O Simplex do Mar

A Factura Única Portuária constitui o documento de cobrança que agrega a liquidação e facturação de todas as entidades públicas prestadoras de serviços aos navios.






Depois de vários anos de “costas voltadas” para o mar, Portugal parece querer voltar a assumir a sua (natural) vocação atlântica.

As novas medidas e políticas do mar vêm confirmar esta percepção. Destacam-se, entre outras, a revisão do enquadramento normativo do ordenamento marítimo, a criação de um cluster científico aplicado à engenharia naval offshore e submarina (entre outros domínios), o aumento da capacidade das infraestruturas portuárias e, ainda, a criação de um verdadeiro Simplex do Mar, visando uma simplificação de processos a vários níveis, com a consequente diminuição da burocracia associada.

Inserida no âmbito do Simplex do Mar, foi recentemente publicada a Portaria n.º 14/2017, que vem estabelecer o procedimento de emissão, disponibilização e cobrança voluntária da denominada Fatura Única Portuária por Escala de Navio (“FUP”), já prevista no Regulamento do Sistema Tarifário dos Portos do Continente.

Em termos simplistas, a FUP constitui o documento de cobrança que agrega a liquidação e faturação de todas as entidades públicas prestadoras de serviços aos navios, no ato de despacho de largada, para cada escala de navio.

A FUP é cobrada aos navios pelas administrações portuárias competentes, que asseguram depois os pagamentos respectivos a todas as outras entidades envolvidas no processo (designadamente, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Autoridade Tributária e Aduaneira, a Direcção-Geral da Autoridade Marítima e Direcção-Geral de Saúde).
Por outro lado, também os armadores dos navios farão um único pagamento – que poderão conhecer antecipadamente através de uma “pré-factura” – por meio de uma aplicação informática própria, a Janela Única Portuária (“JUP”).
De acordo com as notícias recentemente publicadas sobre esta matéria, todos os portos do Continente já terão assinado com as autoridades competentes os protocolos de que dependia a implementação da FUP, sinal de que a medida terá uma aplicação efectiva em todo o “território portuário” nacional, o que se sublinha com agrado.
Para além da evidente poupança em termos financeiros, quer para a Administração Pública, quer para as entidades privadas, esta medida trará consigo uma importante simplificação de procedimentos e, bem assim, uma enorme poupança de tempo, que aliás já se vinha sentindo desde a implementação da JUP (sobretudo, ao nível da imobilização dos navios ao largo dos nossos portos).
Esta é uma medida que, com uma capa de aparente simplicidade, contribuirá, estamos em crer, para o reforço da tão desejada e necessária competitividade dos portos nacionais, no contexto europeu e atlântico, e será certamente recebida com agrado pela generalidade dos armadores nacionais e internacionais.
Em todo o caso, o Simplex do Mar não se fica, nem se pode ficar, por esta medida. Espera-se assim para breve o anúncio de outras iniciativas que venham consolidar esta crescente aposta no mar português, iniciativas a que, naturalmente, estaremos atentos. 


O pequeno piolho marítimo que está a encarecer o salmão


Grelhado, assado ou cru num belo sushi, todos gostamos do peixe mais alaranjado dos mares e dos pratos, mas se, desde 2016, o tem notado mais caro, não estranhe. Anda nos mares uma ameaça nova que tem comprometido a sua produção.
O Lepeophtheirus salmonis é mais comumente chamado de piolho do salmão e, como se instala externamente no corpo do seu hospedeiro, é um exoparasita. Está a atacar sobretudo os peixes do atlântico e a fazer subir o seu preço para níveis sem precedentes.
A disseminação severa desta epidemia de piolhos do mar na Noruega e na Escócia juntou-se a uma outra disseminação, a de algas tóxicas no Chile (segundo maior produtor de salmão depois da Noruega) em 2016, e a produção tem sofrido bastante com isto – caiu em cerca de 9%.
De acordo com as análises feitas na indústria de peixe, esta descida deve continuar até ao fim da primeira metade de 2017, por causa do piolho. A infecção tem também afectado, não exactamente com a mesma expressão, outros peixes como a garoupa, a tainha e o robalo e pode gerar perdas económicas de mais de 280 milhões de euros.
Os países que têm sofrido com o aumento dos preços são, genericamente, todos os consumidores mas, segundo a imprensa britânica, no Reino Unido, por exemplo, o salmão é quase um luxo. Os preços do salmão da Noruega subiram 40% em 2016 (em relação 2015) e, segundo o Financial Times, os preços deverão manter-se este ano até que o peixe volte a ter o tamanho ideal.

