Covid-19: Mar 2020 pagou cerca de 7,5 milhões aos beneficiários em Abril


Na sequência das medidas de agilização do programa operacional Mar 2020, decididas pelo Ministério do Mar com o objectivo de dar liquidez aos profissionais do sector e minimizar os impactos económico-financeiros da covid-19, foram pagos em abril 7,5 milhões de euros aos beneficiários de projectos de investimento na área das pescas”, avançou, em comunicado, o Governo.

Conforme indicou o Ministério do Mar,também foram concretizados os primeiros pagamentos de adiantamentos contra factura para que os beneficiários deste programa possam receber as despesas facturadas pelos fornecedores, “sem terem de as suportar integralmente e só depois serem reembolsados pelo Mar 2020”.
Estes pagamentos quase duplicam o valor médio mensal dos que foram registados desde o início do ano, ou seja, cerca de 4,6 milhões de euros, apontou o ministério liderado por Ricardo Serrão Santos.
“Até ao final de Março, os pagamentos acumulados elevaram-se a 193 milhões de euros, o que significa que 48% dos montantes programados no Mar 2020 já foram transferidos para os beneficiários do programa”, lê-se no documento.
O Mar 2020, que se insere no Portugal 2020, tem como objectivo a implementação das medidas de apoio enquadradas no Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP), estando entre as suas prioridades a promoção da competitividade, a sustentabilidade económica, social e ambiental, bem como o aumento da coesão territorial.

Maior concentração de microplásticos está no fundo do mar

As maiores concentrações de microplástico, com até 1,9 milhões de partículas em apenas um metro quadrado, encontram-se não à superfície, mas no fundo dos oceanos, e foram detectadas por uma investigação internacional ontem divulgada.
A investigação é publicada esta semana na revista científica “Science” e foi feita pelas Universidades de Manchester e Durham, além do Centro Nacional de Oceanografia, do Reino Unido, pela Universidade de Bremen, na Alemanha, e pelo Instituto Francês de Pesquisa e Exploração do Mar.
Os investigadores provaram que as correntes do fundo do mar funcionam como correias de transmissão, transportando pequenos fragmentos de plástico e fibras através do fundo do mar. Essas correntes podem levar à concentração e acumulação de grandes quantidades de lixo, à semelhança do que acontece com as correntes na superfície.
Mais de 10 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos em cada ano. O plástico flutuante chamou a atenção da opinião pública e surgiram movimentos em todo o mundo para desencorajar o uso de, por exemplo, sacos de plástico, mas segundo o artigo agora publicado, essas acumulações visíveis de plástico representam menos de 1% dos plásticos que entram nos oceanos do planeta. Acreditava-se que os restantes 99% deviam estar no fundo do mar mas não se sabia até agora onde eles tinham acabado por ir parar.
“Quase toda a gente já ouviu falar das tristemente famosas ilhas de plástico flutuante no oceano, mas ficamos chocados com as altas concentrações de microplásticos encontrados nas profundezas do mar”, disse um dos autores do estudo, Ian Kane, da Universidade de Manchester.
“Descobrimos que os microplásticos não são distribuídos uniformemente pela área de estudo, em vez disso são distribuídos por fortes correntes do fundo do mar, que os concentram em determinadas áreas”, adiantou.
Os microplásticos do fundo mar são compostos principalmente por fibras dos têxteis e das roupas, que não são filtradas nas estações de tratamento das águas residuais (ETAR) e entram facilmente nos rios e nos mares. No oceano podem pousar lentamente ou ser transportados por correntes fortes até ao fundo do mar, onde são capturadas pelas correntes que aí fluem constantemente. Essas correntes também carregam oxigénio e nutrientes, pelo que pode haver ecossistemas importantes que estão a consumir ou absorver microplásticos.
O estudo publicado na “Science” é o primeiro que relaciona o comportamento das correntes das profundezas com as concentrações de microplásticos, o que pode ajudar a prever onde se concentram essas grandes quantidades e a investigar o impacto desses microplásticos na vida marinha.
“A nossa investigação mostrou como estudos detalhados do fundo do mar nos podem ajudar a fazer a ligação das vias de transporte de microplástico no fundo do mar e encontrar os ´desaparecidos´ microplásticos. Os resultados destacam a necessidade de intervenções políticas que limitem o fluxo futuro de plásticos para ambientes naturais, e de minimizar os impactos nos ecossistemas oceânicos”, disse Mike Clare, do Centro Nacional de Oceanografia.
E Florian Pohl, do Departamento de Ciências da Terra, da Universidade de Durham, acrescentou que “é lamentável, mas o plástico tornou-se um novo tipo de partícula de sedimento, que é distribuída pelo fundo do mar em conjunto com a areia, lama e nutrientes”.

