Armadores mantêm cautela e adiam regresso ao Estreito de Ormuz por falta de garantias

Apesar das notícias recentes sobre um cessar-fogo e dos esforços diplomáticos entre Washington e Teerão, os grandes armadores internacionais, como a Maersk e a Hapag-Lloyd, mostram-se reticentes em retomar a navegação plena pelo Estreito de Ormuz. O sector encara com cepticismo a estabilização da zona, defendendo que as actuais garantias de segurança não são ainda bastantes para assegurar a integridade das tripulações e dos próprios navios face aos riscos latentes na região.

Embora o governo dos Estados Unidos tenha assinalado que a via está aberta ao comércio, as companhias de navegação sublinham que a decisão de regresso dependerá sempre de avaliações técnicas rigorosas e constantes. A Hapag-Lloyd estima mesmo que a normalização total poderá levar entre seis a oito semanas, período necessário para que as consequências do bloqueio anterior sejam ultrapassadas e as sobretaxas de transporte possam ser revistas.

Até que existam provas concretas de um corredor seguro, a prioridade dos armadores mantém-se na evacuação das frotas que ainda se encontram no Golfo, privilegiando a segurança em detrimento da rapidez das rotas.

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