Sea-Intelligence: Poupança com "scrubbers" pode atingir os 12 Biliões€

De acordo com a Sea Intelligence,
empresa de consultadoria e análise de dados, que pesquisa a confiabilidade da
programação dos navios, afirmou que a regulamentação IMO2020, ( um conjunto de
regras definidas pela International Maritime Organization (IMO) que determina
um novo limite de enxofre no combustível marítimo), exige o uso de óleos
combustíveis contendo menos de 0,5% de enxofre e sistemas de limpeza de gases
de escape, conhecidos como “Scrubbers” ou depuradores

Os sistemas de limpeza de gases de escape (EGCS), ou depuradores, estão a tornar-se uma tecnologia utilizada com mais frequência para que os navios cumpram o limite de enxofre de 2020. Um purificador pulveriza água do mar ou água doce misturada com um produto químico cáustico no fluxo de gases de escape em vários estágios. O poluente – principalmente dióxido de enxofre – reage com a água alcalina, formando ácido sulfúrico. No caso de um sistema em circuito aberto, a água de lavagem resultante é descarregada de volta ao mar.

Os depuradores permitem que as
companhias marítimas utilizem óleos combustíveis com alto teor de enxofre
(IFO380), que são mais menos dispendiosos. Na medida que as instalações de
purificadores nos navios vão aumentando, há uma proporção crescente de
embarcações capazes de alavancar economias de custos, optando por combustível
regular mais barato.

Além disso, utilizando um modelo
para estimar o consumo global de combustível em todo o setor, as companhias
marítimas pouparam coletivamente 12 mil milhões de € através da utilização de
depuradores desde a implementação da IMO2020.

Esta evolução destaca a
capacidade de resposta da indústria do shipping, às iniciativas regulamentares
que provocam custos. No entanto, sublinha que a motivação monetária nem sempre
pode estar alinhada com os resultados pretendidos das regulamentações. Em vez
de fazer a transição para um combustível com baixo teor de enxofre, a abordagem
mais económica envolve a utilização de combustível normal juntamente com
lavadores – uma solução compatível que minimiza os custos.

Alan Murphy, CEO da Sea-Intelligence
afirmou que: “Levanta-se então a questão relacionada com os regulamentos
que visam a redução das emissões de CO2. Os regulamentos com motivação
financeira estão de facto a entrar em vigor, como a tributação do carbono do
RCLE da UE sobre o transporte marítimo. O que resta saber é até que ponto a
indústria encorajará outras formas de cumprir o regulamento na letra, mas não
necessariamente no espírito”.

Cabo submarino "2Africa" validado como projecto de interesse público

O Governo ainda em funções,
validou a “acção de relevante interesse público”, em relação ao
projecto de instalação e amarração de um cabo submarino intercontinental, em
Cascais do sistema de cabos em fibra óptica “2Africa”. A confirmação foi
efectuada devido à publicação do despacho n.º 1653/2024, de 12 de fevereiro,
após um acordo entre a DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e
Serviços Marítimos e a promotora do projecto na Península Ibérica, a Vodafone
Espanha.

De acordo com um comunicado, o
Director-Geral da DGRM, José Carlos Simão, afirmou que: “O projecto
2AFRICA consiste num sistema de cabos submarinos que liga a Europa e circundará
todo o continente africano, com aproximadamente 45 mil quilómetros de
comprimento, ligando um total de 33 países, dos quais cinco na Europa, 19 em
África, sete no Médio Oriente e dois na Ásia, permitindo com isto a
interligação da economia portuguesa a um dos principais backbones de
transmissão de dados do mundo”.

No nosso país, o cabo que faz parte
do sistema de cabos 2Africa, irá passar perpendicularmente a praia de
Carcavelos e amarrar na câmara subterrânea actualmente existente no passeio
marítimo a sul da Avenida Marginal, na freguesia União de Freguesias de
Carcavelos e Parede, concelho de Cascais.

A DGRM e a Vodafone, tinham em outubro
passado, assinado um contrato para a utilização privativa do espaço marítimo
nacional e para a concessão privativa de uma com um metro de largura e
aproximadamente de dois mil quilómetros de extensão, correspondente à rota do
cabo nas subdivisões do Continente, da Plataforma Continental Estendida e da
Madeira.

O projecto de cabos de fibra óptica,
2AFRICA é desenvolvido pela Alcatel Submarine Networks e conta com o
investimento e participação das empresas tecnológicas e de telecomunicações
China Mobile International, Meta (dona do Facebook), MTN GlobalConnect, Orange,
Center3, Telecom Egypt, Vodafone/Vodacom e WIOCC.

