Navio-escola Sagres parte este domingo para reedição da viagem de circum-navegação

O navio-escola Sagres vai zarpar de Lisboa este domingo para uma jornada de 371 dias que será uma reedição da viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães, efetuada há 500 anos, anunciou a Marinha.
Em comunicado, aquele ramo das Forças Armadas refere que o navio-escola vai sair nesta manhã de domingo do terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e o seu regresso à capital portuguesa está marcado para 10 de janeiro de 2021.
Durante a viagem, enquadrada no programa das comemorações do V Centenário da Circum-Navegação de Fernão de Magalhães, o navio vai passar por 22 portos de 19 países, estando previsto que visite 12 cidades da rede Mundial de Cidades Magalhânicas, estima a Marinha.
O navio-escola Sagres fará também escala em Tóquio, durante os Jogos Olímpicos, para ser a casa de Portugal durante aquela competição, à semelhança do que já aconteceu no Rio2016.
Na apresentação da viagem, em meados de dezembro, o comandante do navio-escola, Maurício Camilo, assinalou que esta “é a viagem maior em duração e em distância dos 82 anos de história do navio, e vai ter também a maior tirada da história do navio, que serão 32 dias a navegar, entre o Taiti e Punta Arenas”.
Durante a viagem,o NRP Sagres vai participar também nas comemorações da Descoberta do Estreito de Magalhães, em Punta Arenas (Chile) e vai efectuar navegação conjunta com o navio “Juan Sebastian Elcano”.

RTP estreia “Mar, a última Fronteira”, primeira série documental totalmente dedicada ao mar português

Série documental totalmente dedicada ao mar português, realizada pelo fotógrafo e cineasta subaquático Nuno Sá, estreia dia hoje, na RTP1.
É a primeira série documental portuguesa completamente dedicada à biodiversidade do mar português e às áreas marinhas mais pristinas da costa de Portugal, incluindo os Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Um projecto da RTP, desenvolvido em parceria com o Oceanário de Lisboa e a Fundação Oceano Azul e realizado pelo fotógrafo e cineasta subaquático Nuno Sá, este documentário vai mostrar aos espectadores o mar de Portugal, através de imagens únicas e exclusivas, como a descida num submarino a 1000 metros de profundidade nos Açores, os encontros com o maior animal do planeta, a baleia-azul, mergulhos frente-a-frente com a foca-monge, um dos mamíferos marinhos mais raros do mundo, ou “conversas” entre os velozes tubarões-azuis.
Com estreia hoje, às 21h00, com um episódio especial, a seguir ao Telejornal, a série “Mar, a última Fronteira” vai mostrar, ao longo de seis episódios, a imensa riqueza e os grandes hotspots de biodiversidade marinha que Portugal tem no seu mar.
Premiado, em 2018, nos BAFTA, pelo seu contributo na série BBC Blue Planet 2, Nuno Sá e a sua equipa de mergulhadores, percorreram, ao longo de 18 meses, mais de 1600 milhas náuticas, mergulharam durante centenas de horas, realizaram mais de 100 mergulhos, falaram com investigadores, arqueólogos subaquáticos e muitos entusiastas do mar, sempre à descoberta dos melhores sítios para captarem imagens inesquecíveis.
«Esta série surgiu da necessidade de mostrar aos portugueses que temos no nosso mar uma riqueza de biodiversidade única a nível mundial. Mergulhámos ao longo da costa de Portugal Continental, de Olhão a Matosinhos, percorremos todas as ilhas do Arquipélago dos Açores e da Madeira, incluindo as ilhas Selvagens, para mostrarmos a vida marinha que habita nas nossas águas.» refere Nuno Sá.
De acordo com Tiago Pitta e Cunha, CEO da Fundação Oceano Azul e Administrador do Oceanário de Lisboa, «Os portugueses descobriram recentemente a dimensão do mar português, mas são poucos aqueles que têm o privilégio de o conhecer verdadeiramente. Com esta série, damos a conhecer, pela primeira vez, o que se passa naquela que é a maior ZEE da União Europeia: o Mar de Portugal.»
Para Gonçalo Reis, Presidente do Conselho de Administração da RTP, «Esta série é mais um exemplo de uma aposta estruturada da RTP na produção de documentários, divulgando a riqueza e diversidade do nosso país, neste caso sobre a natureza e o mar. E é um trabalho realizado em parceria, com uma fundação e uma equipa que têm um profundo conhecimento da realidade dos oceanos.»
Esta série será emitida, na RTP1, a partir de dia 23 de novembro, aos sábados, às 10h00, ficando também disponível no RTP Play.

