MSC à beira de encomendar 11 navios de 22 mil TEU

O contrato, com um valor global estimado em 1,5 mil milhões de dólares, será dividido entre a Samsung Heavy Industries (que construirá seis navios) e a a Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (que assegurará os restantes cinco).
A confirmar-se, este negócio segue de muito perto a encomenda de até nove navios de 22 mil TEU colocada há dias pela CMA CGM junto de dois estaleiros chineses.
A MSC, recorde-se, é parceira da Maersk Line na 2M, sendo que a companhia dinamarquesa, número um mundial, já descartou a colocação de novas encomendas nos tempos mais próximos por considerá-las injustificadas.
A SeaIntel foi a mais recente consultora a alertar para os riscos do regresso do excesso de capacidade no Ásia-Norte da Europa.

Tiago Pires: “Portugal pode ser uma potência mundial do surf”

Tiago Pires, também conhecido por “Saca”, passou a adolescência em Alvalade mas aproveitava todos os fins de semana e algum tempo livre durante a semana para surfar na Ericeira com o irmão, Ricardo, e um amigo. Foi assim que começou uma carreira a competir ao mais alto nível, onde esteve ao lado da elite mundial desta modalidade, como o australiano Mick Fanning, o norte-americano Kelly Slater ou o brasileiro Adriano de Souza.

Numa entrevista ao Jornal Económico, Tiago Pires recorda os primeiros campeonatos pelo país, as disputas com Slater e como esta modalidade lhe trouxe a independência financeira. O ano passado anunciou o adeus ao circuito mundial e não se coíbe de fazer elogios a Frederico Morais, surfista que fez história no passado mês de Julho ao tornar-se no primeiro português a classificar-se para uma final nesta competição.
A sua carreira confunde-se com a evolução do surf em Portugal. Quando é que o miúdo lisboeta, hoje com 37 anos, trocou o Bairro de Alvalade pela Ericeira?

Cresci em Lisboa, mas a Ericeira, sobretudo a praia de São Lourenço, sempre foi o meu destino de férias. E assim começou a paixão por andar na praia e no mar. Na adolescência comecei a ficar viciado no surf e praticava sempre que encontrasse algum tempo livre. Ainda na escola comecei a receber patrocínios para surfar. Aos 18 anos assumi o compromisso de parar de estudar (gostava muito de línguas, português e geografia) e ser profissional desta modalidade. Mudei-me de armas e bagagens para a Ericeira até regressar novamente a Lisboa há mais de dois anos.


Quanto lhe pagaram no primeiro contrato?
Recebi o meu primeiro ordenado aos 16 anos: 150 contos por parte da Quiksilver. Entre os 16 e os 18 anos já tinha dinheiro para viver sozinho e sempre investi muito na minha carreira.
E a reação da família?

Foi complicada. O surf era um desporto mais pequeno do que é hoje em dia e quase não se via casos de sucesso. Os melhores portugueses deviam receber salários à volta dos mil euros no máximo. Mas desde cedo comecei a dar provas de que poderia ter uma carreira internacional. O meu irmão tem mais quatro anos do que eu e começou a competir antes de mim. Hoje em dia é pintor, artista e ajuda-me nos negócios. Ele nunca se deu bem nesta modalidade e minha mãe (escriturária, o pai cenografista) tinha algum medo por mim. No entanto, apareceu uma pessoa muito importante na minha vida, o José Seabra. Ele já tinha trabalhado em departamentos de marketing de marcas estrangeiros, viajou pelos EUA e viu em mim um potencial surfista internacional. Começámos a trabalhar e, como em tudo na vida, é preciso correr riscos. Foi uma aposta ganha. Mais tarde passei para outra marca, a Billabong, um contrato que me permitiu fazer um circuito mundial.



E como era o surf em Portugal?