DE ONDE VEM O PARASITA E PORQUE NOS AFECTA

Estes parasitas sempre fizeram parte dos ecossistemas marinhos mas nem sempre representaram um problema.
Estes piolhos instalam-se no peixe e alimentam-se do seu sangue, muco e pele, alterando o sistema imunitário dos peixes e tornando-os muito mais vulneráveis. Um salmão selvagem adulto consegue viver com 1 ou 2 parasitas hospedados mas quando depois vai até ao rio para pôr os ovos que garantem a sua reprodução e entra em contacto com a água doce, acaba por morrer, uma vez que, com o sistema imunitário enfraquecido, dependem da salinidade da água.
As defesas em baixo aumentam também a probabilidade de os peixes contraírem outras infecções que os tornem impróprios para consumo. E mesmo que nenhuma destas consequências se verifique e o peixe sobreviva, também há, naturalmente, um limite de parasitas estabelecido para aceitar (passar na inspecção alimentar) os salmões no circuito de venda para consumo humano.
“O problema aumenta quando temos populações de salmão confinadas em ecossistemas intensivos onde estão centenas de peixes”, explica Fernando Mardones, epidemiologista e professor assistente na Universidade André Bello no Chile.
Desde os anos 70 que o sector tem procurado estratégias que resolvam estas epidemias mas até agora ainda nenhuma foi 100% eficiente, até porque os parasitas também têm as suas estratégias e estão cada vez mais resistentes.

O PESO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

A relação não é directa mas, de facto, o aquecimento global do planeta, e das águas, tem promovido a abundância destes parasitas.

Fonte: Visão

Revelada foto de Surf no Havaí com 120 anos

É uma verdadeira relíquia e pode muito bem ser a fotografia de surf mais antiga do Mundo. A imagem tem 120 anos e pertence a um fotógrafo inglês que esteve no Havai no final do século XIX. Segundo noticiou o jornal britânico “Daily Mail”, foi agora revelada e prepara-se para ir a leilão juntamente com outras preciosidades que demonstram o estilo de vida havaiano da época.
Herbert Smith deixou o porto de Liverpool em 1983 navegando até Honolulu, actual capital do Havai. Por lá encontrou uma realidade pura e bastante diferente. Dessa forma decidiu escrever cartas para documentar a experiência, às quais juntou várias fotografias dos nativos e das paisagens locais. O álbum de 62 imagens foi mantido pela família de Smith e só agora foi revelado.
O leilão do álbum das imagens vai iniciar-se no próximo dia 1 de março e especula-se que a família pretenda 2.500 libras, aproximadamente 3 mil euros, pelo mesmo. Herbert Smith viveu no Havai durante a parte final da última década do século XIX, uma altura dramática para o povo havaiano, com o território a acabar por ser anexado pelos Estados Unidos em 1898.
Entre as dezenas de fotos encontra-se inclusivamente uma imagem de camponesas a trabalhar arduamente, sendo que, segundo as cartas que a família detinha, algumas são de origem portuguesa e outras de origem japonesa. No que diz respeito à imagem de surf, é possível ver dois nativos sem roupa a carregarem as pranchas pelo areal de Hilo Bay, uma larga baía situada na costa este da Big Island e que seria um spot de surf concorrido na altura.
O Havai é o berço do surf, sendo que os primeiros relatos de nativos a deslizaram nas ondas em pedaços de madeira remontam ao século XVIII, altura em que se acredita ter sido inventado o desporto pelo povo polinésio. O tenente James King foi a primeira pessoa a escrever sobre a prática de surf no Havai, em 1779. Já Mark Twain descreveu em 1866 a prática como sendo “o passatempo nacional”.
Na altura em que as fotos foram tiradas, é muito provável que o surf ainda não se tivesse expandido do Havai para o resto do Mundo. Esse é um fenómeno que acontece no início do século XX. As imagens impressionam também pelo paralelismo que estabelecem entre o modo de vida dos nativos havaianos e a actualidade, sendo muitas as diferenças evidenciadas.