Alimentar vacas com esta alga cor-de-rosa pode ajudar a combater as alterações climáticas

Uma alga rosada que cresce em águas tropicais temperadas pode vir a ser uma enorme ajuda para combater as alterações climáticas.


De acordo com o Science Alert, investigadores australianos estão a tentar encontrar uma forma de produzir em massa — mas de forma sustentável — a Asparagopsis taxiformis, uma vez que há, cinco anos, um estudo mostrou que esta alga quase anulou por completo a libertação de metano expelido pelas vacas.

“Quando adicionado à ração, mesmo que seja a menos de 2% desta, a alga elimina completamente a produção de metano. A alga contém substâncias químicas que reduzem os micróbios nos estômagos das vacas que as fazem arrotar quando comem erva”, explica o biólogo de aquacultura Nick Paul, da Universidade de Sunshine Coast, citado num comunicado.
Paul foi um dos membros da equipa australiana que, em 2014, analisou 20 diferentes espécies de macroalgas tropicais para identificar se alguma conseguiria reduzir a produção de metano libertada pelo gado. Das candidatas testadas, a A. taxiformis revelou ser a mais eficaz, inibindo 98,9% da produção de metano dos animais após 72 horas.
Tal como recorda o site, embora o metano represente uma fonte global muito menor de poluição atmosférica do que o dióxido de carbono (CO2), o seu potencial de retenção de calor torna-o muito mais prejudicial do que o CO2, especialmente a curto prazo.

Ao longo de 100 anos, o metano atmosférico é cerca de 28 vezes mais eficaz na captura de calor do que o CO2 e, num período de 20 anos, estima-se que seja ainda 100 vezes pior.
Com isso em mente — e com o facto de o gado ser responsável por cerca de 14,5% de todas as emissões antropogénicas de gases de efeito estufa (65% dos quais se devem ao gado bovino) – fica então claro que esta pode vir a ter um papel fundamental.
O desafio agora é perceber como aumentar a produção e o crescimento destas algas, de forma a que consigam alimentar as vacas de toda a Austrália e, a longo prazo, de todo o mundo.
“Esta alga despertou interesse global e pessoas em todo o mundo estão a trabalhar para garantir que as vacas sejam saudáveis e que a carne e o leite sejam de boa qualidade. A única coisa que falta, e que vai fazer com que isto funcione à escala global, é garantir que podemos produzir as algas de forma sustentável“, afirma Paul.
Com esse objectivo, Paul e a sua equipa estão a tentar encontrar ótimas condições de crescimento das algas, estudando o seu crescimento em grandes tanques de aquacultura ao ar livre, enquanto também investigam maneiras de maximizar a concentração dos compostos químicos ativos das algas.
Uma das dificuldades é descobrir como fazer com que uma alga se torne algo semelhante a uma safra agrícola que pode ser colhida noutros tipos de ambientes.

ONU quer "obrigações azuis" para investimento nos oceanos

A Plataforma Sustainable Ocean Business da Organização das Nações Unidas (ONU) quer criar ‘blue bonds’ (obrigações azuis), destinadas a promover investimentos sustentáveis nos oceanos pelo sector privado, disse à Lusa o responsável da entidade, Erik Giercksky.

Em Portugal para dar início à preparação da Conferência dos Oceanos da ONU, que decorre em Lisboa em junho de 2020, Erik Giercksky disse, em entrevista à agência Lusa, que as projecções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para 2050 são de que a economia do mar cresça duas vezes mais rápido do que a da terra, aproveitando o potencial sustentável dos oceanos na exploração, por exemplo, de energia e alimentos.