Aos 17 anos comecei a lutar pelo maior título português profissional. Eram cinco, seis ou sete provas espalhadas pelo país inteiro, de Norte a Sul, com os melhores surfistas portugueses. Iamos de carro, uma coisa muito familiar. Depois passei do circuito de qualificação para a elite do surf mundial. É a grande arena, com inúmeras provas espalhadas pelo mundo inteiro.


Nesta elite do surf mundial, onde se encontra também o Frederico Morais…

Fiz sete temporadas no WCT. Andei várias vezes na casa dos 20 melhores do mundo. Derrotei pelo menos três vezes o Kelly Slatter, que era considerado intocável. Lembro-me que ficou muito chateado quando lhe ganhei em Bali. Deu-me os parabéns de raspão. O Frederico tem o futuro em aberto.


As discussões entre surfistas são frequentes?

Tive três ou quatro em 18 anos de carreira. Dentro de água sempre fui um felino a competir, mas sempre joguei no limite do razoável.


O que faz um surfista quando perde as pranchas?

Já me aconteceu. Fui fazer um campeonato na Costa do Sauípe, no Brasil, e tinha um voo direto. Acabei por chegar lá sem pranchas e tive de pedir emprestadas aos meus colegas. Às vezes chegamos a viajar com 10 pranchas e um saco de roupa.



É fácil um surfista deslumbrar-se?

É fácil acontecer. Mas isso é o que separa um surfista atleta de outro que não pensa como atleta. Se nos deixamos cair nessa teia de aranha as coisas podem descambar. Os surfistas vivem de contratos de imagem e nenhuma se quer associar a um surfista que é conhecido pelas festas. Acho que o surf se tem profissionalizado muito nos últimos cinco anos e o grau de exigência é tão grande que os surfistas não se podem dar a esse tipo de coisas.


Quanto é que um surfista de topo pode ganhar por mês?

Hoje em dia a tabela inflacionou muito. Temos surfistas que estão na ordem dos quatro milhões de euros por ano. E temos surfistas que estão na ordem dos 200 mil euros anuais. Isto dentro da elite. Eu sempre fui um privilegiado que abri as portas do desporto neste país e tive um grau de atenção bastante elevado. Num surfista de topo os contratos são pagos pela casa mãe das marcas. Em 2010 assinei um contrato com a Quiksilver de 10 anos. É uma coisa única na Europa. O meu contrato também se dividiu nos momentos de competição e de pós competição.


Ganhou muito dinheiro ao longo da carreira?

Não me considero uma pessoa rica. Tenho dinheiro para viver confortavelmente. Fiz bons investimentos em imobiliário, tenho casas na Ericeira e em Lisboa. Sempre fui bastante conservador. Tenho um estilo de vida que me permite desfrutar da família.



O ano passado anunciou o adeus ao circuito mundial. Ainda participa em pequenos campeonatos?

Agora faço alguns campeonato pontuais, denominados ‘special events’. Não fazem parte de nenhum circuito. Não tenho de me preparar como um louco. Tenho a minha escola de surf, na Ericeira, professores e o meu irmão ajuda-me a gerir o negócio. Vejo também o meu futuro um pouco como organizador de eventos de surf com as camadas mais jovens.


Como avalia o feito do Garrett McNamara na Nazaré?

É um milagre. Um havaiano ter aceite um convite de portugueses, nem sabia bem para onde ia, e que acreditou naquele projeto. Várias pessoas foram lá antes dele e não aceitaram porque não quiseram pôr em risco a própria vida. Cheguei a fazer surf na Nazaré, nas ondas grandes, e percebi que é um sítio muito complicado. Nunca tive essa vontade de perseguir a maior onda do mundo.


Gostava que o seu filho fosse surfista?

Gostava. Aprendemos a respeitar a Natureza, a respeitar o mar. Dá-nos muita paz e equilíbrio à vida. Mas ele vai escolher o que quiser. Não serei aquele pai que vai pressioná-lo a fazer alguma coisa.


Os estudos apontam para que a economia do surf represente 400 milhões de euros. Este número pode crescer?

