Plataforma de gelo na Antártida do tamanho de Roma colapsa totalmente

Uma plataforma de gelo com uma superfície de cerca de 1200 quilómetros quadrados (área semelhante à da cidade de Roma, em Itália) desabou completamente na Antártida Oriental. Nos últimos dias, têm-se registado temperaturas acima do habitual, tanto na Antártida como no Ártico.

A plataforma de gelo Conger desmoronou-se provavelmente no dia 15 de março, segundo anuncio feito ontem. O movimento começou entre os dias 5 e 7 de março. As temperaturas têm atingido números máximos na Antártida: a estação Concordia registou uma temperatura recorde de -11,8ºC no dia 18 de março, um valor 40 graus acima do normal para a época.

Desde meados dos anos 2000 até ao início de 2020 que esta plataforma de gelo foi diminuindo gradualmente. A partir daí, a perda acentuou-se e no dia 4 de março deste ano a superfície já tinha metade do tamanho em comparação com os dados registados no mês de janeiro.

Ministério do Mar foi extinto.







O Primeiro-Ministro António Costa decidiu criar na orgânica do XXIII Governo Constitucional o cargo de ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, e extinguiu o Ministério do Mar que passa para a dependência do ministro da Economia.

Estas mudanças constam do comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro sobre a orgânica do XXIII Governo Constitucional, que já foi apresentada ontem pelo primeiro-ministro ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta “fusão” levou à criação do Ministério da Economia e do Mar, tendo três secretários de Estado: Economia; Turismo, Comércio e Serviços; e Mar.

MSC e Maersk reduziram transporte de carga para a Rússia aos bens essenciais

A Mediterranean Shipping Company (MSC), com sede na Suíça, e a rival dinamarquesa Maersk, os dois maiores grupos mundiais de transporte de carga por via marítima, suspenderam temporariamente o envio de navios de e para a Rússia, na sequência da imposição das sanções da União Europeia, Reino Unido, Suíça, EUA, Canadá e Japão a Moscovo.

O grupo MSC (que é dono também da companhia de cruzeiros homónima), tinha anunciado em comunicação aos clientes citada pela Reuters, que a partir de 1 de Março iniciou “uma paragem temporária de todas as reservas de carga de e para a Rússia, cobrindo todas as áreas de acesso incluindo o Báltico, Mar Negro e extremo Oriente da Rússia”.

“O MSC continuará a aceitar e a seleccionar reservas para entrega de bens essenciais, tais como alimentos, equipamento médico e bens humanitários”, afirmou.

Em comunicação separada, a Maersk, por seu turno, disse que suspenderia temporariamente todo o transporte de contentores de e para a Rússia, acrescentando também que a suspensão , que abrangia todos os portos russos, não incluiria alimentos, material médico e humanitário.

“Como a estabilidade e segurança das nossas operações já está a ser directa e indirectamente afectada pelas sanções, novas reservas [de transporte] pela Maersk no oceano e por terra, para e da Rússia, serão temporariamente suspensas”, disse a empresa numa declaração. 

As duas comunicações vão isolar ainda mais a Rússia em termos de escalas de navios de carga – prejudicando importações e exportações de produtos para e da Rússia – depois de já a alemã Hapag Lloyd e a Ocean Network Express (com sede em Singapura) terem feito o mesmo.

Porto de Sines consolida-se no Top 15 de Portos da UE

 No ano de 2021, o Porto de Sines consolidou a sua posição como líder nacional em volume de carga, com 1.8 milhões de TEU movimentados, mantendo-se no Top 15 dos maiores portos de contentores da União Europeia, de acordo com a PortEconomics, onde o conceituado Theo Notteboom dedica uma análise ao mercado marítimo-portuário europeu. Entre 2019 e 2021, o Porto de Sines cresceu mais do dobro em comparação com os restantes portos no Top 15 europeu. O especialista enfatiza o aumento de 28,2% na movimentação de contentores que, em contexto pandémico, demonstra uma forte capacidade de resposta por parte de todas as empresas da comunidade portuária de Sines. De salientar que estão a decorrer as obras de expansão do Terminal XXI, que aumentarão a possibilidade de operar mais navios em simultâneo, duplicando a capacidade de movimentação anual para 4.1 milhões de TEU. O estudo recorda ainda a senda de crescimento que tem vindo a ser apresentada pelo Porto de Sines e que, entre 2007 e 2021, registou um aumento em mais de mil por cento (1.116%), o segundo maior aumento nos portos que constam do Top 15 da União Europeia.