Teresa Bonvalot regressa ao mar: "Parecia que já nem me lembrava e quando me coloquei de pé, caí"

A queda após o ‘take-off’ na prancha de surf e a estranheza de remar marcaram o regresso da portuguesa Teresa Bonvalot ao mar, após o “bocado difícil” que passou confinada por causa da pandemia de covid-19.

“Fiquei superfeliz por voltar aos nossos hábitos, às nossas rotinas. Para ser muito honesta, custou-me imenso. Parecia que já não me lembrava, uma coisa estranha de estar muito tempo sem surfar, a remar, foi estranho. A primeira vez que me coloquei de pé, caí. Mas aquela sensação foi óptima, incrível. Estou a voltar aos pouco e poucos ao meu ritmo”, confessou a bicampeã nacional em 2014 e 2015, em entrevista à agência Lusa.
Afastada do mar do Guincho durante “40 e tal dias”, o “seu local” mantém-se muito ventoso, com “boas ondas, correntes” e praticamente só com a presença de surfistas.
Contudo, o período que passou confinada em casa foi “bocado difícil”, mas, ao mesmo tempo, “divertido” para ‘Teresinha’, que acabou mesmo por fazer trabalho específico na piscina, na ausência das quatro horas diárias de treino no mar.
“Tentei abstrair-me um pouco a ver vídeos de surf e organizar as minhas fotografias, mas nada compensa as horas do surf. Fui várias vezes à piscina, levei umas pranchas, comecei a remar, fazer bicos de pato, para tentar voltar a lembrar aquele sentimento que temos do mar”, revelou à Lusa a 38.ª classificada do ‘ranking’ do circuito mundial de qualificação.
Sobre as regras de distanciamento social e as medias de protecção, a bicampeã europeia de juniores em 2016 e 2017 diz estar a tentar cumprir, reconhecendo que é mais fácil na água, onde “é cada um com a sua onda”.
“Acaba por ser um pouco difícil, porque as pessoas estão de volta ao surf. Temos estado todos com a devida segurança. Não estamos na água uns em cima dos outros e é cada um com a sua onda. Tenho vindo com um amigo, mas não no mesmo carro. Acho que acaba por ser perigoso se vier sozinha, ainda me acontece alguma coisa. Com as regras que nos pediram para cumprir, eu tento cumprir ao máximo”, justificou.
O regresso da competição “acaba por ser o menos importante neste momento”, mas Teresa Bonvalot não escondeu o seus objectivos.
“Ainda está tudo muito incerto, não se sabe nada. É um pouco ingrato. Estamos habituados a ter as provas marcadas, a praticar, a trabalhar para cada uma delas e isto é uma questão muito maior a nível global”, observou.
Para a atleta, de 20 anos, a modalidade “é de altos e baixos e nem sempre vai para lado desejado”, porém o “objectivo enquanto surfista “é juntar-se à elite do mundial e tornar-se uma vez campeã do mundo”.
   

Hyundai apresenta o maior navio porta-contentores do mundo

A Hyundai Merchant Marine (HMM) apresentou o maior navio porta-contentores do mundo, o “HMM Algeciras”, numa cerimonia com a presença do presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, no estaleiro Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME).
Num comunicado, a HMM disse que a embarcação tem capacidade para 24 mil TEUs e será a primeira de uma nova frota de meganavios a ser entregue na sua totalidade até Setembro.
Em Setembro de 2018, a HMM assinou um contrato formal para os seus 20 meganavios de contentores ecológicos com três estaleiros – DSME, HHI (Hyundai Heavy Industries) e SHI (Samsung Heavy Industries), num esforço para tomar acções proactivas em relação à mudança de mercado, bem como formar uma estrutura sustentável de geração de lucro.
A DSME e a SHI constroem respectivamente sete e cinco navios porta-contentores de 24 mil TEUs, com entrega prevista para Setembro. A HHI constrói oito navios porta-contentores de 16 mil TEUs a serem entregues a partir do segundo trimestre de 2021.
As embarcações estão equipadas com um sistema de depuração de acordo com o regulamento IMO 2020.
O design optimizado do casco e o motor altamente eficiente também devem melhorar a eficiência energética e reduzir as emissões de carbono.
O “HMM Algeciras” será implantado no serviço do Extremo Oriente Europa 4 (FE4), uma das rotas comerciais da Ásia-Norte da Europa da Alliance, com a sua rotação de portos começando em Qingdao, Busan, Ningbo, Xangai, Yantian, Canal de Suez, Roterdão , Hamburgo, Antuérpia, London Gateway e Singapura via Canal de Suez.