Quando falamos em 400 milhões já estamos a incluir o turismo de surf. Em termos de grandes campeonatos estamos bem servidos e isso prova que estamos muito à frente. Melhorando as infraestruturas que temos, acredito que possamos duplicar os 400 milhões. Temos muito talento. O Governo pode também apostar mais no surf e acho que há um trabalho que deve ser feito: a maneira como agarramos nos jovens e os lançamos para o futuro. Se o Governo começar a apoiar mais, Portugal pode ser uma potência mundial e o surf um desporto que pode produzir campeões do mundo.




Feira de negócios sobre o mar regressa a Portugal em 2018

Portugal vai receber no próximo ano a feira de negócios Biomarine dedicada à economia do mar. Cascais volta em 2018 a receber a Biomarine, que anualmente promove oportunidades de negócio e o desenvolvimento de investimentos, disse esta sexta-feira o presidente executivo (CEO) do evento, Pierre Erwes. Esta não é a primeira vez que Cascais recebe o evento — já tinha acontecido em 2014.

“Vai ser em Cascais, por que há uma boa sinergia. [..] E há um claro entendimento entre os governantes, a câmara municipal e nós adoramos o local e esperamos convencer o príncipe Alberto [do Mónaco] a voltar, porque ele também adora o local”, informou o CEO. O mesmo anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Ministério do Mar.
Depois de a vila ter recebido o evento em 2014, Erwes já fez saber que haverá algumas alterações no próximo ano, como diversificação de reuniões, um novo tipo de exposição e o acompanhamento dos negócios fechados este ano. “Portugal escolheu-nos. É como quando se está viciado, é um país que vive junto do mar, que vive para o mar e não havia melhor local do que Portugal e, por isso, decidimos voltar e o que o país fez em cinco anos, é o líder azul da Europa”, justificou ainda o CEO.
Erwes informou que estará disponível para o público a iniciativa “my blue city [a minha cidade azul] para “se compreender o potencial de Portugal, tal como as tecnologias e os recursos” do país. O anúncio aconteceu depois da assinatura de um protocolo entre a Direcção-Geral de Política do Mar, a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos e a Biomarine Organization Clusters Association, em Lisboa.
A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, disse que este protocolo visa dar “maior centralidade às empresas portuguesas, no âmbito do Biomarine, que é a maior rede internacional em termos de parcerias na área do mar e engloba indústrias, mas também centros de investigação”. Este evento anual inclui conferências, encontros de alto nível e encontros um para um, enumerou a governante.
A edição deste ano decorre em Rimouski, Quebec (Canadá), onde Ana Paula Vitorino estará presente de 1 a 3 de outubro para assistir ao plenário de abertura do Biomarine 2017. Esta sexta-feira foi assinado um protocolo entre a Direcção-Geral de Política do Mar, a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos e a Biomarine Organization Clusters Association.
Fonte: ECO

Economia do mar: o maior recurso natural português

Este é um dos poucos sectores nacionais em que a matéria-prima é nossa, não necessitamos de terceiros e de importações para o explorar.