Skreifest: O bacalhau fresco dos mares da Noruega

A festa do skrei, que nos dá a provar o bacalhau fresco, pescado nos mares da Noruega, está a chegar a 47 restaurantes de Lisboa e também no Porto, cidade onde se realizará pela primeira vez. Os apreciadores que se apressem, só poderão prová-lo até Abril.

Na semana passada, em pleno mar da Noruega, Rui Martins, chefe cozinheiro do ano 2016, responsável pelos restaurantes RIB Beef & Wine e pelo novíssimo Heritage Bistrô e Bar, no Porto, pescou seis grandes skreis e cozinhou-os de uma maneira que surpreendeu a pequena vila piscatória de Senjahopen, na Noruega. “Usei o que eles não estão habituados a cozinhar do skrei: as ovas, as bochechas, as línguas e o fígado”, conta-nos, durante o arranque da Festa Skrei, no Porto, onde, pela primeira vez, o bacalhau fresco pescado na Noruega, sobretudo nas Ilhas Lofoten, será servido em 22 restaurantes, a somar aos 25 em Lisboa, que já recebe a iniciativa desde 2015. Em Senjahopen, Rui Martins cozinhou ceviche com skrei e vieiras, paté de fígado de bacalhau, sopa de línguas e bochechas e, revela-nos Johnny Thomassen, representante da Norge (Conselho Norueguês das Pescas) em Portugal, “os pescadores disseram que foi a melhor refeição que tinham comido”.
Já no Heritage Bistro & Bar, inserido do hotel Pestana Vintage Porto, um dos restaurantes onde, até Abril, poderá provar o bacalhau do Ártico – o skrei só está disponível entre Fevereiro e Abril, no período da desova –, o chefe cozinheiro do ano servirá um arroz com algas, barriga de skrei e tikka masala, cozinhado com um caldo feito com as espinhas do bacalhau para “apurar os sabores”.
A festa do skrei será, este ano, a maior de sempre, alargando-se a cerca de 50 restaurantes de Lisboa e da região do Porto. Em Guimarães, por exemplo, no seu restaurante A Cozinha, o chefe António Loureiro, servirá, como entrada, uma conserva de bacalhau “com uma cura de sal e ligeiramente defumado” à qual junta alho, cebola, azeitona, tomate e azeite que dá ao prato “uma dinâmica mais apelativa”, conta. No restaurante que abriu, no ano passado, em Guimarães, António Loureiro servirá ainda um lombo de bacalhau skrei com migas soltas com couve, broa de milho e enchidos transmontanos, acompanhado por um puré de couve-flor. “A Noruega tem comido skrei há mil anos”, lembra Johnny Thomassen. Nos próximos dois meses poderá, pois, saboreá-lo tal e qual “como os Vikings o comiam: sempre fresco”, compara.
Restaurantes em Lisboa e Porto com a festa do skrei
LISBOA
9 Ilhas; A Carpacceria; A Sociedade; Asian Lab; Azenhas do Mar; Bastardo; B’Entrevinhos; Casa de Linhares; Gioia; Locco; Mercado da Ribeira – Alexandre Silva; Mercado da Ribeira – Marlene Vieira; Mercado da Ribeira – Miguel Castro e Silva; Mercado da Ribeira – Sea me; Nobre Estoril; Nobre Lisboa; Peixaria da Esquina; Rabo d’pêxe; Restaurante Chefe Cordeiro; Sea me – Camões; Soul Sushi; Taberna 1300; Taberna da Rua das Flores; Tartar-ia; Tasca de Esquina
PORTO & NORTE
A Cozinha; Achas; Antiquvm; Aquário Marisqueira D’ Espinho; BH Foz; Buri – restaurante Japonês; Casa Aleixo; Dourum; Euskalduna; Flow; Heritage Bistro & Bar; O Gaveto; Ode; Palco – Hotel Teatro; Praia da Luz; Puro 4050; Restaurante Alcaide; Restaurante EL DORADO; Restaurante Parque D’ Aguda; Sumo Cais; The Blini; Wish Restaurante & Sushi
Skreifest > até final de Abril

