
“Storage spoofing” é um tipo de burla digital em que criminosos se fazem passar por empresas legítimas de armazenagem, sobretudo ligadas a terminais e cadeias logísticas portuárias, para vender capacidade de armazenamento ou supostos “stocks” de matérias-primas que, na realidade, não existem.
O esquema costuma começar com a criação de sites e domínios muito semelhantes aos de operadores reais, copiando nomes, logótipos e até contactos para dar aparência de credibilidade. A partir daí, os burlões apresentam propostas de armazenagem ou de venda de produto armazenado com condições atractivas e documentação aparentemente correcta, conduzindo a vítima a avançar com pagamentos, adiantamentos ou taxas de reserva. Quando o dinheiro é transferido, o negócio nunca se concretiza porque não há qualquer contrato verdadeiro, nem espaço reservado, nem mercadoria disponível. Além do prejuízo directo para quem cai no golpe, há também danos reputacionais para as empresas cujas identidades são copiadas e um efeito corrosivo na confiança do mercado, já que estas fraudes podem envolver valores elevados e múltiplos intervenientes internacionais.
Em portos como Roterdão, por exemplo, onde o fenómeno tem sido acompanhado há vários anos, foi criada uma resposta coordenada entre autoridade portuária, associações do sector, polícia e parceiros de verificação, incluindo mecanismos de alerta e listas de domínios suspeitos e páginas consideradas seguras, procurando travar a proliferação de sites falsos e reduzir o risco para operadores e traders que procuram soluções de armazenagem.