O mar é reiteradamente considerado um dos grandes desígnios nacionais, com um enormíssimo potencial por explorar. Os países mais ricos são os que têm recursos naturais abundantes, mas acima de tudo que os aproveitam e Portugal tem sem dúvida um filão inexplorado ao nível do mar. Fazem-se estudos, relatórios, estratégias e planos, programas e acções visando potenciar o mar enquanto factor de desenvolvimento socioeconómico, mas há um consenso geral quanto ao subaproveitamento das virtualidades do mar português, ainda que muitos e valorosos esforços tenham sido feitos para dinamizar os nossos recursos marítimos e costeiros.
É certo que o mar continua a ser um dos grandes atrativos do país, principalmente traduzido pela contínua aposta nas pescas, pelo desenvolvimento significativo do setor portuário comercial e turístico e pelo facto de os desportos náuticos, com o surf à cabeça, serem hoje atividades economicamente atrativas. Ainda assim, apesar de a economia do mar representar hoje cerca de 3% do PIB português, o potencial daquela que é a 3.ª maior zona económica exclusiva da União Europeia e a 11.ª do mundo continua a estar muito longe de ser explorado na sua plenitude, traduzindo-se em emprego, indústria e desenvolvimento tecnológico.
É de louvar a atitude deste Governo, que colocou o foco no desenvolvimento do setor, incluindo a criação de um Ministério dedicado, que muito tem feito por forma a efetivamente definir uma estratégia e um plano de ação de longo prazo para modernizar e dinamizar a economia do mar, nomeadamente as atividades tradicionais de grande relevância, como a pesca, o turismo, os transportes marítimos, a construção e a reparação naval, entre outras. Estratégia essa que permite, em simultâneo, promover o crescimento de novas atividades de grande valor acrescentado, que podem ter relevância substancial para o país, como a construção de eólicas offshore, a exploração energética das ondas e marés, a aquacultura, o aproveitamento das embarcações a GNL, a biotecnologia, a produção de algas ou o desenvolvimento de tecnologias marítimas.
Não tenho dúvidas de que este é o caminho a seguir e de que o Governo, em particular a Sra. Ministra do Mar, parece verdadeiramente empenhado em promover a emergência deste setor de recursos naturais nacionais. Acima de tudo, não podemos perder o comboio europeu e mundial, tendo nós condições extraordinárias para criar um verdadeiro cluster nacional tecnológico e industrial, potenciando a criação de valor e a geração de postos de trabalho, como outras congéneres europeias estão a fazer com grande sucesso.
Seria uma oportunidade perdida para o país se essa vontade política não tivesse consequências positivas significativas. Até porque Portugal reúne condições para mudar o paradigma da fileira, como fez noutros setores como os têxteis, o calçado, a metalomecânica ou os moldes. Ao nível da economia do mar, temos uma longa tradição empresarial, novas empresas com know-how altamente especializado, investigação científica de excelência, capacidade de inovação e ecossistemas de empreendedorismo.
A recente notícia da criação do anunciado Fundo Azul, com uma dotação inicial de 13,6 milhões de euros, que irá financiar startups de base tecnológica a operar no cluster marítimo, é desde já um excelente passo para financiar e dinamizar projetos que envolvam investigação, desenvolvimento e inovação – atividades que, como sabemos, são de longo prazo e exigem investimentos consideráveis.
Talvez fosse conveniente complementar este mecanismo com outras fontes de financiamento, nomeadamente capital de risco e linhas de crédito, por forma a financiar projetos baseados no conhecimento, com grande intensidade de tecnologia e inovação. Para este tipo de projetos, o desenho do sistema de incentivos deve ser mais ambicioso. Este é um dos poucos setores nacionais em que a matéria-prima é nossa, não necessitamos de terceiros e de importações para o explorar. Portugal pode afirmar-se e competir com qualquer empresa do mundo, aproveitando os seus próprios recursos naturais. No entanto, apesar de sermos dos países que mais peixe consome per capita, a maior parte é importado e de aquacultura!
Porque não aliamos a tradicional indústria metalomecânica e de construção naval às renováveis oceânicas, à aquacultura offshore, às tecnologias emergentes, reconvertendo ou dinamizando as infraestruturas portuárias existentes, atraindo e apoiando empresas portuguesas que se mostrem interessadas e competentes para nelas investir, potenciando novos clusters industriais? Não basta a estratégia e a vontade, é preciso ação e conjugação entre o setor privado e a estratégia pública para que este não seja um desígnio continuamente difundido, mas sim aproveitado.
Se conquistámos o mundo há séculos, fruto da nossa audácia e empreendedorismo, devemos entender hoje que podemos estar novamente na linha da frente, ter ambição e iniciar uma nova época dos Descobrimentos, explorando neste caso o nosso próprio mar e os nossos próprios recursos.