Como se formam as ilhas de plástico no oceano?

Fora dos mapas, estão localizadas extensas áreas nos oceanos que acumulam grandes quantidades de lixo no mar, conhecidas como as ilhas de plástico. Elas são formadas, na sua maioria, por pequenas partículas de plástico transportadas pelos ventos e correntes oceânicas, que concentram o lixo em pontos relativamente fixos.

Provavelmente já ouviu falar sobre a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, localizada na parte norte do Oceano Pacífico, usada como o maior exemplo do que o lixo no mar pode produzir em larga escala, além das consequências negativas para os ecossistemas marinhos.

No entanto, estima-se que existam outras ilhas de lixo espalhadas pela Terra dada a quantidade de lixo lançados aos oceanos os quais, cedo ou tarde, acabam concentrando-se em determinados pontos pelo movimento das cinco maiores correntes oceânicas.

Embora essa massa de detritos seja chamada de ilha, a sua densidade é relativamente baixa porque a maior parte do lixo marinho não passa de minúsculos pedaços de plásticos que não podem ser observados, de imediato, a olho nu. Portanto, a ilha de plástico não possui margens definidas.

O oceano global é bem dinâmico, onde as suas correntes são responsáveis por distribuir águas quentes e frias, além de nutrientes que abastecem diversos ecossistemas marinhos. No entanto, dada a grande quantidade de lixo lançada anualmente nos mares, os giros oceânicos também transportam essa poluição.

Os giros são grandes sistemas de correntes oceânicas que circulam como redemoinhos lentos por todo o oceano global. Existem vários, mas cinco deles se destacam por suas influências em escala global, localizados nos Oceanos: Atlântico Norte e Sul, Pacífico Norte e Sul e no Pacífico.

Enquanto as correntes circulam, cedo ou tarde, elas trazem o lixo humano lançado nas áreas costeiras para determinadas áreas do oceano, onde esses detritos marinhos ficam aprisionados nos giros oceânicos, formando a maior delas, a Grande Ilha de Lixo do Pacífico.

Pesquisas recentes estimam que a ilha de lixo do Pacífico cubra uma área de 1,6 milhões de quilómetros quadrados, mas estimar o real tamanho dessa mancha de lixo em meio a vastidão do oceano — especialmente o Pacífico, o maior de todos — é um desafio, sobretudo porque os detritos estão bem espalhados nesses pontos.

É nessa mesma região do Pacífico que está localizado o Ponto Nemo, a mais de 4.000 km da Nova Zelândia e mais de 3.200 km do norte da Antártida, o ponto mais remoto do planeta. Ele é usado como um “cemitério espacial”, onde as agências espaciais enviam naves e estágios de foguete fora de operação.

Aliás, essas ilhas não são pontos fixos, pois variam de acordo com a dinâmica das correntes oceânicas que transporta os detritos e os aprisiona, criando as ilhas de lixo no mar.

Representante da ONU alerta que pandemia agravou poluição dos oceanos com plástico

A pandemia de covid-19 e a consequente produção acrescida de resíduos como máscaras, luvas ou embalagens de alimentos, agravou a poluição dos ecossistemas marinhos com plástico, alertou o enviado especial das Nações Unidas para os Oceanos.

“Não há dúvida de que um novo elemento de poluição plástica foi adicionado ao nosso desafio de proteger os oceanos como resultado da pandemia” disse Peter Thomson à Lusa, considerando que apesar de o turismo e a aviação terem sido sectores fortemente afectados pela pandemia, o que fez diminuir a actividade nas zonas costeiras, a pandemia fez com novos objectos fossem parar aos Oceanos.

