Hapag-Lloyd fecha 2025 com lucros em queda.

O armador alemão Hapag-Lloyd apresentou resultados de 2025 com recuo significativo dos ganhos, seguindo uma trajectória semelhante à da Maersk, sua parceira na Cooperação Gemini.

Terminou o ano com um EBIT na ordem dos 1.000 milhões de euros, abaixo dos 2.600 milhões registados em 2024, num exercício marcado por um mercado de fretes menos favorável e por custos adicionais associados à reorganização operacional. A empresa aponta como principal factor a descida do preço médio dos fretes ao longo de 2025, num ano em que as tarifas ficaram, em média, cerca de 8% abaixo das do exercício anterior. A par disso, a Hapag-Lloyd refere o impacto dos custos de arranque da Cooperação Gemini, que começou há aproximadamente um ano, e o aumento da factura de combustível provocado pelos desvios de rotas em torno do Cabo da Boa Esperança, na sequência da instabilidade no Mar Vermelho. Apesar do recuo nos resultados, a actividade comercial manteve-se robusta em volume.

A Hapag-Lloyd transportou 13,5 milhões de TEU, mais cerca de um milhão do que em 2024, mas essa subida não foi suficiente para compensar a pressão nas tarifas. A facturação também não acompanhou o crescimento dos volumes: a empresa fechou 2025 com cerca de 18.600 milhões de euros, uma descida de 2,6% face ao ano anterior.

O armador sublinhou que o EBIT ficou na parte alta das previsões que tinha divulgado para o ano, num cenário em que o abrandamento dos fretes já era esperado. Do lado da eficiência, identifica poupanças de custos resultantes da Cooperação Géminis, mas indica que esses efeitos só se começaram a notar na segunda metade de 2025 e que o seu impacto pleno deverá sentir-se ao longo de 2026.

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