O que não acaba no lixo acaba no Mar [ Com Vídeo ]

Primeira campanha da Fundação Oceano Azul visa alterar comportamentos para salvar o Oceano
A Fundação Oceano Azul e o Oceanário de Lisboa, em parceria com a Olá, lançam campanha com o mote «O que não acaba no lixo acaba no mar». A iniciativa visa alertar os portugueses para um dos maiores problemas ambientais do planeta: o lixo marinho, em particular a poluição por plástico. Esta é a primeira campanha publicitária da Fundação Oceano Azul, que, através da sua missão de contribuir para a sustentabilidade do planeta do ponto de vista do oceano, amplifica a importância da participação de cada um na redução do lixo que chega ao mar e às praias diariamente.
A campanha “O que não acaba no lixo acaba no mar” foi desenhada para informar sobre a importância de colocar o lixo no sítio adequado e para consciencializar as pessoas sobre o impacto negativo dos seus comportamentos.
«Não há, ainda, uma consciência inequívoca sobre a importância de colocar o lixo no sítio certo. O que pretendemos com esta campanha é alertar as pessoas para a possibilidade de o lixo acabar no mar, degradando assim o ambiente marinho e atingindo milhões de espécies» refere o CEO da Fundação Oceano Azul, Tiago Pitta e Cunha.
Com três filmes publicitários televisivos, nos três canais generalistas, a campanha visa informar o público de forma directa e simples que, o que não acaba no lixo acaba no mar. «As mensagens da campanha são claras. Se nada fizermos, o lixo no oceano continuará a matar milhares de animais marinhos todos os anos. Se nada fizermos, haverá no mar mais plástico do que peixe daqui a 30 anos», conclui Tiago Pitta e Cunha.
A poluição por plásticos é uma das maiores ameaças do oceano global. Mais de 8 milhões de toneladas de plástico chegam ao oceano anualmente, o equivalente a despejar um camião de lixo de plástico a cada minuto. Os efeitos são muito negativos para toda a vida selvagem e para os ecossistemas marinhos, com um milhão de aves marinhas e 100 mil mamíferos marinhos a morrer, todos os anos, devido à poluição por plástico (fonte: Unesco, Comissão Oceanográfica Intergovernamental). Existe a convicção de que muito do lixo que chega ao oceano não é
intencional, mas fruto do desconhecimento. A Fundação Oceano Azul, através desta campanha, vem encorajar e envolver os portugueses a mobilizarem-se inequivocamente por um #oceano azul.


Estará o mar Morto a morrer?

A resposta à pergunta feita no título é desoladora: sim, o mar Morto está a morrer. A costa do mar Morto não é a única zona do planeta onde se abrem crateras no solo, mas é aquela onde estas se espalham com maior velocidade. O geólogo e biólogo Eli Raz chegou a Ein Gedi, em Israel, em 1973. O convite foi-lhe feito para um trabalho de poucos meses; hoje, 44 anos depois, continua a estudar este mar único e a forma como a irresponsabilidade do ser humano se reflecte na morte progressiva de um ecossistema. A paisagem da costa do mar Morto, diz no vídeo do projecto Great Big Story, “mudou drasticamente”. A primeira cratera foi registada no final dos anos 80 do século XX. Em 1980, imagens aéreas mostravam uma costa livre de crateras. Hoje, são mais de 6000. “Como pode a superfície da Terra colapsar?”, questionou-se Eli Raz. “O Homem não pensa a longo prazo, precisa de água, quer água agora, por isso é que o consumo de água aumenta e aumenta, mas as fontes não são renovadas.” As imagens aéreas impressionam: as crateras vão aumentando, engolem terra, estradas, casas, carros — e houve uma que chegou a “engolir” Eli Raz, que permaneceu num buraco durante 12 horas. “Se o nível da água do mar continuar a diminuir ao ritmo actual, o mar Morto vai secar até 2050”, acredita o especialista.