Prio efectuou 1° abastecimento de Eco Bunkers B20 no Porto de Aveiro.

A Prio concretizou no passado dia 15, o primeiro abastecimento de ECO Bunkers B20 no Porto de Aveiro. É um passo considerado muito relevante pela empresa instalada no Porto de Aveiro que aposta em produtos ligados à descarbonização do sector marítimo.

O navio abastecido pertence à frota de navios Schulte & Bruns Nederland BV que faz escala regularmente no Porto de Aveiro.

O Eco Bunkers é um biocombustível de elevada qualidade, que resulta de uma mistura de 15% de biocombustível avançado, produzido através de matérias-primas residuais, com gasóleo marítimo PRIO. Destina-se a todas as frotas marítimas que pretendam minimizar os impactos que o transporte marítimo tem na saúde do planeta.

O sector marítimo, como sabemos, é uma das principais e crescentes fontes de emissões de gases com efeito de estufa, sendo responsável por cerca de 3% do total de emissões de CO2. 

De acordo com dados veiculados pelos órgãos de comunicação social, o consumo de combustível global do sector ronda as 330 milhões de toneladas anuais, valor superior ao do sector da aviação e mais do dobro do consumido no transporte rodoviário de mercadorias.

IMT e Porto de Sines trabalham harmonização de informação logística.

O IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes e a APS – Admnistração do Porto de Sines reuniram-se, no âmbito do eFTI4EU Project, para iniciar o processo de harmonização entre a Plataforma e os Portais eFTI e a JUL – Janela Única Logística.

O Porto de Sines assegura assim, desde o início, o seu envolvimento em mais um processo de vanguarda tecnológica na área logística.

O IMT trabalhará em estreita colaboração com outras autoridades nacionais, operadores de transportes, caso do Porto de Sines, e outras partes interessadas para fazer do Regulamento eFTI um ponto de viragem para um transporte de mercadorias mais ecológico e eficiente em Portugal e no resto da Europa.

A JUL, recorde-se, foi desenvolvida em parceria com todas as Administrações Portuárias nacionais, Agentes Económicos presentes nos portos e Autoridades (Aduaneira, Marítima, Fronteira, Saúde e Fitossanitária).

Maersk: Dubai utilizado para poupar custos e tempo.

A dinamarquesa Maersk, foi uma das primeiras companhias de transporte marítimo a abandonar a rota do Canal do Suez, devido aos ataques dos rebeldes Houthis do Iémen, tendo após essa decisão, alterado a estratégia para a rota do Cabo da Boa Esperança, ao redor de África, o que acrescentou duas semanas, aos tempos de trânsito.

Contudo, a Maersk, que possui 20% do tráfego marítimo mundial, não abandonou o estudo de outras alternativas, sendo que agora surge uma opção com mais contenção: Dubai.

Christopher Cook, o Director responsável da Maersk para o Qatar/Omã e EAU – Emirados Árabes Unidos, mencionou que o armador dinamarquês utiliza outra opção, que cumpre dois requisitos importantes: Evitar ataques directos e evitar perdas de tempo. Afirmou que: 
“Estamos a usar o porto do Dubai como um centro logístico para fazer os embarques via terrestre para o porto de Jeddah, que é o principal porto da costa oeste da Arábia Saudita.”

Em declarações numa entrevista ao El Economista e a outros meios de comunicação, o Director afirmou que a partir do porto de Jeddah, e possível “transitar para o Egipto, Turquia ou Itália, facilitando igualmente a possibilidade de embarque aéreo”, o que corta  30% do custo total das operações.

O responsável falou ainda que: “Até agora, as cadeias de abastecimento tinham uma base muito sólida na China, mas as empresas estão a procurar múltiplos pontos de abastecimento. E o Dubai pode desempenhar um papel muito importante nesse sentido. É uma economia que está a crescer e que se diversificou com base no petróleo, consolidando-se como um dos maiores centros logísticos do mundo”.

Christopher Cook afirma ainda que o gigante logístico tem cuidado e atenção nas opções, que não acreditam que vão poder voltar ao Suez antes do final deste ano, que a opção Dubai é válida enquanto houver o conflito Israel-Hamas, que o impacto dos conflitos é visível nas contas e que fez disparar o preço de contentores e seguros, afirmando ainda que “causou uma contração da capacidade entre 5% e 7%”, sem quer cair no pessimismo”.

WEC Lines aposta na capacidade de contentores reefers.

