pele de um compatriota
que não conteve as lágrimas quando viu o Falcon 50 da Marinha
francesa aproximar-se da embarcação quando se preparava para pôr
fim à aventura: “É genial. Obrigado, rapazes, por esta
super-prenda. Estou muito emocionado por poder ver-vos”,
comentou, de acordo com o jornal 
Le
Figaro
Não
é caso para menos. De acordo com o canal France 24, o velejador de
48 anos raramente cumpriu períodos de sono de mais de 30 minutos
consecutivos, para acautelar todas as ameaças e eventualidades,
combinando-se na reacção deste domingo à tarde um misto de
contentamento e alívio. Para segunda-feira, a equipa Sodebo tem
planeada uma festa à altura das circunstâncias, a ter lugar no
porto de Brest. Afinal de contas, não é todos os dias que se
“dobra” o planeta a esta velocidade.

Fonte: Público

Icebergue gigante prestes a desprender-se da Antártida

Cientistas preocupados com uma enorme fenda na plataforma de gelo Larsen C, que cresceu de tal forma em Dezembro, que agora apenas 20 quilómetros de gelo impedem o imenso bloco de cinco mil km² de se soltar.

Aquele que será um dos dez maiores icebergues do mundo pode desprender-se da Antártida a qualquer momento. Cientistas verificaram que uma enorme fenda na plataforma de gelo Larsen C cresceu de tal forma em Dezembro de 2016 que agora apenas 20 quilómetros de gelo impedem o imenso bloco de cinco mil km² (o equivalente a 500 mil campos de futebol) de se soltar.
A Larsen C é a maior plataforma de gelo no norte da Antártida. As plataformas de gelo são as partes da Antártida onde a camada de gelo está sobre o oceano e não sobre a terra.
De acordo com a BBC News, cientistas do País de Gales afirmam que o desprendimento do icebergue pode deixar toda a plataforma Larsen C vulnerável a uma rutura futura.
A plataforma tem uma espessura de 350 metros e está localizada na ponta oeste da Antártida, impedindo a dissipação do gelo.
Os cientistas acompanham há muitos anos a fenda na Larsen C. Recentemente, passaram a observá-la com mais atenção por causa de colapsos das plataformas de gelo Larsen A, em 1995, e Larsen B, em 2002.
Em 2016, cientistas britânicos alertaram que a fenda na Larsen C estava a aumentar de forma rápida. Em Dezembro, o ritmo avançou para patamares nunca antes vistos, aumentando 18 quilómetros em duas semanas.
Por isso, e de acordo com os cientistas, o que agora é um gigantesco icebergue está prestes a desprender-se: apenas 20 quilómetros o prendem à plataforma.
Se o icebergue não se desprender nos próximos meses, ficarei espantado”, diz à BBC Adrian Luckman, da Universidade de Swansea, no País de Gales, responsável pela investigação.
“As imagens não são completamente visíveis, mas conseguimos usar um sistema para verificar a extensão do problema. O icebergue está a tal ponto de se desprender que considero que isso seja inevitável”, acrescenta.
Luckman afirma que a área que se deve desprender possui cinco mil km², o que resultaria num dos dez maiores icebergues já registados no mundo.

Fenómeno geográfico, não climático

Os cientistas sublinham que o fenómeno é geográfico e não climático. A fenda existe há décadas, mas só agora aumentou durante um período específico. Acreditam que o aquecimento global tenha antecipado a provável ruptura do icebergue, mas não têm evidências suficientes para fundamentar essa teoria.
Os investigadores mostram-se preocupados com o impacto do desprendimento do icebergue da restante plataforma de gelo, já que a ruptura da Larsen B em 2002 aconteceu de forma muito semelhante.
“Estamos convencidos, ao contrário de outros, de que o resto da plataforma de gelo ficará menos estável do que a actual”, afirma Adrian Luckman.
“Estamos à espera que nos próximos meses e anos aconteçam novas rupturas, e talvez um eventual colapso, mas isso é uma coisa muito difícil de prever”, acrescenta.
“Os nossos modelos indicam que a plataforma ficará menos estável, mas não se desmoronará imediatamente ou qualquer coisa do género”, diz ainda.
O cientista explica que, como vai flutuar, o icebergue não vai aumentar o nível dos mares. Mas novas rupturas na plataforma podem acabar por dar origem a glaciares que se desprenderiam em direcção ao oceano. Uma vez que esse gelo não seria flutuante, o nível dos mares seria afectado.
De acordo com as estimativas, se todo o gelo da Larsen C derreter, o nível dos mares aumentaria cerca de 10 centímetros.
Contudo, há poucas certezas absolutas sobre uma mudança iminente nos contornos da Antártida.
“As prováveis consequências podem ser o colapso da plataforma nos próximos anos ou décadas”, prevê Adrian Luckman.
“Ainda que o impacto imediato não atinja os mares, trata-se de um grande fenómeno geográfico que mudará a paisagem do continente gelado”, acrescenta.
Fonte: TVI24 

