Docapesca lança site "Lota em Casa"

A Docapesca lançou o site “Lota em Casa” que permite ao consumidor final identificar os locais de venda de pescado fresco com origem nas lotas portuguesas em cada região, incluindo mercados municipais, peixarias, grandes superfícies e circuitos curtos de comercialização de pescado (cabazes).

Através da localização GPS, o novo site apresenta todos os pontos de venda aderentes ao CCL – Comprovativo de Compra em Lota perto de nossas casas, disponibilizando também uma funcionalidade que permite ao utilizador aumentar o raio de pesquisa até 100 km.

A garantia de origem é dada através da etiqueta CCL – Comprovativo de Compra em Lota, a qual indica ao consumidor de que está a adquirir pescado capturado por embarcações nacionais na costa portuguesa, que adopta as regras de rastreabilidade exigidas por lei, respeita a sazonalidade de cada espécie e as quotas de pesca estabelecidas, preservando os ‘stocks’ piscícolas.

O CCL e o site “Lota em Casa” visam contribuir para a promoção de uma alimentação saudável com recurso a produtos frescos e de proximidade e, consequentemente, para a valorização do pescado português e para o aumento dos rendimentos dos profissionais da pesca.
O “Lota em Casa” divulga também os cabazes de pescado existentes no nosso país (Cabaz do Peixe –cabazdopeixe.pt e Cabaz Frescomar – aapf.pt), aos quais o consumidor pode aderir para comprar pescado fresco de elevada qualidade e excelente relação qualidade/preço directamente a associações de pescadores locais, valorizando a pequena pesca artesanal. Os cabazes são compostos por pescado pronto a cozinhar (escamado e eviscerado), variado, fresco e da época. 

O site apresenta ainda receitas de pescado e informação sobre as principais espécies existentes na costa portuguesa, conteúdos que serão regularmente atualizados e aumentados.

Este projecto da Docapesca insere-se no atual programa Simplex 2020/2021.

Surfista sai do Mar após ter sido mordido por um tubarão branco

 

“Estava sentado na minha prancha quando senti um impacto no meu lado esquerdo – foi como ter sido atingido por um camião. Ele mordeu-me nas costas, nádega e cotovelo, e arrancou um pedaço da minha prancha”. Foi assim que um surfista australiano de 29 anos descreveu o ataque que sofreu de um tubarão branco no passado domingo, na Baía D’Estrees, próxima a Kingscote, principal cidade da ilha Kangooro, na Austrália.

O homem conseguiu voltar para a areia e caminhou por cerca de 300 metros para encontrar ajuda. “Eu andei até a um estacionamento e gritei para outro surfista que estava quase indo embora”, escreveu o rapaz numa carta de agradecimento, feita quando já estava hospitalizado. Depois de ser colocado em uma ambulância, o surfista foi auxiliado pelo paramédico Michael Rushby.

De acordo com o jornal local The Advertiser, Rushby foi o primeiro profissional de saúde que cuidou do surfista, ainda na beira da estrada, antes de levá-lo ao hospital de Kingscote. O rapaz foi atendido com curativos e ligaduras nas feridas. 

“Com o tamanho dos seus ferimentos, foi notável, além de uma grande sorte, o que ele foi capaz de fazer. Foi muito corajoso. É incrível o que as pessoas podem fazer”, disse Rushby sobre o homem, mesmo ferido, ter caminhado por ajuda. Depois do acidente e do atendimento, o paramédico não encontrou o rapaz novamente. “Um dia será bom dizer ‘olá’ para ele”, completou.

Rushby ainda contou que essa foi a primeira vez que lidou com um ataque de tubarão em toda a sua carreira. Depois de ser atendido pelo paramédico e por uma equipa no hospital de Kingscote, o jovem foi levado de avião para o Centro Médico Flinders, a 175 quilómetros da ilha Kangaroo.

Porto de Aveiro lança a segunda fase da ZALI

 

A Administração do Porto de Aveiro (APA) lançou a segunda fase da empreita de infraestruturação da Zona de Actividades Logísticas e Industriais (ZALI), orçada em quase seis milhões de euros.

Segundo a Associação dos Portos de Portugal, a APA lançou a empreitada de construção da segunda fase das infra-estruturas da ZALI do Porto de Aveiro a concurso público, com um preço base da nova zona de acolhimento de 5914 milhões de euros e para um prazo de execução da obra previsto no caderno de encargos de 360 dias.

A entidade afirma que “A ZALI representará um investimento global de 12,2 milhões de euros. Na primeira fase ficaram disponíveis 28 hectares”.