Fonte: Visão

Oceanos ricos em peixe e ouro sustentam milhares de milhões de pessoas

Ouro e peixe são algumas das riquezas dos oceanos, que cobrem 71 por cento da superfície terrestre e junto dos quais vivem mais de 2,7 mil milhões de pessoas, muitas vivendo exclusivamente do mar, apesar da poluição.


Segundo dados do Banco Mundial, entre 10 a 12 por cento da população mundial vive da pesca, que garante a maior percentagem das proteínas consumidas pelos humanos, cerca de 16 por cento.
A organização Save the Sea considera que a protecção dos habitats marinhos pode aumentar consideravelmente a quantidade e o tamanho do peixe disponível, que é a principal fonte de alimentação para 3,5 mil milhões de pessoas, um número que poderá subir para sete mil milhões dentro de 20 anos.
Este equilíbrio entre exploração e preservação é o objectivo da chamada “economia azul”, que supõe uma utilização sustentável dos mares e é o mote para a cimeira dos oceanos promovida este ano na Indonésia pela publicação The Economist.
As populações de espécies como o atum, bacalhau ou peixe-espada caíram cerca de 90 por cento no último século e a pesca sem critério feita com redes de arrasto leva a que se desperdicem 20 milhões de toneladas de pescado por ano.
Tanta gente junto às costas significa lixo, especialmente plástico, que mata cerca de um milhão de aves marinhas, 100 mil mamíferos e inúmeros peixes.
Nos oceanos, onde se estima que existam cerca de 20 milhões de toneladas de ouro, a passagem de navios que transportam petróleo significa que 600 mil barris de crude são derramados acidentalmente, o equivalente a 12 vezes o que foi largado no mar com o desastre do navio Prestige, ao largo da Galiza, em 2002.
Uma das maiores riquezas naturais nos oceanos, os recifes de coral, ocupam menos de 1% do leito marinho mas estima-se que mais de 90% das espécies marinhas está directa ou indirectamente dependente do coral.
Segundo a Save the Sea, estão em risco quase 60% dos corais de todo o mundo, situados em áreas de soberania de 109 países.
O crescimento da urbanização costeira, a sedimentação, a pesca excessiva, poluição, turismo e aquecimento global são as principais ameaças ao coral.
A poluição costeira ameaça também as populações, estimando-se que as mortes e doenças por ela provocadas custem à economia global cerca de 12,8 mil milhões de dólares anualmente.

A poluição já chegou aos lugares mais profundos dos oceanos

Nem as profundezas dos oceanos estão a “salvo” da poluição. Um grupo de investigadores ingleses descobriu elevados níveis de poluição a quase 11.000 metros de profundidade.

Nem o lugar mais profundo da Terra, o fundo dos oceanos, escapa à poluição causada pela actividade humana. Um grupo de investigadores ingleses descobriu “níveis extraordinariamente altos” de contaminação nas profundezas dos oceanos, que se julgavam a “salvo”.
A poluição causada pela actividade humana é de tal ordem que chegou, facilmente, às fossas submarinas mais profundas, nomeadamente, ao abismo Challenger na fossa das Marianas — o lugar mais profundo da Terra — situado a 10.900 metros de profundidade — e à fossa de Kermadec — a 10.047 metros de profundidade –, ambos no Oceano Pacífico.
Um grupo de investigadores ingleses, da Universidade de Aberdeen, detectou “níveis extraordinariamente altos” de poluição nos oceanos e de substâncias químicas nos pequenos crustáceos (chamados anfípodas) que habitam as suas profundezas, em lugares a cerca de 7.000 quilómetros das zonas industriais mais próximas.
Seguimos pensado nas profundidades do oceano como um reino remoto e puro, a salvo do impacto humano, mas a nossa investigação mostra que, tristemente, isto não poderia ser mais incerto” assegura o investigador Alan Jamieson, citado pelo El Mundo.
Os crustáceos apresentam Compostos Orgânicos Persistentes (COP’s), alguns dos quais proibidos há décadas, mas cujas consequências ainda se fazem sentir. Os investigadores acreditam que os animais tenham sido contaminados através do contacto com o lixo (plástico) acumulado no fundo do oceano e por se alimentarem de outros animais contaminados mortos.
Os altos níveis de poluição detectados nas profundezas dos oceanos são comparados aos de Suruga Bay, uma das zonas industriais, do noroeste do Pacífico, mais contaminadas. Alam Jamieson garante que “tudo aquilo que se encontra no fundo do mar voltará à superfície algum dia, de outra forma” e que muita poluição marinha está logo à superfície.
Fonte: Observador