Vem aí o Pão do Mar

O produto é feito com farinha de bivalves. Como vantagens tem um baixo teor de gordura, não tem adição de sal e é uma fonte de ácidos gordos ómega 3.

O Pão do mar foi desenvolvido na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Politécnico de Leiria.
A criação deste produto visa responder sobretudo aos consumidores que necessitam de uma alimentação com restrições ao nível do sal e com baixo teor de gorduras. A coordenadora da equipa de investigação do Instituto politécnico de Leiria, Susana Mendes, adianta à TSF que esta é uma forma de aproveitar os recursos naturais.
A investigadora acrescenta ainda que o Pão do mar deverá entrar no mercado durante o primeiro semestre de 2017.
O Pão do Mar é o segundo projecto da equipa do Politécnico de Leira que também desenvolveu o Pão de Algas já no mercado há um ano
Fonte: TSF

Governo compensa pescadores devido à suspensão da pesca

O Governo pagou um milhão de euros de apoio a pescadores e armadores de 46 embarcações na sequência da suspensão temporária na pesca da sardinha e do lagostim, anunciou o Ministério do Mar.

Em comunicado, o gabinete da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, adiantou que o executivo, através do Programa Operacional MAR 2020, pagou um milhão de euros [a primeira tranche do apoio público] no passado dia 30 de Dezembro.
O Ministério do Mar informou na nota que neste primeiro pagamento foram beneficiários os pescadores e armadores de 46 embarcações da pesca de sardinha.
“Informa-se ainda que as candidaturas em controlo administrativo pelo IFAP [Instituto de Financiamento à Agricultura e Pescas] no final do mês de Dezembro estão previstas ser pagas até ao final do mês de Janeiro”, é referido.
No lagostim, a cessação temporária ocorreu em Outubro e também está enquadrada na medida de gestão da espécie.
As medidas de gestão da pesca de sardinha constavam de uma portaria de 31 de Outubro que concedia um apoio no montante de 1.920 euros por pescador, no período máximo de dois meses, e aos armadores um montante equivalente à estimativa da perda de rendimento.
“São elegíveis nesta medida de apoio os proprietários das embarcações da pesca do cerco com descargas de sardinha em pelo menos cinco por cento do total do pescado descarregado nos últimos três anos, e os pescadores que trabalharam a bordo da embarcação abrangida pela cessação temporária durante pelo menos 120 dias nos dois anos civis anteriores à data de apresentação do pedido”, é indicado no comunicado.
De acordo com a nota, o período de paragem pode ser escolhido pelo armador entre 01 de Novembro de 2016 e 03 de Março de 2017.
“A maioria das embarcações abrangidas optaram por recorrer à cessação temporária nos meses de Janeiro e Fevereiro”, informou o gabinete da ministra do Mar.
A paragem temporária da sardinha coincide com o período de recuperação da espécie, com os fundos comunitários do MAR 2020 também a aplicarem-se na vertente social e de apoio aos pescadores.
Fonte: TSF 
Foto: Leonel de Castro/Global Imagens