Falta de oxigénio no oceano causou extinção em massa há 444 milhões de anos

Investigadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, descobriram evidências que reforçam a teoria de que a falta de oxigénio nos oceanos da Terra contribuiu para uma extinção devastadora há aproximadamente 444 milhões de anos. O estudo foi publicado na passada terça-feira, na Nature Communications, e ainda indica que essas condições anóxicas (com pouco ou nenhum oxigénio) duraram mais de 3 milhões de anos.
Naquela época, o mundo era um lugar bem diferente: a maior parte dos seres vivos estava nos oceanos, enquanto algumas poucas plantas surgiam na superfície terrestre. A configuração dos continentes também era outra: eles estavam praticamente juntos, formando um único pedaço de terra conhecido como Pângea.
Tudo ia bem até que o resfriar da temperatura do planeta tomou conta do globo. Esse fenómeno, junto com a escassez de oxigénio, cujo motivo permanece um mistério, levou à extinção de cerca de 85% das espécies marinhas — e é justamente isso que os investigadores de Stanford resolveram investigar.
A equipa se propôs a restringir a incerteza a respeito de onde, nos mares da Terra, havia uma escassez de oxigénio dissolvido, bem como até que ponto e por quanto tempo ela durou. Para isso eles criaram um modelo que incorporou dados de outras pesquisas sobre a presença de isótopos metálicos em sedimentos geológicos, além de considerar novas informações obtidas a partir do solo da Bacia de Murzuq, na Líbia.
Analisando todo esse material, a equipa concluiu que, em qualquer cenário razoável, as quantidades de isótopos de metal nas amostras estudadas só poderia ser explicada pela falta de oxigénio nos oceanos. “O nosso estudo eliminou grande parte da incerteza remanescente sobre a extensão e a intensidade das condições anóxicas durante a extinção em massa ocorrida há centenas de milhões de anos”, disse o geólogo e principal autor do estudo Richard George Stockey, em comunicado. “Mas as descobertas não se limitam a esse cataclismo biológico.” 
Como explicou o especialista, as descobertas têm relevância para analisarmos os oceanos actualmente, pois as mudanças climáticas estão contribuindo para o declínio dos níveis de oxigénio no oceano e nas águas costeiras, um processo que provavelmente significa a destruição de uma variedade de espécies. “Não há como as condições de baixo oxigénio não terem um efeito severo na diversidade”, alertou Stockey.

Por que o oceano é um aliado no combate à COVID-19?

Os microbiologistas do Instituto Oceanográfico Woods Hole descobriram as bactérias que destacam um papel fundamental para combater à COVID-19. Estas bactérias foram identificadas há anos atrás e também foram úteis para diagnosticar a Sida e a Sars. A pesquisa, publicada no “Journal of Applied & Environmental Microbiology”, continua sendo de interesse na actualidade, pois o oceano é um aliado real contra o vírus.
A oceanógrafa e investigadora da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Francesca Santoro, explicou que o ambiente marinho é muito rico do ponto de vista da biodiversidade. “Ainda estão para ser descobertos recursos úteis para a vida quotidiana dos seres humanos. O oceano profundo já nos deu compostos para tratar o cancro,a  inflamação e danos nos nervos. Os avanços também vieram das profundezas do oceano na forma de elementos de diagnóstico. O oceano é um aliado no combate ao vírus. Ele ajuda não apenas na detecção, mas também no combate à COVID-19”.
Muitas pessoas pensam que o fundo do mar é um deserto. A olho nu, parece que não existe nada lá, mas as fontes hidrotermais têm uma notável diversidade de micróbios, incluindo diversidade genética, e é lá que reside esse enorme potencial.