Sete portos da Yilport em Portugal vão cobrar "taxa covid"

 

O grupo turco Yilport vai passar a cobrar uma taxa nos seus portos para compensar as despesas em que incorreu para adaptar as operações às medidas de prevenção da covid-19, informa o grupo em comunicado divulgado.


Em Portugal a Yilport gere os terminais Liscont e Sotagus, em Lisboa, Setúbal e Tersado – Terminais portuários do Sado, em Setúbal, o porto de Aveiro, o porto da Figueira da Foz e ainda o porto de Leixões.

A taxa a aplicar em Portugal é de três euros por contentor. O mesmo valor que será aplicado nos portos espanhóis de Huelva e Ferrol e no porto italiano de Taranto.

Já nos portos localizados na Turquia e no Equador a taxa será de três dólares, enquanto nos terminais portuários na Suécia o valor a cobrar será de três coroas suecas e no porto de Oslo a taxa é de três coroas norueguesas.


O grupo turco elenca as medidas adoptadas para prevenção da pandemia e assinala que incorre em custos extraordinários decorrentes da crise sanitária. Assim, indica, a partir de 1 de janeiro irá introduzir uma sobretaxa de emergência que será faturada em cada contentor.

A Yilport sublinha que a sobretaxa cobre parte dos custos operacionais causados pela pandemia.

Estas máscaras são feitas com plástico recolhido do oceano

 

A Skizo, startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, reutiliza o plástico recolhido dos oceanos para produzir calçado, bolsas e máscaras de uso profissional e comunitário, que acabam de receber a certificação de vários laboratórios de referência na Europa.

As máscaras são criadas artesanalmente por costureiras portuguesas. Estão disponíveis em dois modelos e estão à venda na loja online da empresa pelo preço de 9€ por unidade. As máscaras de nível 3 são produzidas em três tamanhos e em cor verde. São feitas com 44% algodão orgânico e 56% plástico reciclado, o que equivale a duas garrafas de plástico.

As de nível 2, disponíveis em preto e branco, são feitas em 30% PA e 70% plástico reciclado, o equivalente a cerca de cinco garrafas de plástico. Estas foram as últimas a chegar ao mercado pelas suas especificações e características, como 98% de retenção de partículas, acabamento antibacteriano e protecção antigotículas. São certificadas pelo CITEVE para 25 lavagens, pelo AITEX (Espanha) para 50 lavagens e pela EUROFINS (União Europeia) para 100 lavagens.

A Skizo foi criada em Março de 2019 por André Facote e Andreia Coutinho, com o objectivo de reutilizar e transformar o plástico do oceano. Até Março, momento em que começou a produzir máscaras certificadas, a startup dedicava-se à criação de bolsas ecológicas e sapatilhas personalizadas, que são apenas criadas por encomenda, reduzindo assim a sua pegada ecológica.

Expedição inédita vai estudar a absorção de carbono das algas moribundas no fundo do mar

 

Como minúsculos organismos famintos de carbono, as algas desempenham um papel importante na remoção de CO2 da atmosfera, e uma expedição de investigação inédita está definida para destacar o quão importante esse papel pode ser. Com uma frota de robôs avançados de mergulho, os cientistas farão uma visita ao fundo do mar para investigar a carga transportada por algas mortas que caem nas profundezas do oceano como “neve marinha”.

Algas, como o fitoplâncton, são uma engrenagem chave na máquina do ciclo climático natural, convertendo a luz solar e o dióxido de carbono em energia para manter o equilíbrio. Esta nova expedição vai concentrar-se em algas que chegaram ao fim da sua vida e se afundaram das camadas superiores do oceano até às suas profundezas, levando uma porção de carbono com elas.

“As algas microscópicas do oceano são responsáveis ​​pela remoção do dióxido de carbono da atmosfera tanto quanto as florestas terrestres”, indicou em comunicado o cientista-chefe da Voyage, Professor Philip Boyd, do programa australiano Parceria Antártica. “Quando morrem, essas minúsculas partículas ricas em carbono caem lentamente no fundo do oceano. Estamos entusiasmados com a forma como esta combinação de novos sensores de imagem nos vai permiti obter uma imagem maior e muito mais clara de como a vida nos oceanos ajuda a armazenar carbono. É um pouco como um astrónomo que só foi capaz de estudar uma estrela uma vez e de repente vai poder observar a galáxia em três dimensões. ”

Estes sistemas de sensores avançados serão instalados em flutuadores robóticos que mergulham nas profundezas do Oceano Antártico para obter imagens das algas. Combinado com observações de um navio de investigação e medições de satélite, a expedição transmitirá uma imagem mais clara da densidade das algas em várias profundidades e, por sua vez, aumentará a nossa compreensão do que os cientistas chamam de “bomba de carbono”, ou a transferência de carbono da atmosfera para o oceano.