Misterioso ‘tubarão fantasma’ é filmado pela primeira vez

As imagens inéditas de um tubarão-fantasma, filmadas a grande profundidade, estão a entusiasmar cientistas e não só, ajudando a desvendar um pouco do véu em torno desta estranha criatura marinha.
Estas primeiras filmagens inéditas deste animal vivo e no seu habitat natural, no Oceano Pacífico, nas águas entre a Califórnia e o Hawai, foram captadas em 2009 mas só agora foram divulgadas, depois de se concluir que se trata mesmo de um tubarão-fantasma.
Esta estranha criatura, que foi descrita pela primeira vez em 2002 e que é conhecida como quimera, tubarão-fantasma, peixe-rato ou ainda “coelho de água”, foi captada pelo Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey (MBARI na sigla original em inglês), na Califórnia, EUA, através de um aparelho subaquático controlado remotamente.
Foi filmado a uma profundidade de mais de dois mil metros e as dúvidas que surgiram sobre se seria um novo tipo de tubarão-fantasma só agora foram desfeitas, após uma elaborada investigação que foi publicada no jornal científico Marine Biodiversity Records.
Os cientistas concluíram que se trata de um Hydrolagus trolli, um quimera de nariz pontiagudo e com um órgão sexual retráctil na cabeça, conforme reporta a revista The National Geographic, que dá especial destaque à pesquisa.

Lisboa, Sines e Leixões concentram investimentos portuários

Dos 2,5 mil milhões de euros de investimentos previstos na Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária para os próximos dez anos (2016-2026), mais de 2,3 mil milhões concentram-se nos três principais portos. Só Sines poderá captar 1 140 milhões.

O aumento da capacidade de movimentação de contentores é a primeira aposta estratégica do Executivo para o sector. Para Leixões prevê-se a expansão do Terminal de Contentores Sul e a construção do terminal com fundos de -14 metros; em Lisboa avançará o terminal de contentores do Barreiro e o “aumento de eficiência do terminal de Alcântara”, e em Sines far-se-á a terceira fase de expansão do Terminal XXI e será lançado o novo Terminal Vasco da Gama (aliás, os números avançados contemplam até 470 milhões de euros para a segunda fase  desse empreendimento).
Nota-se neste rol a ausência de Setúbal, que nos últimos tratou de se afirmar como uma alternativa mais barata à expansão da capacidade de Lisboa. Ao que parece, sem sucesso.
Ainda no relativo a novos terminais, ou à melhoria dos existentes, a Estratégia ontem apresentada contempla o aumento da eficiência do terminal de granéis sólidos e alimentares de Leixões, a construção do terminal intermodal na ZALI de Aveiro e a implementação da operacionalidade do terminal de granéis líquidos no mesmo porto.
Envolvendo menos recursos mas com impacte directo na melhoria das operações portuárias e no aumento da movimentação de carga, serão melhoradas as acessibilidades marítimas em Viana do Castelo, Figueira da da Foz, Setúbal e Portimão, e as condições de navegabilidade no Douro e no Tejo (até Castanheira do Ribatejo).
A generalização da JUP III/JUL e da FUP e a modernização do sistema VTS são outras medidas.
Dos 2,5 mil milhões de euros de investimentos previstos, Sines receberá então 1140 milhões, Lisboa 746 milhões, Leixões 429,5 milhões, Figueira da Foz 36,1 milhões, Setúbal 25,2 milhões, Viana do Castelo 24,5 milhões, Aveiro 24 milhões e Portimão 17,5 milhões.
Os privados deverão garantir 83% do montante global, o Estado entrará com 11% e os fundos comunitários com 6% apenas (desde logo, Bruxelas não se dispõe a financiar a construção de terminais).
Com tantos investimentos, o Governo projecta um aumento de empregos (cerca de 12 mil), um aumento do volume de negócios do sector e um aumento da carga movimentada.
Neste particular, o maior crescimento deverá acontecer em Sines, que se espera mais do que duplique os números actuais com um ganho de 56,9 milhões de toneladas. Para Leixões projectam-se mais 8,2 milhões de toneladas (+44%), para Lisboa 5,6 milhões de toneladas (+49%), para Setúbal 4,5 milhões de toneladas (+60%), para Aveiro 1,2 milhões de toneladas (+26%) e para a Figueira da Foz 933 mil toneladas (+47%).
Fonte: T e N

Cruzeiros em Lisboa crescem 2% até Novembro

A quebra na actividade verificada em Novembro não deverá colocar em causa o objectivo de crescimento de 2% do negócios de cruzeiros no porto de Lisboa este ano.

