Navio russo à deriva no Mediterrâneo leva países do sul da Europa a pedir resposta da UE.

Vários países do Mediterrâneo pediram à União Europeia uma resposta coordenada para a situação do Arctic Metagaz, navio russo que continua à deriva no Mediterrâneo depois de ter sido atingido por uma explosão e incêndio no início de março.

O caso está a aumentar a preocupação de Malta, Itália, Líbia e de outros países da região, sobretudo pelos riscos ambientais e de segurança marítima. Segundo a informação divulgada, o navio tem vindo a ser arrastado pelos ventos e correntes, aproximando-se alternadamente de zonas sob influência da Líbia, de Malta e de Itália. As autoridades acompanham a situação e mantêm planos de contingência, numa altura em que o casco apresenta danos visíveis, aderna e navega muito baixo na água. A Líbia já emitiu um alerta urgente, avisando para o risco de explosão, emissões de gás e instabilidade da embarcação, enquanto Malta e Itália também reforçaram a vigilância. Foram estabelecidas zonas de segurança em redor do navio e as autoridades pedem que outras embarcações mantenham distância. Em Itália, a situação foi mesmo descrita como uma possível “bomba ambiental”, devido à suspeita de que dois tanques de gás natural liquefeito possam continuar intactos.

A bordo poderão ainda existir centenas de toneladas de combustível e gasóleo, o que agrava o risco em caso de nova explosão ou derrame. Perante este cenário, os países do grupo Med9 pediram à Comissão Europeia que coordene uma acção rápida e comum. Malta garante ter rebocadores de prevenção prontos, mas insiste na necessidade de uma solução internacional permanente antes que a situação evolua para um desastre ambiental no Mediterrâneo.

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