
De acordo com o JN, um pescador contratado para recolher amostras de amêijoa no rio Tejo para análise da contaminação é acusado de ter enganado durante anos o IPMA, permitindo que a apanha do bivalve prosseguisse apesar dos riscos sanitários.
A mesma informação indica que análises feitas no âmbito de um inquérito-crime detectaram toxicidade, metais pesados e bactérias perigosas para a saúde, entre elas Salmonella e E. coli. O caso terá estado associado a 348 internamentos hospitalares em Portugal e noutros países europeus.
Segundo a mesma informação, parte da amêijoa contaminada terá ainda entrado no mercado como se fosse produto limpo do Estuário do Sado, agravando a dimensão do caso e levantando sérias dúvidas sobre os mecanismos de controlo, rastreabilidade e segurança alimentar no sector dos bivalves.