A WEC Lines, explicou num comunicado, que o investimento
entra na dinâmica do aumento da procura de transporte dos contentores a
temperatura controlada, (reefers). 

As perspectivas de crescimento para os próximos
anos são bastante positivas, tendo apontado o Reefer Shipping Forecaster 2023
da Drewry, onde se aponta para um crescimento médio anual de 4%, entre 2023-2028.

A WEC Lines já possui tomadas de ligação de energia para o
transporte de reefers nos seus navios. As recentes aquisições já estão equipados
com sistemas de frio “amigos” do ambiente, capazes de manter a temperatura
dentro dos contentores entre os -30º e os +30º, de acordo com as necessidades
dos produtos dos clientes.

Recentemente a WEC Lines tinha
lançado um serviço entre Marrocos, Portugal, Espanha e Reino Unido – Norte da Europa
para o transporte de frutas e verduras, anunciado pela WEC como uma alternativa
“shortsea” mais rápida e ecológica que o transporte rodoviário.

Mestrado em Recursos Vivos Marinhos: Ciência, Tecnologia e Sociedade

 A estratégia de Crescimento Azul,
um dos pilares da Política Marítima Integrada da União Europeia, centra-se no
conceito de Economia Azul (EA), em que todas as atividades económicas
relacionadas com as áreas marinhas devem contribuir para a criação de riqueza e
emprego, e ao mesmo tempo, para a consciencialização do valor e potencial
económico das áreas marinhas e da sua vulnerabilidade à ação humana.

É neste contexto que surge o
Mestrado Recursos Vivos Marinhos: Ciência, Tecnologia e Sociedade, que visa
formar profissionais com elevadas competências interdisciplinares em áreas
fundamentais e aplicadas, nomeadamente, as relacionadas com os aspetos ecológicos,
tecnológicos, políticos e socioculturais do sector primário da EA.

Objetivos

O Mestrado em Recursos Vivos
Marinhos: Ciência, Tecnologia e Sociedade integra um conjunto de matérias de
diferentes áreas, desde a ecologia e biologia, às engenharias e ciências
sociais, com o objetivo de privilegiar uma abordagem interdisciplinar sistémica
aos estudantes, tão importantes para o desenvolvimento sustentável, e alinhados
com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.

Este ciclo de estudos, através de
uma formação que inclui uma forte componente de conceção e de trabalho prático,
pretende preparar os profissionais com as seguintes valências:

– Capacidade de avaliar a
importância do capital natural e dos serviços dos ecossistemas marinhos, no
âmbito da economia azul;

– Capacidade para planear,
implementar e avaliar projetos e tecnologias para a gestão e exploração
sustentável dos recursos vivos marinhos, a monitorização da qualidade do
ambiente marinho, incluindo projetos de aquacultura, o controlo da qualidade
dos recursos e o desenvolvimento de produtos com valor acrescentado e que
promovam o desperdício zero;

– Promover o empreendedorismo, a
inovação, a cidadania ativa e a literacia ambiental marinha;

– Contribuir para a promoção de
políticas públicas para a sustentabilidade dos recursos vivos marinhos;

– Analisar, planear e trabalhar
em equipas multidisciplinares.

Informação: aulas em inglês

Plano Curricular

O plano curricular com a duração
de 1,5 anos tira partido da integração dos docentes de diferentes áreas, desde
as engenharias, à biologia, bioquímica e ciências sociais, bem como das suas
infraestruturas, muito em particular dos grupos de investigação que atuam nas
áreas das ciências do mar e do ambiente e da sustentabilidade (MARE – Centro de
Ciências do Mar e do Ambiente e CENSE – Centro de Investigação em Ambiente e
Sustentabilidade), e ainda das tecnologias e sistemas, todos eles integrados em
centros de I&D com avaliação excelente. Esta proposta conta ainda, com a
participação de duas instituições norueguesas de renome internacional em
tecnologias e inovação do mar, o SINTEF Ocean e a Oslo Metropolitan University
e o Instituto do Mar e da Atmosfera, instituto público português do Ministério
do Mar, e com atuação ao nível da gestão operacional dos recursos vivos
marinhos.

Saídas profissionais

A abordagem interdisciplinar da
formação em Recursos Vivos Marinhos: Ciência, Tecnologia e Sociedade abre
excelentes oportunidades profissionais na área da economia azul, com foco na
interação entre os sistemas humano e ecológico marinho com vista ao desenvolvimento
sustentável.

Especificamente: consultoria e
projetos tecnológicos e/ou de gestão relacionados com o sector primário da EA;
desenvolvimento de planos e estratégias para a exploração sustentável dos
recursos vivos marinhos ao nível de empresas e administração central, local e
regional; – literacia marinha; – governância; – indústria: aquacultura, pescas
e transformação do pescado, biotecnologia marinha.