Em Novembro, o porto da capital contabilizou 31 escalas de cruzeiros (menos 9% em termos homólogos) e 453 881 passageiros (menos 8%).
Todavia, no acumulado dos 11 meses de 2017, o resultado manteve-se positivo nos 2%, com 298 escalas e cerca de 499 mil passageiros.
Para o final do ano, a previsão da administração portuária de Lisboa é de 311 escalas e cerca de 520 mil passageiros, o que representará um ganho de 2% face ao realizado em 2015.
Fonte: T e N

E se no futuro tivéssemos baterias de água do mar?

As baterias são o que faz actualmente o mundo da tecnologia girar. Igualmente, os seus problemas quer de performance quer de sustentabilidade podem atrasar o desenvolvimento tecnológico.
Assim, as baterias que dominam o mundo são as com o núcleo de iões de lítio o que traz diversos problemas. Entre os vários, os mais fáceis de identificar são o preço do lítio que está a aumentar de forma rápida e a pegada ambiental que é difícil de apagar do planeta. Então, os cientistas da UNIST lançaram uma alternativa surpreendente. E se houvesse uma nova bateria que é produzida a partir de água do mar?

Das baterias de iões de lítio até às baterias de água do mar

As baterias de iões de lítio até podem ajudar a humanidade a largar a dependências dos combustíveis fósseis, é verdade, e os projectos que apareceram nos últimos anos, como foi o caso dos vários apresentados pela Tesla, são prova que a humanidade está carente destas alternativas. Contudo, essa procura está a fazer o preço do lítio disparar arrastando toda a gama de produtos dependentes igualmente para um campo perigoso.
Existe já uma forte preocupação ambiental que questiona a forma como o lítio é extraído. Estas preocupações, associadas também a uma performance que demora a ser considerada satisfatória, está a colocar em causa esta tecnologia e a dar espaço a que outras possam ser “a bateria perfeita”.
Para tentar solucionar este problemas, nove cientistas formaram o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (UNIST) em Ulsan, Coreia do Sul. O seu projecto é tornar a água do mar na solução disponível para esta substituição.

Mas então como é que vai funcionar?

O dispositivo que foi projectado é basicamente uma bateria de sódio-ar ou oxigénio de sódio. Estas baterias podem ter um custo mais elevado que as normais de iões de lítio, mas ainda não estão prontas para a comercialização.
Inicialmente, o objectivo era encontrar uma solução para usar a água do mar como núcleo das novas baterias. Ao que parece, essa solução está descoberta. A água do mar é um excelente católito, que é basicamente a combinação de um cátodo e de um electrólito. Num artigo publicado na revista “Applied Materials e Interfaces“, segundo os cientistas, “Um fluxo constante de água do mar para dentro e para fora da bateria fornece os iões de sódio e água, dinâmica responsável ​​pela produção de uma carga.”
Esta não é a primeira vez que se avança com os iões de sódio como alternativa aos iões de lítio. Já em 2015, uma equipa de investigadores franceses do CNRS, Le Centre national de la recherche scientifique e a equipa da CEA, Comissão de Energia Atómica e Energias Alternativas, anunciaram num artigo que estavam a produzir em colaboração com o RS2E, Research Network on Electrochemical Energy Storage, um protótipo de uma bateria de iões de sódio. Esta bateria consegue armazenar energia na mesma quantidade e no mesmo formato padrão da indústria das baterias de iões de lítio. São, contudo, ligeiramente mais largas que as tradicionais baterias AA—18 mm x 65 mm.

Muito o que aperfeiçoar mas muita esperança depositada

A nova bateria de água do mar pode ser comparada com a bateria de Li-Ion mais convencional, através da medição da tensão de descarga. A tensão média de descarga para a bateria de água do mar foi de cerca de 2,7 volts, enquanto a tensão para a bateria de iões de lítio foi de 3,6 a 4 volts. Os cientistas ainda têm muito trabalho a fazer para maximizar a tensão na bateria de água do mar, mas se conseguirem isso, o futuro será visto com outros olhos.
Fonte: Pplware