Nível de oxigénio nos oceanos desce 2% em 50 anos

Estudo revelou conclusões alarmantes e não há expectativas de melhorias. Os resultados põem em causa a sobrevivência de milhares de espécies, incluindo os humanos.


Uma nova investigação levada a cabo pelo Centro de Pesquisa para o Oceano, da fundação GEOMAR, em Kiel, na Alemanha, demonstrou que o nível de oxigénio no mar desceu 2% entre 1960 e 2010. Estas revelações, publicadas na revista Nature, na quarta-feira, são bastante preocupantes.
Os autores desta investigação – Sunke Schmidtko, Lothar Stramma e Martin Visbeck – começaram a analisar os oceanos nos anos 60, medindo temperatura das águas – entre outros requisitos habituais – e conseguiram mapear a perda de oxigénio em todos os oceanos, chegando à estimativa média de pelo menos 2%. O Oceano Árctico foi aquele que registou o maior volume de oxigénio perdido.
Este resultado é alarmante e as previsões não são as melhores. Segundo os investigadores, as bactérias são o único ser capaz de sobreviver com níveis de oxigénio tão baixos e, além das espécies marinhas, também os humanos correm riscos.
A verdade é que esta aparente pequena diminuição pode modificar bastante os ecossistemas, já que o nível de oxigénio não se distribui uniformemente. 
Acreditamos que tal declínio de oxigénio nos mares pode afectar os ciclos de nutrientes e o habitat marinho, com consequências potencialmente prejudiciais para as pescas e as economias costeiras.”

 Nestas “zonas mortas”, os peixes não são capazes de prosperar e é também produzido um gás de efeito estufa, denominado óxido nitroso, prejudicial à saúde do ambiente.
O futuro não é promissor e os cientistas estimam que, até 2100, os níveis voltem a baixar entre 1% a 7%. Esta é uma consequência desastrosa provocada pelas constantes mudanças climáticas.
Fonte: TVI24

Fundação para os oceanos avança

A Oceano Azul, impulsionada pelo Grupo Jerónimo Martins, nasce no Oceanário de Lisboa a 17 de Março.

Reaproximar Portugal do mar e ser um dos líderes mundiais da sustentabilidade dos oceanos é o objectivo da Fundação Oceano Azul, que será lançada pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos (Grupo Jerónimo Martins) no Oceanário de Lisboa a 17 de Março. A administração é presidida por José Soares dos Santos, presidente daquela sociedade, e a comissão executiva por Tiago Pitta e Cunha, especialista em política dos oceanos e ex-conselheiro de Cavaco Silva.
Integram o conselho de curadores Soares dos Santos (presidente), a princesa Laurentien van Oranje-Nassau (Holanda), Jane Lubchenco (enviada científica dos EUA para os oceanos), Kristian Parker (Oak Foundation), e o almirante Nuno Vieira Martins, ex-chefe do Estado-Maior da Armada.

Fonte: Expresso

Aquecimento do mar provocou degelo na última era glaciar

Até agora achava-se que a culpa era da temperatura do ar. Conclusão do estudo sugere que as alterações climáticas podem levar à subida da água do mar mais do que tem sido previsto.