A produção anual e o volume de resíduos de plástico duplicaram entre 2000 e 2019, segundo um relatório da OCDE divulgado em fevereiro e que alerta para a poluição de rios e oceanos e para a pegada carbónica.

A pandemia de covid-19 e o impacto que causou na actividade económica pôs em pausa a tendência de crescimento do uso de plástico, que caiu 2,2% em 2020, mas, por outro lado, aumentaram os resíduos de plástico descartável.

Esse aumento esteve relacionado com os equipamentos médicos e de proteção individual, mas também com os plásticos utilizados no ‘take-away’, que substituiu as idas aos restaurantes, e nas embalagens das compras ‘online’, que satisfizeram as necessidades dos clientes enquanto as lojas estiveram fechadas.

Peter Thomson lembrou também que, para além do plástico o “principal inimigo do bem-estar do oceano” é o nível crescente de emissões de gases com efeito estufa geradas pela actividade humana, que causam fenómenos como a acidificação e o aumento da temperatura da água dos oceanos, que tem impactos graves nos ecossistemas marinhos.

O enviado especial da ONU para os oceanos alertou ainda que sem uma redução drástica nas emissões de dióxido de carbono, antes do final deste século quase todos os recifes de coral do mundo estarão ameaçados de extinção.

Nascido nas Ilhas Fiji, Peter Thomson disse à Lusa que viu com os próprios olhos a deterioração dos mares, lembrando que aqueles que vivem em ilhas e em zonas costeiras “estão na linha da frente do impacto devastador” das alterações climáticas nos oceanos.

“O aumento do nível do mar, o clima extremo e a perda de biodiversidade são observáveis em primeira mão. Além disso, os países insulares dependem do oceano para sua alimentação e subsistência. (…) A saúde do oceano é a nossa saúde”, observou.

Peter Thomson lembrou ainda que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento são das principais vítimas das alterações climáticas e do seu impacto nos oceanos, na medida em que geram menos de 1% das emissões de gases com efeito de estufa, mas são altamente vulneráveis a impactos como erosão costeira, branqueamento de corais e perda de biodiversidade.

Foto: dronepicr

Negociações sobre Tratado do Mar Alto acabam sem consenso

última destas negociações, que decorriam desde 2018, decorreu em Nova Iorque entre 07 e 18 de março, mas ficaram por acordar vários assuntos-chave, disse Will McCallun, da organização de defesa do ambiente Greenpeace, que integra a Aliança do Mar Alto, juntamente com dezenas de outras associações ecologistas.

Os  negociadores, que representam 48 Estados membros, prolongaram o calendário para fazerem uma boa reunião, em princípio durante o ano em curso, uma vez que este é o ano limite dados pelos principais atores para se alcançar um acordo.

“Estamos a ficar sem tempo. Não houve um ponto em concreto que tivesse impedido o acordo final, mas foi o ritmo das negociações, muito lento, que nem sequer permitiu (concluir) a proposta de texto para discussão”, disse, em comunicado, Liz Karan, da organização Pew Charitable Trusts, dos EUA.

“Os Estados precisam do tratado este ano para se estabelecer zonas de proteção marinha e contribuir assim para proteger pelo menos 30% da superfície marítima global e garantir a saúde dos oceanos”, desenvolveu.

“Apesar de ser desanimador que não se tivesse concluído o tratado, animam-nos os progressos conseguidos. É essencial agora seguir em frente e aproveitar este impulso para fazer rapidamente outra ronda negocial”, concluiu Karan.

Se bem que muitas das questões sejam técnicas, a maioria gira em torno da pressão das pescas e da poluição marítima, tanto a provocada pelos plásticos, muito pouco biodegradáveis, como a dos derrames de líquidos muitíssimo tóxicos, gerados por instalações químicas ou nucleares.

“O multilateralismo ambiental está em uma encruzilhada crítica para o nosso planeta. Os que tomam decisões têm agora uma oportunidade clara para criar progressos significativos para a diminuição da contaminação transfronteiriça”, disse, por seu lado, Fabienne McLean, da Ocean Care.

