
Portugal deve assumir um papel de liderança na protecção e valorização económica do oceano. A ideia foi defendida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na abertura do I Fórum Mar Portugal, realizado em Faro, onde sublinhou a necessidade de conciliar defesa ambiental com crescimento sustentável.
Na sessão promovida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve, a governante afirmou que o oceano é um activo estratégico de enorme importância para Portugal e para a humanidade, recordando a dimensão da zona económica exclusiva portuguesa e a responsabilidade do país na sua preservação e valorização. Maria da Graça Carvalho defendeu uma estratégia assente na protecção dos meios marinhos, mas também no desenvolvimento da economia azul, com actividades orientadas por princípios de sustentabilidade ambiental e transição ecológica. Entre os exemplos destacados estiveram o ecoturismo marinho sustentável e a biotecnologia azul, incluindo o potencial para o desenvolvimento de novos fármacos, sempre com salvaguarda dos habitats marinhos.
A ministra considerou ainda que Portugal deve liderar pelo exemplo na defesa do oceano enquanto ecossistema essencial à regulação do clima do planeta e reserva fundamental de biodiversidade. No fórum, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve entregou formalmente à ministra a carta de intenções “Algarve Capital Natural”, através da qual os 16 municípios algarvios assumem o compromisso de afirmar a região como referência na valorização sustentável do capital natural, com especial atenção à protecção do oceano e dos ecossistemas costeiros.
O I Fórum Mar Portugal reuniu decisores políticos, investigadores, instituições financeiras, empresas e organizações internacionais para debater o papel do oceano como motor de desenvolvimento e reforçar o posicionamento de Portugal na transição ecológica.
Foto: Sara Matos/MAEN