Baptizada de Southern Ocean Large Areal Carbon Export travel, a expedição partiu na sexta-feira passada e terminará a 16 de janeiro de 2021.

AIP inicia Projecto Oceano para desenvolver a Economia do Mar


A Associação Industrial Portuguesa deu início, neste mês de novembro, ao Projecto Oceano, que pretende promover e dinamizar a economia do mar.


O projecto é de dois anos, é cofinanciado pelo PT2020 e visa conhecer melhor as potencialidades das fileiras do mar português, apostar na exportação das fileiras mais transacionáveis e na capacitação das PME e captar investimento direto estrangeiro para dar maior escala ao sector. Ou seja, reforçar a internacionalização da economia do mar, apostar no aumento das exportações e na atração de investimento para assegurar uma maior presença nacional nas cadeias de valor globais.

Tendo a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) como parceiro estratégico, a AIP conta com o envolvimento dos principais “stakeholders” da economia do mar, da academia às empresas, passando por centros de investigação, “clusters” do setor e ainda pelo Ministério do Mar e pelas câmaras municipais interessadas.

A ideia passa assim pela promoção de cinco acções essenciais: diagnosticar o estado actual da Economia do Mar em Portugal; estudar países-alvo a abordar de forma estratégica no âmbito da internacionalização da Economia do Mar; apoiar a preparação e capacitação das PME nacionais interessadas em reforçar a internacionalização da Economia do Mar; promover a atracção de IDE e o aumento das exportações da Economia do Mar nos países-alvo identificados; promover redes de negócios compostas por PME orientadas para a exploração de oportunidades de sinergias e aumentar a capacidade negocial com “players” internacionais.

A directora de internacionalização da AIP, Filomena Pires, explica em maior detalhe o conjunto de iniciativas projetado. “Na primeira fase, será feito um levantamento do potencial nacional e do potencial de internacionalização” para depois ser feito “um trabalho mais internacional”. Está assim previsto um “estudo sobre os padrões do comércio internacional destes produtos” e uma análise a países que constituem “exemplos a seguir” tais como o Japão, o Chile e a Noruega.

“Para aprender com quem fez bem e depois ajustar à nossa realidade”, anota Filomena Pires, antecipando a criação de “um site agregador de toda a informação destes estudos, das acções de sensibilização e capacitação das empresas que serão feitas e das ações colectivas a realizar noutros mercados identificados”.

A AIP salienta que devido à sua posição geográfica, Portugal dispõe de “um conjunto de condições privilegiadas no que respeita à economia do mar, que podem e devem ser potencializadas”.

“Por um lado, a sua extensa linha costeira e a vasta área da Zona Económica Exclusiva, que se deverá tornar na 10.ª maior do mundo, com quase 4 milhões de km2 e, por outro, a localização geoestratégica de que dispõe, situando-se nas principais rotas marítimas atlânticas e enquanto porta de entrada para a Europa”, acrescenta. 


Foto: Reuters

Pela primeira vez em outubro o mar de Laptev ainda não congelou

O Mar de Laptev, considerado o “local de nascimento” do gelo, ainda não congelou no final de outubro, pela primeira vez desde que há registo.

O atraso do congelamento anual no Mar de Laptev, no Ártico siberiano, está relacionado com as temperaturas elevadas no norte da Rússia – que têm como principal causa o calor das emissões de gases provenientes da indústria e agricultura. O calor retido na atmosfera leva muito tempo a se dissipar, mesmo nesta época do ano em que o sol apenas brilha por pouco mais de uma ou duas horas por dia.

“A falta de congelamento até agora, neste outono, não tem precedentes na região do Ártico Siberiano”, diz Zachary Labe, investigador da Colorado State University, que considera que isto é uma consequência das alterações climáticas provocadas pela acção humana. “2020 é mais um ano em que assistimos a rápidas mudanças do Ártico. Sem uma redução sistemática dos gases de efeito estufa, a probabilidade de termos o nosso primeiro verão “sem gelo” em meados do século XXI continuará a aumentar”, afirmou ao jornal The Guardian.

A verdade é que a extensão de gelo no Ártico tem vindo a diminuir. “Os últimos 14 anos, de 2007 a 2020, são os 14 anos mais baixos no registo de satélites desde 1979”, diz Walt Meier, investigador do Centro de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos, que explica que grande parte do antigo gelo do Ártico está a desaparecer, deixando apenas um gelo sazonal mais fino. No geral, a espessura média é metade do que era na década de 1980.

A tendência deverá continuar até que o Ártico tenha seu primeiro verão sem gelo, afirma Meier. Os dados e modelos sugerem que isso ocorrerá entre 2030 e 2050. “É uma questão de quando, não se”, acrescentou.