“Isto definitivamente requer investimento [do sector privado] e é por isso que estamos actualmente a trabalhar com as principais instituições financeiras, para criarmos o que chamamos de ‘blue bond’, um fundo de investimento ‘azul’, que se destina apenas a investimentos sustentáveis”, explicou o responsável pela plataforma de acção Sustainable Ocean Business.
Segundo Erik Giercksky, “há tecnologia capaz de criar eficiência de forma mais rápida” usando o potencial dos oceanos, do que o da terra.
O responsável destacou a importância de fazer com que a criação de peixe em aquacultura passe dos actuais 0,1% da base de proteína disponível para 50%, uma vez que, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla inglesa), esta é uma forma sustentável de dar resposta às necessidades alimentares resultantes do aumento da população no mundo.
Também é necessário, disse, que a energia eólica ‘offshore’ passe também dos actuais 0,1% do total da produção de energia para “talvez 80%”, e que 100% do transporte marítimo seja feito com energia renovável, uma vez que representa 90% do total de transporte de mercadorias atualmente.
“Portugal, em particular, tem tido um papel de liderança nestas questões. Já vemos projectos pioneiros em aquacultura e a produção de energia eólica ‘offshore'”, realçou.
Com o objectivo de promover a exploração sustentável dos oceanos, a Sustainable Ocean Business decidiu juntar as principais empresas que actuam no mar, as referências da comunidade científica e as principais instituições da ONU para criarem em conjunto um roteiro sobre se pode fazer essa exploração de forma sustentável.
Assim, na última Assembleia Geral das Nações Unidas, em outubro passado, foram lançados os nove Princípios de Sustentabilidade dos Oceanos, que pretendem ser, segundo Erik Giercksky, “uma ferramenta para os mercados, investidores e companhias de seguros”.

Reconstrução e regeneração dos oceanos permitirá recuperar diversidade

A activista ambiental e neta do oceanógrafo francês Jacques Cousteau, Alexandra Cousteau, defendeu hoje no Porto que é necessário apostar na “reconstrução, restauração e regeneração” dos oceanos para, até 2050, ser possível recuperar a sua abundância e diversidade.

“Estive à espera deste momento a minha vida toda. Nós estamos, na realidade, a falar sobre os oceanos. Foi o plástico que trouxe os oceanos de volta à discussão e que os tornaram visíveis para as pessoas todos os dias”, disse Alexandra Cousteau na conferência “SB Oceans”.

Durante a conferência, além de partilhar algumas das histórias de infância que fizeram com que seguisse o legado do seu avô na defesa dos oceanos, Alexandra Cousteau deixou vários “alertas”, mas também aquilo que, na sua perspetiva pode ser feito “para mudar”.
“As empresas, governos, indivíduos e organizações tiveram uma ação sem precedentes para enfrentar a crise do plástico nos nossos oceanos. Essa é a boa notícia, é que mostramos que conseguimos, mas a má notícia é que mesmo que resolvamos o problema, os oceanos continuam a morrer e isso é algo de que ninguém fala”, frisou.
Alexandra Cousteau defendeu que “se todos formos capazes de criar uma nova economia azul”, assente nos pilares da reconstrução, restauração e regeneração, os oceanos voltarão, até 2050, “a ter vida”.
“Perdemos 50% da produtividade do capital natural azul dos nossos oceanos. Apenas temos uma década, antes de atingirmos os 60%. Há boas e más notícias. As más é que se continuarmos a fazer o que sempre fizemos, então os meus filhos, que em 2050 vão ter a minha idade, vão ser a geração da minha família a escrever o obituário do oceano que o meu avô explorou nos anos 50 pela primeira vez”, salientou.
Mas adiantou que “se mudarmos o caminho hoje”, as gerações mais novas vão ser capazes, à semelhança de Jacques Cousteau, de “experienciar a abundância, vibração, diversidade e riqueza dos oceanos”.
Perante uma plateia de mais de 100 pessoas, Alexandra Cousteau sustentou também a necessidade de se desenvolver “um novo sistema operacional para o século”, que se estenda à conservação, sustentabilidaderestruturação e abundância, isto é, uma política de florestação dos oceanos.
Segundo a activista, esta política, além de “dar à vida marinha uma casa”, permitirá reter o dióxido de carbono, combater a acidificação oceânica, aumentar o número de peixes e criar emprego, tudo isto, sem esquecer às necessidades da população.
“Acho que todos concordamos que o tempo para fazer alguma coisa é agora e espero que possamos reconstruir o nosso mundo, restaurar o que perdemos e regenerar os oceanos. Para que, em 2050, possamos provar que não há mais plástico do que peixes, e que não teve de haver o fim de nada porque foi neste momento que mudamos as coisas”, concluiu.