Fonte: Público

Europeus entendem alterações climáticas no oceanos mas acreditam que pouco vai mudar

Os
europeus estão relativamente bem informados sobre o impacto das
alterações climáticas nos oceanos, mas uma grande percentagem
acredita que até 2100 nada de especial vai acontecer e defende uma
melhoria na explicação da ciência ao público.
Um estudo
envolvendo 10.000 europeus de 10 países, e que ontem foi publicado
na revista “Frontiers in Marine Science”, indica que 54% dos
cidadãos europeus acredita que os humanos influenciam apenas
parcialmente ou não influenciam as alterações climáticas.
E embora a
maioria dos inquiridos esteja relativamente bem informada “um
número surpreendente está mal informado, ou mesmo desinformado,
revelando uma grande falha na comunicação das alterações
climáticas à população”, disse um dos autores do trabalho,
Carlos Duarte, director do Centro de Pesquisa do Mar Vermelho, na
Arábia Saudita.
Muitos dos
entrevistados que pensam que estão bem informados sobre alterações
climáticas acreditam que o pior que pode acontecer até 2100 já
aconteceu, como perda de gelo no Ártico ou o aumento da temperatura
do mar. “Isso é muito perturbador porque se essas mudanças já
ocorreram nas suas cabeças o que é que os pode incentivar a exigir
medidas de prevenção” das emissões de gases com efeito de
estuda, questionou o responsável.
Ainda de
acordo com o inquérito, a opinião pública europeia considera a
poluição como o impacto humano mais grave nos oceanos, mas está
mal informada sobre a acidificação da água causada pelas emissões
de dióxido de carbono.
O
derretimento do gelo nos pólos, as inundações nas zonas
ribeirinhas, o aumento do nível do mar e situações climáticas
extremas são motivo de preocupação. Mas países que já enfrentam
problemas desses, como a subida das águas na Holanda ou a perda de
gelo na Noruega, são também os menos preocupados com o impacto das
alterações climáticas.
O estudo
mostra ainda que as pessoas mais conscientes e mais preocupadas são
as que vivem mais perto do mar, as mulheres, os habitantes dos países
do sul da Europa e as pessoas com mais idade.~
Fonte: Dnoticias

 

  

Almada Atlântica: a exposição sobre o fundo do oceano

A
mostra assinala o dia Mundial da Conservação da Natureza e apela à
preservação dos habitats e espécies existentes ao longo da costa
A
iniciativa da Câmara Municipal de Almada convida os visitantes a
“darem um mergulho” no oceano e a conhecerem a outra face
da costa da cidade, que vai além das praias de areia branca. A
exposição “Almada Atlântica – um mergulho no oceano” é
inaugurada na passada sexta-feira e assinala o dia Mundial da Conservação
da Natureza.
A
mostra é composta por fotografias recolhidas na região, por
fotógrafos de natureza prestigiados, jogos interactivos e esculturas
feitas a partir de lixo marinho, assinadas pelo artista Xandi
Kreuzeder, do projecto 
Skeleton
Sea
.
Além de guiar os visitantes pela natureza submersa da frente
atlântica de Almada, a iniciativa lança também o apelo à
conservação dos habitats e espécies que se escondem do olhar
humano ao longo da costa.
A
exposição, integrada na Estratégia Local de Educação para a
Sustentabilidade, pode ser visitada até Março de 2018, sendo que ao
longo desse período serão dinamizados encontros e actividades educativas sobre a temática dos oceanos. A iniciativa conta com o
apoio de entidades como a National Geographic Portugal e o Aquário
Vasco da Gama, entre outros. 
A mostra tem lugar no Centro de Monitorização e Interpretação
Ambiental da Costa da Caparica (CMIA).