O meio ambiente protege e ajuda a humanidade
As soluções para os problemas que ameaçam a humanidade podem vir do meio ambiente. Portanto, a humanidade deve se esforçar, agora mais do que nunca, para proteger o oceano, em vez de sufocá-lo com resíduos e plástico. A “saúde” do oceano é afectada pelas actividades humanas, mas é também uma ameaça para a humanidade.
“Ano após ano, a relação entre saúde humana e saúde oceânica é cada vez mais evidente. Cada vez mais são realizadas pesquisas que usam substâncias produzidas por organismos marinhos como tratamentos para doenças como o cancro e Alzheimer. Por esse motivo, todos devem estar na vanguarda da batalha pela conservação do oceano”, explicou a oceanógrafa.

Robôs buscam recursos “milagrosos”
A maneira como essas descobertas têm sido feitas também é fascinante. Robôs do tipo ROV, controlados por um navio oceanográfico, são usados para ajudar a realizar pesquisas e recolher amostras para estudar e entender as espécies que existem no oceano. “No entanto, as descobertas são mínimas, e ainda há muito a ser explorado. Até agora, apenas três pessoas desceram à Fossa das Marianas; uma delas é James Cameron, Director do filme ‘Titanic’, que desceu com um torpedo vertical especial. Para um oceanógrafo, a lua é mais conhecida do que as profundezas do oceano”, esclareceu a oceanógrafa.
Para aprimorar e estimular a pesquisa nessa área, as Nações Unidas lançaram a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), que fornecerá um marco de acção comum para garantir que a ciência oceânica apoie totalmente as actividades dos países para administrar o oceano de forma sustentável e, para assim, alcançar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Este ano, as articulações sobre mudança climática, biodiversidade e oceano global deveriam abordar o destino de um mundo vivo numa condição crítica. Contudo, a pandemia da COVID-19 está forçando mudanças drásticas no cronograma. A saúde é confirmada como uma prioridade para todos, sem excepção.
A promoção da cultura oceânica (o conhecimento popular sobre a ciência oceânica) está entre os objectivos da UNESCO para a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável. Este é outro meio de aumentar a consciencialização de todos – adultos e crianças – sobre as questões relativas à protecção do oceano, que actualmente é um aliado contra o vírus e, de forma mais geral, uma riqueza a ser aprimorada também pelo ponto de vista de sua biodiversidade.

Marinha cria protótipo de ventilador de baixo custo

A Marinha deu a conhecer o protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo (1.500 euros) que foi criado pelos militares e pode vir a ser “produzido em massa” em Portugal.

“Este ventilador compreende os quatro modos de ventilação mais usados do ponto de vista de cuidados intensivos e já o fizemos a pensar na comunidade médica e também na parte da sustentação do Serviço Nacional de Saúde”, avançou o tenente Tiago Lança, que faz parte da equipa que criou o projeto.
Em declarações aos jornalistas, na Base Naval de Lisboa, em Almada, no distrito de Setúbal, o responsável indicou que a Marinha “não irá produzir o ventilador”, mas apostou num protótipo para “abrir o leque às indústrias parceiras da Marinha ou a empresas que estejam interessadas em desenvolvê-lo”.
Foram quatro militares da Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não-Tripulados que tiveram a ideia de desenvolver este protótipo de um ventilador mecânico de baixo custo que ajude no combate à pandemia da Covid-19.
O projeto foi desenvolvido em três semanas e, segundo Tiago lança, a próxima “batalha” será “atingir níveis de fiabilidade e fazer a certificação” para que possa vir a ser “produzido em massa”.
Neste momento estamos a finalizar a parte eletromecânica e do desenho do interface que ainda está a ser programada. A nossa ideia é colocarmos o protótipo numa versão final nas próximas duas ou três semanas para iniciar o processo de certificação”, adiantou.
Segundo o responsável, o equipamento produzido teve um custo de cerca de 1.500 euros, mas “para poder escalar há mais alguns custos”.
Para os militares, este projeto foi um “desafio” porque costumam desenvolver outro tipo de engenharias, mas já estão a conseguir frutos porque tem havido “muito interesse por parte dos parceiros da Marinha”.