O mar de Laptev é conhecido como o local de nascimento do gelo, que se forma ao longo da costa no início do inverno, e que depois se desloca para o oeste levando os nutrientes pelo Ártico, antes de se quebrar na primavera no estreito de Fram, entre a Gronelândia e a região de Svalbard, na Noruega. 

Foto:© Direitos reservados

Smart Ocean transforma Peniche em polo “inteligente” da economia do mar

O futuro de Peniche promete ser cada vez mais azul. Em julho deste ano, o consórcio constituído pelo Município, Docapesca, Politécnico de Leiria e Biocant – Centro de Inovação em Biotecnologia de Cantanhede recebeu luz verde do Centro 2020 para a construção de um parque de ciência e tecnologia do mar com a aprovação de 3,5 milhões de euros. A obra deverá ter início no primeiro trimestre de 2021 e levará cerca de quatro anos a estar concluída.

Se tudo correr como previsto, em 2023, dentro da zona portuária, vai nascer o edifício Smart Ocean e Peniche poderá afirmar-se como um polo de inovação ligado ao mar. O trabalho de implantação do projeto, porém, já há algum tempo que se encontra em curso. Sérgio Leandro, coordenador científico, explica que, “sendo uma ferramenta importante”, o edifício só por si não é suficiente para alavancar o sector da economia do mar. “O grande desafio, além da obra, é trabalhar no motor do parque de ciência e tecnologia. Não é o edifício que vai agitar a economia, é criar um ecossistema de inovação em termos locais e avançar com um programa de aceleração”, defende.

O Smart Ocean tem já um conjunto de 10 empresas interessadas em associar-se ao projeto e trabalhar em parceria. São organizações das áreas da segurança alimentar, digitalização, restauro de ecossistemas e descarbonização dos oceanos.

Estes primeiros parceiros são muito importantes, em particular a Pontos Aqua, empresa de capitais estrangeiros que encontrou no Smart Ocean uma forma de viabilizar os seus projetos. Em contrapartida, trará para Peniche “know how e investimento na economia do mar”, explica Sérgio Leandro.

Portos de Leixões e Sines recebem 2 milhões de euros para remover resíduos retidos


O Fundo Ambiental vai financiar até dois milhões de euros a remoção de 144 contentores contendo resíduos provenientes de vários países e que se encontram retidos nos portos de Leixões e de Sines, determinou o ministro do Ambiente.

Em despacho publicado na II série do Diário da República de quinta-feira e hoje consultado pela agência Lusa, o ministro João Pedro Matos Fernandes determina que o Fundo Ambiental atribua “um valor máximo de dois milhões de euros” para apoiar a operação de remoção dos 144 contentores contendo resíduos oriundos de outros países e que atualmente se encontram retidos nos portos de Leixões e de Sines, respetivamente nos distritos do Porto e Setúbal, “compreendendo as necessárias análises, transporte e eliminação em destino final adequado”.

O Governo travou as autorizações para a entrada em Portugal de resíduos oriundos de outros estados-membros da União Europeia, para eliminação em aterro em território nacional. A medida tem efeitos desde 17 de março de 2020, mas, de acordo com o despacho, os 144 contentores chegaram após essa data, pelo que foi proibido o transporte dos resíduos para o destino final “e determinada a sua retenção em porto”.

Ainda segundo o despacho, foram desencadeados os mecanismos previstos na legislação comunitária para os casos em que as transferências não podem ser concluídas, “com vista à retoma dos resíduos pela autoridade de expedição ou pelo notificador, tendo-se gorado estes esforços”.

O Fundo Ambiental, que vai financiar a operação agora autorizada, foi criado há quatro anos e tem por finalidade, de acordo com o decreto-lei 42-A/2016, “apoiar políticas ambientais para a prossecução de objetivos de desenvolvimento sustentável”, financiando entidades, atividades ou projetos “relativos à prevenção e reparação de danos ambientais e ao cumprimento dos objetivos e metas nacionais e comunitárias de gestão de resíduos urbanos”.

Nas considerações preambulares do seu despacho, o ministro Matos Fernandes reconhece que as transferências de resíduos oriundas de outros estados-membros da União Europeia para eliminação em aterro em território nacional “conheceram um crescimento muito significativo nos últimos anos, colocando pressão sobre a capacidade limitada de aterro e a capacidade de observar os princípios da proximidade e autossuficiência na gestão dos resíduos”.

É nesse contexto que o governante determinou que a Agência Portuguesa do Ambiente, enquanto autoridade nacional competente em matéria de transferências de resíduos, “objetasse de forma sistemática a novos pedidos de autorização de transferências de resíduos com destino final em aterro em território português”.