Fonte: DN

Ministra só decide sobre o futuro dos Portos do Algarve depois das Autárquicas

A ministra do Mar garantiu que não haverá decisões sobre o futuro dos Portos de Portimão e Faro «antes de Outubro» e que tudo depende, ainda, da análise que vier a ser feita pelas diversas entidades envolvidas no projecto “Portos do Algarve”.
«Esta é uma matéria que, como já foi anunciado, terá de ser analisada com a AMAL e com todos os municípios algarvios. Teremos que encarar toda esta área no âmbito do projecto piloto que é o dos Portos do Algarve. Não será a dois meses de eleições que vamos tomar uma decisão», disse Ana Paula Vitorino, à margem de uma sessão de assinatura de protocolos em Olhão.
Em Dezembro, a ministra veio ao Algarve anunciar a criação de uma nova estrutura, denominada Portos do Algarve, que englobará todos os portos comerciais, marinas e portos de recreio da região. Os “accionistas” desta nova entidade são os 16 municípios algarvios que constituem a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, a Docapesca e a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).
O processo, garantiu na altura Ana Paula Vitorino, é liderado pela AMAL, que terá «sempre a presidência dessa entidade, seja qual for a sua natureza jurídica».
Em Portimão, há já um projecto consolidado, ligado ao seu Porto de Cruzeiros. «Aquilo que está previsto, a não ser que haja alteração definida pela região, é que, relativamente a Portimão, seja dado um enfoque muito maior na parte dos cruzeiros. Será uma aposta forte no aumento dos cruzeiros, mais do que triplicando os passageiros, no horizonte até 2030», disse a ministra, em Dezembro.
Para conseguir isso, estão previstos «quase 20 milhões de euros de investimento, todo ele investimento público, cerca de metade proveniente de fontes nacionais [Porto de Sines] e a outra metade de fundos comunitários, que também já estão garantidos pelo Compete».
Em Faro, «o que está em cima da mesa é uma proposta de transformação do porto comercial numa zona de marina, ligada à náutica de recreio», disse, na altura, Ana Paula Vitorino.
Foi neste âmbito que surgiu a proposta FarFormosa, apresentada em conjunto pelo Centro de Ciências do Mar e pela Câmara de Faro no âmbito de um levantamento de ideias levado a cabo pela comissão instaladora da Portos do Algarve.
Este plano prevê a criação de um espaço que junta no mesmo espaço espaços de investigação científica, de ensino e de incubação, com um aquário associado, e uma marina, hotéis e uma zona de residências assistidas. Mas, como ficou bem claro num debate sobre esta «visão» da autarquia e do centro de investigação farenses, tudo depende da avaliação que se vier a fazer.
Segundo revelou a ministra do Mar, «a Docapesca está a analisar o processo, como outros, em Vila Real de Santo António e em mais concelhos».
«Há questões que são inequívocas, outras não o são, dependem de opções de ordenamento do território e urbanísticas dos municípios», concluiu a Ana Paula Vitorino.