Investigadores pedem a Costa que não deixe cair o Ministério do Mar

Professores e investigadores defendem que o Governo não deve deixar cair o Ministério do Mar, considerando que constituiria um retrocesso na organização e na gestão, governação do oceano a nível nacional.

Num texto, divulgado no jornal Público, assinado pelos professores Francisco Andrade e Maria Adelaide Ferreira da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa FCUL/Centro de Ciência do Mar e do Ambiente – MARE ULisboa e subscrito por mais de 40 investigadores e professores, é destacado o papel do mar e a importância de não se prescindir de um Ministério do Mar.

“A possibilidade de emagrecer o Governo deixando cair o Ministério do Mar constituiria um retrocesso efectivo na organização e gestão/governação do oceano a nível nacional e, não menos importante, promoveria uma irremediável descredibilização internacional de Portugal neste domínio”, referem.

No texto intitulado “Pode Portugal prescindir do seu Ministério do Mar?”, os professores consideram ainda mais impensável deixá-lo cair quando “as expectativas do mundo estarão depositadas na capacidade de Portugal liderar os esforços globais de conservação marinha no quadro da Conferência do Oceano, em junho”.

No entendimento dos autores do texto, o Governo precisa “valorizar e reforçar o papel de um Ministério do Mar que permita ao país continuar a afirmar o mar como desígnio nacional e, ao mesmo tempo, consolidar e reforçar o papel estratégico de Portugal enquanto líder global nas questões da governação sustentável do oceano”.

No texto lembram que Portugal desenvolveu e cumpriu nas últimas décadas, um conjunto de metas e objetivos para o mar.

Recordam, entre outros, que Portugal foi pioneiro na implementação do Ordenamento do seu Espaço Marítimo, desenvolvendo e publicando em 2014 uma Lei de Bases do Ordenamento e Gestão do Espaço Marítimo Nacional, anterior à própria directiva europeia, que veio determinar o ordenamento do Espaço Marítimo de todos os estados costeiros europeus.

Destacam igualmente um forte papel de liderança na governação sustentável do oceano e anfitrião (em conjunto com o Quénia) da Conferência do Oceano das Nações Unidas, a ocorrer em Lisboa em junho.

“A visão da presente Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 assenta em promover um oceano saudável, o bem-estar dos portugueses e afirmar Portugal como líder na governação do oceano apoiada no conhecimento científico”, realçam.

Na opinião dos autores do texto, “esta visão consagra assim, de forma clara e inequívoca, uma verdadeira abordagem ecossistémica e holística aos assuntos do mar que é crítica para Portugal poder gerir o seu oceano de forma sustentável e manter a liderança internacional face aos enormes e urgentes desafios planetários do presente”.

Pandemia adensa congestionamentos nos portos de todo o mundo

 

A pandemia continua a exercer forte pressão no comércio marítimo global, nomeadamente adensando o congestionamento nos portos um pouco por todo o mundo.

Vários são os portos mundiais que têm enfrentado surtos de Covid-19, nomeadamente cidades portuárias na China – o país onde se localizam vários dos principais portos mundiais.

Muitos desses portos afectados por surtos estão a fechar portas temporariamente, o que tem obrigado a vários desvios de navios para portos vizinhos, os quais acabam por acumular congestionamentos, não conseguindo dar resposta ao pico de procura, avança a Bloomberg.

Um exemplo situa-se em Shenzhen, no sul da China, onde está localizado um dos maiores portos do mundo. A cidade vem enfrentando um novo surto, o que levou a uma testagem em massa de residentes e camionistas, o que tem levado ao acumular de uma fila de navios em espera para que possam ser operados neste porto – obrigando mesmo a autoridade portuária a apenas permitir a chegada de contentores três dias antes da escala dos navios.

Estados Unidos também enfrentam congestionamentos

O Wall Wall Street Journal relata ainda que, nos Estados Unidos da América, a variante Omicron está a impedir a resolução do congestionamento e dos atrasos, que já afectam uma centena de navios nos portos de Los Angeles e Long Beach, Califórnia.

