
A Economia do Mar está a entrar numa nova fase de transformação e a inteligência artificial começa a afirmar-se como uma das ferramentas com maior potencial de impacto nesse processo. É precisamente essa convergência que estará em destaque no Blue Wink-E 2026, encontro marcado para 20 de Março, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.
Organizado pelo B2E – Blue Bioeconomy CoLAB, o evento surge como uma plataforma de ligação entre ciência, tecnologia, indústria e investimento, procurando mostrar de que forma os dados, os algoritmos e a digitalização podem começar a mudar sectores centrais da economia azul. A ambição passa por discutir não apenas tendências, mas aplicações concretas com potencial real para transformar a forma como se monitorizam ecossistemas, se gerem recursos marinhos e se desenvolvem novas soluções empresariais ligadas ao oceano.
Sob o mote “Ocean AI Futures”, o encontro pretende colocar a inteligência artificial no centro de uma discussão mais ampla sobre o futuro da bioeconomia azul. Entre os domínios em destaque surgem áreas como a aquacultura, a biotecnologia marinha, a monitorização ambiental e os sistemas de apoio à decisão baseados em dados, num sinal claro de que a inovação tecnológica está cada vez mais próxima das actividades ligadas ao mar.O Blue Wink-E 2026 quer ainda afirmar-se como espaço de convergência entre conhecimento científico, capacidade empresarial e visão estratégica, reunindo perfis de referência ligados à inovação, à investigação e ao investimento. A presença de especialistas associados à tecnologia, à economia azul e à gestão da inovação reforça a ideia de que o desenvolvimento do sector marítimo depende cada vez mais da capacidade de transformar conhecimento em soluções escaláveis e com utilidade prática. Outro sinal da relevância crescente desta iniciativa está no reconhecimento internacional já atribuído ao evento. O Blue Wink-E 2026 recebeu o endosso oficial da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável, distinção que lhe dá enquadramento global e reforça a sua posição enquanto fórum de reflexão sobre o futuro da economia do oceano.
Num momento em que a economia azul procura ganhar escala, eficiência e capacidade de inovação, encontros como este mostram que o debate sobre o mar já não passa apenas por infra-estruturas, recursos ou energia. Passa também, e cada vez mais, pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela forma como estas ferramentas podem ajudar a construir uma economia marítima mais inteligente, competitiva e sustentável.