
O armador dinamarquês Maersk avançou com um corte de cerca de 1.000 postos de trabalho nas funções corporativas (estruturas administrativas e de suporte). A decisão é apresentada como parte de um esforço de contenção de custos, numa altura em que o sector volta a sentir a pressão de fretes mais baixos e de capacidade excessiva no transporte marítimo de contentores.
O anúncio dos despedimentos incide sobre “white collars” e funções de sede, sendo descrito como um ajuste para tornar a organização mais leve. O contexto pesa: Por um lado, continuam a entrar novos navios no mercado; por outro, uma eventual normalização das rotas no Mar Vermelho reduzirá tempos de trânsito e, na prática, libertará capacidade adicional, agravando a concorrência e a pressão sobre os fretes.