Economia do Mar deverá empregar 140 mil pessoas em 2020



Desde 2016 e até ao primeiro trimestre de 2019, o programa Portugal 2020 foi o principal financiador do investimento na economia do mar, com 736 milhões de euros. A economia do Mar, em Portugal, deverá empregar 140 mil pessoas em 2020, mais 42 mil postos de trabalho do que em 2017, segundo as últimas previsões do Instituto Nacional de Estatística (INE). O sector tem apresentado uma trajectória ascendente no que se refere ao número de trabalhadores, pelo menos, desde 2015, ano em que se registavam 80 mil pessoas a desenvolver actividades ligadas ao mar


Foto: Gonçalo Dias

Porto de Lisboa já fornece navios com combustível mais amigo do ambiente

O porto de Lisboa antecipou a entrada em vigor, a partir de 1 de janeiro de 2020, de novas regras estipuladas a nível internacional pela IMO – International Maritime Organization e já está a fornecer os navios com um novo combustível amigo do ambiente.


Este novo combustível, considerado um VLSFO (Very-low Sulphur Fuel Oil), foi distribuído pela Galp no fundeadouro do quadro central, situado na zona entre Alcântara e Belém, a partir da Estação de Assistência Naval do Porto de Lisboa (EANPL).
“O porto de Lisboa recebeu o M/V Antonia para efectuar bancas [abastecimento] ao largo e este navio foi o primeiro a receber o novo combustível marítimo menos poluente, com apenas 0,5% de enxofre, já de acordo com as regras estipuladas pela IMO (International Maritime Organization), para combater as emissões poluentes do transporte marítimo”, destaca um comunicado da APL – Administração do Porto de Lisboa.
O mesmo documento destaca “a resposta rápida e eficiente, da parte da Galp e da EANPL, para disponibilização do VLSFO aos seus clientes, tornando-os pioneiros a nível nacional e em antecipação à imposição da IMO, que entrará em vigor a 1 de janeiro de 2020”.
“Recorde-se que o combustível que é utilizado pelos navios na área do porto de Lisboa é cinco vezes menos poluente, ou seja, tem no máximo 0,1% de teor de enxofre, de acordo com a diretiva europeia de 2015 que se aplica aos estados membros da UE”, recorda a empresa pública presidida por Lídia Sequeira.
Segundo a APL, “a IMO é uma agência especializada das Nações Unidas, criada em 1948, com responsabilidades na indústria do ‘shipping’, nomeadamente na segurança marítima e prevenção da poluição, preconizando com a adopção desta medida, um impacto substancialmente positivo para a saúde humana, para a melhoria da qualidade do ar e para a protecção do ambiente, nomeadamente dos ecossistemas marinhos e das populações que moram perto de portos e das principais rotas de navegação”. 
Foto: Cristina Bernardo

Golfinho de 8 metros sensibiliza para a protecção dos oceanos em Albufeira

A escultura “Ouvir o Oceano”, um golfinho de 8 metros, construído a partir da reutilização de resíduos de plástico pela artista B.J. Boulter, vai sensibilizar residentes e visitantes para a protecção dos oceanos no Miradouro do Pau da Bandeira, em Albufeira, até final do ano.
A peça foi criada com o intuito de «sensibilizar para a problemática da poluição dos oceanos, causada em grande parte pelo plástico descartável», segundo a Câmara de Albufeira, que é parceira desta iniciativa da Junta de Freguesia de Albufeira e Olhos de Água, realizada no âmbito da campanha “Diga não ao plástico”.
«Albufeira é um município com uma forte ligação ao mar e esta é uma maneira de chamar a atenção para a necessidade de proteger os oceanos da poluição, que causa a extinção de muitas espécies marinhas, entre elas os golfinhos», enquadrou José Carlos Rolo, presidente da Câmara de Albufeira.
A autarquia albufeirense salientou que tem desenvolvido uma política de defesa do ambiente através de diversas acções, desde a promoção do uso de carros eléctricos à qualidade das praias, todas elas galardoadas com Bandeira Azul.