Destinatários

a) Licenciados, preferencialmente
em Engenharia ou em Ciências Naturais, em particular nas áreas de Biologia,
Ambiente ou similares; Licenciados noutras áreas poderão também ser admitidos
mediante aprovação e condições estabelecidas pela Comissão Científica do ciclo
de estudos; ou

b) Titulares de um grau académico
superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos
organizado, naquelas áreas, de acordo com os princípios do Processo de Bolonha
por um Estado aderente a este processo; ou

c) Titular de um grau académico
superior estrangeiro, naquelas áreas, que seja reconhecido como satisfazendo os
objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da NOVA School of
Science and Technology | FCT NOVA.

Horário de funcionamento

A anunciar brevemente

Propinas

Estudantes nacionais: 1250
Euros/ano

Estudantes internacionais: 7000
Euros/ano

Candidaturas

1.ª Fase: 12 de fevereiro a 22 de
março de 2024

2.ª Fase: 3 de junho a 17 de
julho de 2024

TAXA DE ACEITAÇÃO NO MESTRADO:

Os candidatos aceites terão de
pagar (no prazo máximo de 7 dias seguidos a partir da data de colocação) uma
taxa no valor de 100 euros, não reembolsável, a deduzir, após a matrícula, no
valor total da propina.

O não-pagamento dentro deste
prazo implica a exclusão automática do candidato. Não são consideradas
exceções  nem pagamentos em atraso.
Qualquer pagamento realizado fora de prazo não será restituído, mantendo-se o
candidato excluído.

Condições de acesso para o ano
letivo de 2024/2025

Vagas para 2024/2025:

30

Regras de acesso:

a) Licenciados, preferencialmente
em Engenharia ou em Ciências Naturais, em particular nas áreas de Biologia,
Ambiente ou similares; Licenciados noutras áreas poderão também ser admitidos
mediante aprovação e condições estabelecidas pela Comissão Científica do ciclo
de estudos; ou

b) Titulares de um grau académico
superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos
organizado, naquelas áreas, de acordo com os princípios do Processo de Bolonha
por um Estado aderente a este processo; ou

c) Titular de um grau académico
superior estrangeiro, naquelas áreas, que seja reconhecido como satisfazendo os
objetivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da NOVA School of
Science and Technology | FCT NOVA.

Critérios de seriação:

Serão considerados os seguintes
critérios:

– Classificação do curso de
licenciatura

– Currículo académico, científico
e profissional

– Carta de motivação

– Eventual entrevista

Coordenadora do curso:

Professora Marta Martins  – mrvmcts.coordenador@fct.unl.pt

 Registo e Acreditação

DGES

Registo n.º R/A-Cr 179/2022 em
10/08/2022

A3ES

Data de publicação da decisão de
acreditação: 07/07/2022

Validade da acreditação:

6 anos contados a partir de
31/07/2022

Crises motivam crescimento da capacidade global de contentores

A consultora britânica independente
de pesquisa marítima, prevê que a capacidade global de contentores aumentou
2,3% em 2024 como resultado dos vários obstáculos que o sector marítimo/portuário
tem sofrido nos últimos meses. Primeiro, a seca que afectou a passagem pelo Canal
do Panamá, que aumentou exponencialmente o trafégo e reduziu ganhos, tal como a
crise no Mar Vermelho, com o desvio de navios do Canal do Suez para contornar o
Cabo da Boa Esperança, o que afectou a produtividade de cada unidade e
simultaneamente estimulou a procura de novas unidades.

A consultora calculou através dos
dados obtidos, que as passagens pelo Cabo da Boa Esperança “aumentaram para 605
em janeiro, quando somente 164 foram realizadas há um ano”, enquanto a rota do
Canal de Suez diminuiu de 328 passagens para 62 dentro do mesmo período.
Somando-se à diversidade de rotas alternativas que estão sendo utilizadas no
tráfego Ásia-América do Norte devido à situação no Panamá, a consultoria estima
que “entre 6 e 7 milhões de teus” sofreram impactos por ambas as situações,
prolongando os seus tempos de espera.

A consultora salientou ainda que
entre outubro e novembro de 2023, existiu uma redução de preços na aquisição de
contentores fabricados na China, contrapondo “a um ano difícil para a
indústria”. Especificamente, os preços teriam caído para 1.711€ por contentor
“por algumas semanas”, afirmou a empresa de consultoria. Isto também estimulou
a procura de mais unidades, “principalmente por parte das grandes companhias
marítimas”, que também têm conseguido colocá-las rapidamente dada a
disponibilidade nos centros de produção, por sua vez derivada da falta de
unidades de devolução vazias.