Oceanos tropicais podem entrar em colapso dentro da próxima década

O aquecimento global é uma ameaça real para o nosso planeta e, caso as emissões de gases com efeitos de estufa não baixem, vamos perder muita biodiversidade nos próximos anos. Uma nova investigação mostra que os oceanos tropicais podem entrar em colapso dentro da próxima década.
Isto acontece porque há algumas regiões que são mais afetadas do que outras devido a uma variedade de fatores. De acordo com o Science Alert, os cientistas estimam que, tendo em conta as emissões atuais, a temperatura na Terra pode subir 4ºC até 2100.
Uma equipa de investigadores analisou mais de 150 anos de dados climáticos e cruzou informação com a disseminação de mais de 30 mil espécies de aves, mamíferos, répteis e peixes. Os resultados do estudo foram publicados, na semana passada, na revista científica Nature.
Na situação atual, os especialistas preveem que até 73% das espécies vão sofrer um aquecimento sem precedentes com efeitos potencialmente desastrosos nas suas populações.
Alex Pigot, coautor do estudo, sugere que as populações de animais podem enfrentar o colapso caso seja ultrapassado um limite de temperatura. “À medida que ultrapassamos esse limite, calculamos que o risco de extinção local aumente substancialmente”, disse Pigot à AFP.
Todavia, tudo depende das emissões de gases com efeitos de estufa. Caso sejam atingidos os níveis propostos no acordo climático de Paris, ‘apenas’ 2% dos animais vai enfrentar um calor extremo que pode causar “danos irreversíveis”.
No caso dos oceanos tropicais, a situação pode começar a deteriorar-se já nesta década. Fenómenos recentes, como o branqueamento em massa do recife da Grande Barreira de Coral, sugerem que isto já está a ocorrer em alguns locais.

PSA Sines lança vídeo com os trabalhadores.

A PSA Sines, empresa que possui a concessão do Terminal XXI, lançou recentemente um vídeo com os seus trabalhadores. O vídeo homenageia aqueles que dão o melhor de si nesta luta contra a Covid-19. Em relação ao tema, a PSA Sines, tinha criado em Março, juntamente com o Sindicato XXI e a Comissão de Trabalhadores, um grupo de trabalho para fazer face ao surto do novo coronavírus. O Terminal XXI é um dos portos que continua a trabalhar sem qualquer restrição, tendo inclusive aumentado a movimentação no passado mês de Março, que possibilitou a entrada em vigor do acordo salarial acordado entre a PSA Sines e o Sindicato XXI. O terminal tem dado sinais de recuperação, pese a nível nacional, o inicio do ano ter sido de quebra nos portos nacionais, tendo caído 6% na generalidade até Março. A PSA Sines já tinha sido noticia o mês passado por ter atribuído um prémio de 300€ a cada trabalhador, em resposta aos efeitos provocados pelo Covid-19. O vídeo pode ser visto aqui.

A cidade submersa de Heracleion, uma das descobertas mais importantes do Egipto Antigo.

A cidade de Thonis-Heracleion poderia ser considerada a Viena do Egipto. Construída em redor do seu grande templo, era atravessada e interligada por uma rede de canais. Cada pequena ilha, entre as teias aquática, abrigava casas e pequenos santuários.
Há 2.300 anos atrás, Thonis-Heracleion — os nomes egípcio e grego da cidade —  era um dos grandes centros portuários do mundo. Por isso, o seu porto comandava e controlava todo o comércio do Egipto.
Localizada a 6,5 ​​quilómetros da costa de Alexandria, a sua história hoje é pouco conhecida. O que se sabe, no entanto, é que ela ficou, durante milhares de anos, escondida, submersa no fundo do mar.
As citações sobre Thonis-Heracleion apareciam em inscrições e textos antigos, mas ninguém sabe ao certo como ela foi parar debaixo d’água. A primeira luz sobre a cidade foi encontrada por Franck Goddio, um arqueólogo francês.
O cientista e sua equipa conseguiram encontrar diversas ruínas da cidade, depois de anos examinando a Baía de Abu Qir, na costa do Egipto. A sua primeira descoberta foi a enorme cabeça de uma das estátuas da época.
Além dela, os arqueólogos encontram 64 embarcações, 700 âncoras, um pote de pedra maciça cheio de moedas de ouro e muitas outras estátuas, todas com mais de 16 pés de altura (equivalente a quase 5 metros). Grande parte das peças, feiras de granito e diorito, estavam perfeitamente preservadas pela água.
Junto aos artefactos, os arqueólogos ainda encontraram os restos de um enorme templo, que foi construído em homenagem ao deus Amon-Gereb. Nos arredores do local, uma descoberta surpreendeu: os cientistas viram  pequenos sarcófagos, usados para enterrar os animais que eram usados como oferendas.
Todos os objectos ajudam a construir melhor a imagem de como era a vida e o quotidiano em Thonis-Heracleion. 


Foto: Franck Goddio