DigiATLA quer levar a aquacultura atlântica para a era digital.

Um novo projecto europeu, baptizado DigiATLA, arrancou com uma reunião de trabalho em Olhão, juntando parceiros de vários países para lançar uma iniciativa que pretende acelerar a digitalização da aquacultura no espaço atlântico.

Com um horizonte de execução de 30 meses, entre Janeiro de 2026 e Junho de 2028, o programa dispõe de um orçamento de 2,1 milhões de euros e aposta em ferramentas e métodos que aproximem o sector das soluções associadas à Indústria 4.0.

O objectivo passa por reforçar competências digitais ao longo de toda a cadeia de produção aquícola, com foco em ganhos de eficiência, melhor controlo de processos e redução da pegada ambiental. Entre as áreas apontadas estão a recolha e análise de dados em tempo real, a optimização de operações e a nutrição de precisão, procurando responder a fragilidades conhecidas do sector, como a adopção ainda limitada de tecnologias digitais, desperdícios produtivos e desafios crescentes em matéria de sustentabilidade.

O consórcio é composto por sete entidades, combinando investigação e tecido empresarial, incluindo parceiros em Portugal, Espanha, Irlanda e França. Do lado nacional, participam o IPMA e a empresa algarvia SPAROS, integrados numa rede que envolve ainda centros de investigação e universidades com actividade reconhecida na área marinha e alimentar. A coordenação do projecto está a cargo do S2AQUA, que assume a gestão global e a articulação técnica entre todos os parceiros.

Foto: S2AQUAcoLAB.

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