Esta aceleração nos últimos meses
do ano também provocou um crescimento em 2023, de 1%, mas ocorreu após um ano
em que a queda da procura e os baixos preços dos fretes estavam efectivamente a
caminho da redução da capacidade global. Segundo as estimativas, o ano fechou
com 51,4 milhões de teus em capacidade activa em todo o mundo.

UE lança missão “Aspides” em defesa do Mar Vermelho

Foi aprovada a missão de defesa marítima, denominada de Missão “Aspides”, ( “Escudo” em grego), pelos 27 estados-membros num Conselho de Negócios Estrangeiros, missão essa fom duração de um ano e liderada pela Itália.

Ursula Von Der Leyen escreveu na rede social X (antigo Twitter), que: “A Europa garantirá a liberdade de navegação no Mar Vermelho, trabalhando ao lado dos nossos parceiros internacionais. Além da resposta à crise, é um passo rumo a uma presença europeia mais forte no mar para proteger os nossos interesses europeus”.

Citado num comunicado divulgado pelo Conselho da UE, Josep Borrell, alto representante do bloco europeu para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Josep Borrell, reafirmou que “a UE está a responder rapidamente à necessidade de restaurar a segurança marítima e a liberdade de navegação num corredor marítimo altamente estratégico. Esta operação vai ser fulcral na salvaguarda dos interesses comerciais e de segurança”.

A missão liderada pela União Europeia tem como objectivo primordial, a escolta dos navios mercantes que tentem atravessar o Mar Vermelho até à Europa, que desde outubro de 2023 tem sido alvo de ataques dos rebeldes houthi, do Iémen. União Europeia reforçou que a intenção não é de participar nos ataques, mas sim, na defesa das embarcações. Além Itália, há presença militar da  França, Alemanha e Bélgica que já tinham declarado a sua intenção de contribuir com frotas para a missão. 

Navio-Tanque com propulsão pelo vento consegue economia de combustível

Uma parceria de cooperação entre a Deltamarine ( Empresa finlandesa especialista em arquitectura naval), os arquitetos navais finlandeses Deltamarine e a BAT Technologies ( Empresa tecnológica sediada no Reino Unido), que deseja desenvolver novos padrões no que concerne ao transporte marítimo sustentável. Ambas as empresas efectuaram uma apresentação em Londres do seu novo conceito, um projecto optimizado para o vento para um navio-tanque Aframax/LRII que, pode estabelecer uma nova referência em design de navios sustentáveis, na visão de ambas as empresas.

A BAR Technologies, criada em 2016 para desenvolver e comercializar a experiência da equipa na área de aerodinâmica, tanto com iates de corrida e com a equipa britânica da America’s Cup. A empresa ganhou exposição com a sua tecnologia WindWings, uma vela grande e sólida que pode ser adaptada nos grandes navios de carga. Ganharam missões para navios operados pela Cargill, inclusive pela Berge Bulk. No novo projecto, em parceria com a conhecida empresa Deltamarine, estão trabalhando para optimizar toda a embarcação para propulsão assistida pelo vento. 

O conceito apresentado, denominado “Aquilo”, integra a próxima geração de WindWings com o design aprimorado de casco e superestrutura. É relatado que as principais dimensões do casco foram optimizadas para auxiliar o vento e reduzir o arrasto através de um design hidrodinâmico aprimorado.

A segunda peça do projecto é o AeroBridge, uma remodelação da superestrutura e da área da ponte da BAT Technologies. De acordo com os autores, o design superior da casa do convés melhora a eficiência do navio, reduzindo o arrasto e criando impulso.O design também incorpora quatro WindWings estrategicamente posicionados. São actualizados no seu design, melhorando ainda mais o desempenho, e integrados ao design do navio.

Durante a apresentação, relataram que a combinação de seus projectos resultou numa melhoria significativa na eficiência de combustível do modelo de petroleiro Aframax. Relataram ainda que as simulações indicaram uma taxa diária de consumo de combustível inferior a 26,8 toneladas métricas por dia enquanto operavam a uma velocidade de 14,5 nós. O consumo de combustível diminuiria drasticamente para 12,6 toneladas métricas por dia se o navio fosse desacelerado para 12 nós numa rota global média. As empresas continuam a parceria, partilhando experiências para aumentar ainda mais a eficiência das embarcações.