Portugal é um paraíso do surf ao alcance de todos

O surf está na moda em Portugal e a nossa costa é notícia a nível mundial pela qualidade das suas ondas. Conheça aqui alguns destinos de surf em Portugal
Agosto é sinónimo de mês de férias para milhares de portugueses espalhados pelo mundo, entre os quais muitos com ‘juventude’ suficiente para se iniciarem numa modalidade que é uma forma de desporto saudável, divertida e ao alcance de qualquer um. O surf em Portugal está na moda, a nossa costa é notícia a nível mundial pelas suas ondas, depois da publicidade do ‘canhão da Nazaré’, registado no livro Guinness por causa do recorde protagonizado pelo norte-americano Garrett McNamara, que em Novembro de 2011 surfou uma onda com 23,77 metros na praia do Norte.
A publicidade mundial a este feito levou à existência actual de 611 empresas a operar na área do surf, ou seja, muito mais que as 586 que havia. Os números são da Secretaria de Estado do Turismo, referindo que o desporto continua a ser prioridade na comunicação do destino ‘Portugal’ a nível mundial.
Portugal é assim já considerado um dos melhores países da Europa para o surf. Peniche, Ericeira e Nazaré estão entre os destinos mais procurados, mas são também muito procuradas as ondas nos concelhos de Cascais e Viana do Castelo, na Costa Vicentina e nos Açores.
Desde Sagres, na ponta sul “onde o mar acaba e a terra começa”, à Arrifana, na Costa Vicentina rodeada por falésias e a passos de uma pequena aldeia piscatória, a praia da Arrifana é um destino popular entre surfistas e bodyboarders. A Praia do Amado, também na Costa Vicentina, é outra das melhores zonas de surf de Portugal graças às suas correntes fortes e ondas íngremes, e a praia do Amado é regularmente anfitriã de competições internacionais e é muito popular durante o verão. 
Mais perto de Lisboa, a Praia de Carcavelos, no concelho de Cascais, a apenas 24 quilómetros de Lisboa, é uma das mais populares e concorrida. Na Ericeira, uma vila piscatória no concelho de Mafra, a norte de Lisboa, há bons locais de surf por onde escolher, como Ribeira d’Ilhas, S. Lourenço, Coxos, Pedra Branca ou a Foz do Lizandro.
Os casos da Nazaré e de Peniche
A Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, é outro local de eleição, segue-se depois Espinho, que ao longo dos anos tem-se tornado muito popular para quem quer passar uns dias ao sol. Na Pérola do Atlântico, a Madeira, Paúl do Mar também conhecida como Ribeira das Galinhas, é praia calma e escondida, numa zona bastante remota da ilha. 
Mas a mais mítica é talvez a Supertubos, conhecida em todo o mundo pelas suas ondas poderosas, e a que muitos surfistas chamam a ‘European Pipeline’. A Praia do Norte na Nazaré ganhou fama pelas suas ondas gigantes, especialmente depois de Novembro de 2011. 
As praias de Peniche também ajudam a erguer a reputação de Portugal como uma das ‘capitais’ do surf europeu. Peniche fica localizado na rica região do Oeste de Portugal, a cerca de 90 quilómetros a norte de Lisboa. Hoje em dia com o declínio das actividades piscatórias o concelho tem apostado na horto fruticultura e no turismo. Com uma localização ideal para o surf, este desporto tornou-se importante para o futuro do concelho e da região. Peniche é umas das regiões de surf mais importantes de Portugal e para muitos actualmente a verdadeira capital do surf. 
O surf é praticado aqui desde o final do anos 60 e início dos anos 70, quando os primeiros surfistas locais começaram a praticar este desporto nos picos do Molhe Leste e do Baleal. Antes disso existem registos de surfistas estrangeiros a viajarem pela costa portuguesa e que identificaram as penínsulas do Baleal e Peniche como locais de excelência para a pratica do surf.
Desde esses primórdios o surf cresceu extraordinariamente e faz actualmente parte do quotidiano em Peniche e Baleal com actividades desde a reparação e fabrico de pranchas de surf e bodyboard, lojas de surf, escolas de surf e ‘surf camp’s’ até mesmo alojamentos idealizados precisamente para surfistas de todo o mundo e, claro, o clube de surf de Peniche.
E para os principiantes…
As escolas de surf são a porta de entrada para os iniciantes da modalidade. E com pessoal qualificado e entusiasta do surf, há muitos locais perfeitos para começar a conhecer-se as ondas, ambientar à prancha e ganhar alguma autoconfiança.
O que vai aprender se for um principiante? Desde a introdução ao tipo de equipamento a utilizar, aos aspectos de segurança e como se formam as ondas nos oceanos. Depois a colocação do corpo na prancha, como remar, manusear e sentar na prancha. Como passar a rebentação e lidar com as espumas, além de iniciação às técnicas do ‘take off’ (pôr de pé em cima da prancha).
O Baleal Surf Camp foi o primeiro ‘surf camp’ português e começou a sua actividade junto do pico do Cantinho da Baía. Actualmente existem dezenas de escolas de surf e surf camps a operar na região, sendo frequente ver escolas e clubes de França e Espanha deslocarem-se à zona de Peniche para realizarem semanas de treino. É uma tradição longa do Baleal Surf Camp acolher famílias de todo o mundo para umas férias de surf.
Fonte: Mundo Português