
A tensão no Golfo Pérsico continua a escalar e volta a colocar o Estreito de Ormuz no centro das atenções do transporte marítimo mundial. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que poderá permitir a passagem segura de navios pertencentes a países árabes ou europeus que decidam expulsar os embaixadores dos Estados Unidos e de Israel.
A declaração surge num momento em que o tráfego marítimo na região enfrenta fortes constrangimentos. O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas do planeta, é responsável pela circulação de cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça ou interrupção nesta rota tem impacto imediato nos mercados energéticos e no comércio global.
Segundo informações divulgadas nas últimas horas, a pressão militar e as ameaças da Guarda Revolucionária iraniana estão a provocar um forte recuo no tráfego marítimo, com várias companhias de navegação e operadores a evitarem a zona ou a reavaliar rotas.A instabilidade já se reflecte nos mercados internacionais, com o preço do petróleo a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares por barril, numa reacção directa ao risco de interrupção no fluxo energético proveniente do Golfo.
Para o sector marítimo e energético global, o Estreito de Ormuz volta assim a afirmar-se como um dos pontos mais sensíveis da geopolítica contemporânea, onde qualquer escalada militar pode ter consequências imediatas nas cadeias logísticas e no abastecimento mundial de energia.