O asteróide que matou os dinossauros intoxicou os oceanos

Uma nova investigação, liderada pela Universidade de Yale, confirma uma teoria antiga sobre o último grande evento de extinção em massa da História e de que forma esse evento afectou os oceanos da Terra.
Restos fósseis de algas calcárias ofereceram a primeira prova directa de que o evento de extinção em massa do Cretáceo-Paleogeno, há 66 milhões de anos, coincidiu com um aumento acentuado da acidez dos oceanos.
De acordo com os cientistas, a colisão de um asteróide aniquilou os dinossauros e causou uma extinção em massa na Terra. No entanto, havia uma outra hipótese em cima da mesa: a de que os ecossistemas estavam sob pressão devido ao aumento do vulcanismo.
“Os nossos dados não apoiam uma deterioração gradual das condições ambientais há 66 milhões de anos”, resumiu Michael Henehan, do Centro de Pesquisa em Geociências GFZ, na Alemanha, citado pelo Europa Press. O investigador e a sua equipa publicaram, no dia 21 de outubro, um artigo científico na Proceedings of the National Academy of Sciences, no qual descrevem a acidificação do oceano durante o período referido.
A equipa analisou os isótopos do elemento boro nas conchas calcárias do plâncton (foraminíferos) e concluiu que houve um impacto repentino que levou à acidificação maciça dos oceanos, que levaram milhões de anos para se recuperarem da acidificação.
Em comunicado, Henehan explica que o impacto do corpo celeste deixou vestígios: a cratera Chicxulub, no Golfo do México, e pequenas quantidades de irídio nos sedimentos. Até 75% de todas as espécies animais foram extintas naquele momento, revela ainda.
Os investigadores reconstruiram as condições ambientais dos oceanos usando fósseis de núcleos de perfuração em águas profundas e rochas formadas naquela época. De acordo com a investigação, após o impacto, os oceanos tornaram-se tão ácidos que os organismos que formam as suas conchas de carbonato de cálcio não conseguiram sobreviver.
Quando as formas de vida nas camadas superiores dos oceanos se extinguiram, a absorção de carbono pela fotossíntese nos oceanos foi reduzida pela metade. Este estado durou várias dezenas de milhares de anos, antes de as algas calcárias se espalharem novamente. Além disso, passaram vários milhões de anos até a fauna e a flora se recuperarem e o ciclo de carbono atingir um novo equilíbrio.
Numa visita à Holanda, os cientistas encontraram provas destas descobertas numa camada muito grossa de uma rocha originária do Cretáceo-Paleogeno, que está preservada numa caverna. “Nesta caverna, acumulou-se uma camada particularmente grossa de argila imediatamente após o impacto”, explica Henehan. “Na maioria dos ambientes, o sedimento acumula-se tão lentamente que um evento tão rápido quanto o impacto de um asteróide é difícil de resolver no registo das rochas.”
Graças a esta quantidade extremamente grande de sedimentos, os cientistas conseguiram extrair fósseis suficientes para analisar e chegar a esta conclusão.
Via ZAP

Elite Dragonfly é o primeiro portátil fabricado com plásticos do oceano e foi construído pela HP

O Elite Dragonfly apresentado em setembro pela HP é o primeiro portátil fabricado com plásticos do oceano. Com um peso inferior a 1kg, o invólucro que protege o sistema de som do convertível profissional foi concebido com 50% de plástico reciclado.
A par deste dispositivo, a marca concebeu ainda outros dois modelos com plásticos de oceano, o HP EliteDisplay E273d, considerado o primeiro monitor do mundo fabricado com este material reciclado, e os tinteiros originais HP, concebidos com garrafas de plástico recolhidas no Haiti.

Com 13 polegadas, a bateria do computador pode durar 24 horas segundo a fabricante, integrando um processador de 8ª geração da Intel com a tecnologia vPro.
Membro do Next Wave Plastics, um consórcio de empresas que trabalham em conjunto para manter o plástico fora do oceano e integrado na economia, a HP assegura em comunicado que já reciclou mais de 35 milhões de garrafas de plástico e mais 450 mil toneladas de plásticos do oceano no Haiti para utilização nos seus produtos.
Quanto a perspetivas de futuro, a empresa diz assumir o compromisso de incluir plásticos do oceano em todos os novos desktops e portáteis HP Elite e HP Pro apresentados em 2020.