Pequenos picos na temperatura do mar, e não do ar, poderão ter sido os responsáveis pelo desaparecimento da camada de gelo que cobriu a América do Norte e o Canadá na última época glacial.
A conclusão faz parte de um estudo da Universidade de Michigan, Estados Unidos, publicado hoje na revista Nature, que explica um paradoxo da idade do gelo – o degelo em épocas glaciais – e sugere que as alterações climáticas podem levar à subida da água do mar mais do que tem sido previsto.
O comportamento da camada de gelo que cobria milhões de quilómetros, incluindo a maior parte do Canadá e parte dos Estados Unidos, tem confundido os cientistas porque os períodos de fusão e de dissolução no mar aconteceram nos tempos mais frios da última idade do gelo. O gelo deveria derreter quando estivesse calor mas tal não aconteceu.
Demonstrámos que não é necessário um aquecimento da atmosfera para desencadear situações de desintegração do gelo em larga escala se o oceano aquecer” e começar a derreter as pontas dos lençóis de gelo, disse Jeremy Bassis, professor de clima e ciências espaciais e engenharia.
“É possível que nos actuais glaciares, não só as partes que estão a flutuar mas mesmo as que estão em contacto com os oceanos, sejam mais sensíveis ao aquecimento da água do que se pensava”, adiantou.
Tal pode estar a acontecer na Gronelândia e mesmo na Antárctida.
Bassis tem trabalhado num modelo de estudo diferente sobre como é que o gelo se quebra e flutua, procurando respostas sobre o armazenamento do gelo na Terra e a forma como ele reage às mudanças de temperatura do ar e dos oceanos.
Com base neste modelo, cientistas têm admitido que o degelo na Antárctida possa elevar o nível da água do mar em mais de 90 centímetros.
No estudo agora divulgado, Bassis e a sua equipa aplicaram uma versão do modelo para estudar as mudanças climáticas na idade do gelo, que terá terminado há cerca de 10.000 anos. Usaram registos de sedimentos do núcleo do gelo e dos oceanos para estimar a temperatura da água e as suas variações, tentando perceber se o que está a acontecer na Gronelândia pode descrever comportamentos do passado.
E concluíram que apenas um aquecimento mínimo da água do mar pode desestabilizar toda uma região, mesmo que não se verifique um aumento do aquecimento atmosférico.
Fonte: TVI24

Sines é o 15.º maior Porto Europeu

Na lista anual em jeito de balanço do ano de 2016, não existiu grandes novidades em relação aos portos que fizeram mexer o segmento contentorizado. No topo da lista, o líder destacado é Roterdão lidera, sendo o restante pódio composto por Antuérpia e por Hamburgo. Estes três pesos pesados do sector lideram com larga vantagem sobre os restantes. O Porto de Sines registou a 15ª posição e dentro da lista foi o segundo a liderar a parte do crescimento depois de ter atingido os 1,513 milhões de TEU movimentados. Acima de Sines em crescimento só mesmo Barcelona com uma taxa de crescimento de 14,6%. Em termos de volume de lucros, Sines ainda fica muito longe dos restantes portos, em virtude do seu segmento ser Transhipment, com muito menos valor comercial em relação aos outros segmentos. Sines a subir mais na tabela, será sempre a custa do Porto de Southampton, visto  o colocado em 13 Lugar é precisamente Barcelona, que movimentou mais 700 mil TEU que Sines.
Top-15 europeu:
1- Roterdão (HOL), 12,385 M TEU;

2- Antuérpia (BEL) ,10,037 M TEU;
3- Hamburgo (ALE), 8,910 M TEU;
4- Bremerhaven (ALE), 5,487 M TEU ;
5- Ageciras (ESP) 4,760 M TEU;
6- Valência (ESP), 4,722 M TEU;
7- Felixstowe (UK), 3,745 M TEU;
8- Piréu (GRE), 3,675 M TEU;
9- Marsaxlokk (MAL), 3,064 M TEU;
10- Gioia Tauro (ITA), 2,797 M TEU;
11- Le Havre (FRA), 2,519 M TEU;
12- Génova (ITA), 2,298 M TEU;
13- Barcelona (ESP), 2,238 M TEU;
14- Southampton (UK), 1,957 M TEU ;
15- Sines (POR), 1,513 M TEU.