
A Marinha Portuguesa avançou com a aquisição de um Sistema Integrado de Controlo de Comunicações (SICC) para equipar mais de uma dezena de navios da Esquadra, num fornecimento adjudicado à EID no valor de 42,3 milhões de euros.
A solução pretende concentrar, num único “cérebro”, a gestão e o controlo das comunicações a bordo, tanto internas e externas, permitindo aos navios operar com meios mais actuais, eficientes e alinhados com as exigências das missões no mar, incluindo cenários de maior complexidade operacional.
O SICC foi desenhado para integrar os vários subsistemas de comunicações existentes em cada navio, reforçando a capacidade de recolher, distribuir e proteger informação crítica em tempo útil. A Marinha sublinha que o sistema aposta numa lógica de elevada automação e fiabilidade, com foco na rapidez de reacção a alterações do ambiente operacional, e assegura compatibilidade com requisitos e normas aplicáveis em contexto NATO e União Europeia, facilitando a interoperabilidade e a partilha segura de informação em operações conjuntas e multinacionais.
O contrato tem vigência entre 2026 e 2031 e prevê um valor global de 52,029 milhões de euros, somando ao fornecimento o IVA à taxa em vigor. O financiamento é enquadrado na Lei de Programação Militar. A instalação abrangerá, entre outros meios, fragatas da classe Vasco da Gama, os futuros Navios de Patrulha Oceânica da 3.ª série, os dois Navios Reabastecedores de Esquadra (NRE+) actualmente em construção, e ainda oito futuros Navios de Patrulha Costeira destinados a substituir classes mais antigas de fiscalização.
Além do salto tecnológico, a Marinha aponta ganhos práticos na sustentação da frota: ao uniformizar equipamentos e procedimentos, reduz-se a diversidade de sistemas, simplificam-se a manutenção e a gestão de sobressalentes, e torna-se mais fácil o treino de operadores e técnicos. A implementação ficará a cargo da EID, empresa com historial de colaboração em projectos de comunicações navais e cuja escolha é justificada pela experiência acumulada e pela adopção de soluções semelhantes por aliados e parceiros europeus.
Foto: Marinha Portuguesa.