Nos portos vizinhos de Los Angeles e Long Beach, um total de 800 trabalhadores – 10% da mão-de-obra diurna destes portos – estão ausentes do trabalho por razões relacionadas com o vírus Covid-19, entre infectados, em isolamento profilático e à espera de resultados.

Segundo um relatório da ContainerxChange, citada pela S&P Global, os tempos de congestionamento estão perto de níveis recorde. Em 2021, os Estados Unidos e o Reino Unido registaram os tempos mais elevados por contentor, numa média de 50 e 51 dias, respectivamente.

Portos europeus também com recordes de congestionamento

Segundo a Sea Intelligence, também os portos europeus têm registado níveis recordes de congestionamento, os quais têm vindo a aumentar desde Outubro, e a previsão é que a tendência se mantenha.

Em 2021, a procura subiu 7% e a capacidade portuária diminuiu 11%, indicam os dados da Sea Intelligence, uma agência de recolha e análise de dados relacionados com a logística, focada nos contentores portuários, que partilhou estes números com a S&P Global.

A mesma fonte indica que, em novembro de 2021, 11,5% da capacidade operacional a nível global estava indisponível, quando o padrão é que a percentagem não ultrapasse os 2%.

Taxas continuam a subir

Por outro lado, as taxas de carga têm vindo a disparar. A 11 de Janeiro subiram 65% face ao dia homólogo, ficando ainda assim abaixo do pico que se verificou no quarto trimestre do ano passado, em outubro, na chamada “semana dourada” na China, que se estende desde o dia nacional, a 1 de Outubro, até ao dia 7 desse mês. Os dados são do Platts Container Rate Index, citados pela S&P Global.

O CEO da Sea Intelligence espera que estas taxas se mantenham numa tendência ascendente, tendo em conta os problemas de congestionamento e capacidade disponível.

As consequências são várias, elenca o Financial Times. Portos congestionados e armazéns a abarrotar, empresas mais pequenas a terem de lutar para assegurar espaço nos navios de carga, ao mesmo tempo que todas enfrentam pressão a nível financeiro, face às crescentes taxas de carga. Os consumidores deparam-se com prateleiras vazias, pouca disponibilidade dos produtos e também preços mais altos.

Soren Toft: MSC ser a maior não é o objectivo

 

“A dimensão não é um objectivo para nós”, garantiu Soren  Toft, CEO da MSC, depois de ter superado a Maersk como número um no shipping de contentores.

Mesmo se no último ano cresceu mais de 400 mil TEU e se tem uma carteira de encomendas de um milhão de TEU, a MSC não tem por objectivo ser a maior do mundo. Pelo menos é o que diz o seu CEO – e ex-COO da Maersk – Soren Toft.

“Na MSC, nunca fixámos o objectivo específico de sermos os os maiores. Crescimento, rendibilidade e apoiar os nossos clientes é o que nos move, e o que continuará a mover-nos para a frente”, disse  Soren Soft, na ressaca da notícia da rendição da Maersk como maior companhia mundial de transporte marítimo de contentoes.

Curiosamente, se a MSC não fazia questão de ser a número um mundial, a Maersk não fazia questão de continuar a sê-lo, a avaliar pelas declarações de Soren Skou, CEO dos dinamarqueses.

Em Maio, aquando da apresentação dos resultados de 2020, Soren Skou disse que “se a MSC acabar por ter mais capacidade do que nós, isso não será o fim do mundo”. Porque o que realmente importa, sublinhou então, “não é sermos número um. O nosso foco é ter a maior receita possível em cada contentor que transportamos”.

No início do ano, a MSC acabou com o reinado de 25 anos da Maersk e tornou-se a número um do mundo em termos de capacidade de transporte marítimo de contentores. No imediato, a diferença entre as duas parcerias na 2M é mínima, mas tenderá a aumentar com a entrega dos muitos navios que os helvéticos têm encomendados.