
O Estreito de Ormuz volta a estar sob forte pressão, depois de terem surgido suspeitas de que o Irão possa ter começado a colocar minas naquela rota marítima, ainda que de forma limitada.
A informação, citada pela CNN, surge num momento de elevada tensão regional e reforça os receios de um novo agravamento das condições de segurança numa das passagens mais estratégicas do comércio mundial. Ao mesmo tempo, Donald Trump afirmou que não existem, para já, relatos confirmados sobre a colocação de minas no estreito. Ainda assim, deixou um aviso duro, ao defender que, caso essa situação se confirme, essas minas terão de ser retiradas de imediato, sob pena de poderem seguir-se consequências militares de grande escala.
Para o transporte marítimo, o efeito de uma ameaça desta natureza pode ser imediato, mesmo sem confirmação oficial. A simples possibilidade de existência de minas é suficiente para elevar o risco operacional, pressionar os prémios de seguro de guerra e levar armadores, navieiras e seguradoras a reavaliar escalas, travessias e condições de cobertura numa zona já marcada por forte instabilidade.Mais do que um ponto sensível no mapa, o Estreito de Ormuz é uma artéria vital do comércio energético mundial.
Cerca de um quinto do petróleo transportado por mar passa por esta rota, o que significa que qualquer ameaça à sua segurança pode ter reflexos directos na navegação comercial, nos custos logísticos e no equilíbrio dos mercados internacionais.