
O Porto de Sines fechou 2025 com um abrandamento da actividade face ao ano anterior, somando 42,1 milhões de toneladas movimentadas, o que traduz uma quebra de 12%. Depois de um 2024 particularmente forte, o balanço do ano passado fica marcado por vários factores que, em momentos distintos, condicionaram a operação e acabaram por se reflectir nos principais segmentos de carga.
Entre os elementos apontados está o impacto das condições atmosféricas adversas, com períodos em que a operação de navios foi impossível ou ficou fortemente limitada. No total, são referidos 26 dias em que a actividade sofreu constrangimentos relevantes, num quadro descrito como atípico para o porto e com efeitos directos na fluidez das escalas. Nos granéis líquidos, o recuo teve também uma componente industrial. A paragem técnica na refinaria da Galp, no último trimestre do ano, é indicada como um dos factores determinantes, contribuindo para uma redução na ordem dos três milhões de toneladas face a 2024. Ainda assim, há expectativas mais favoráveis para 2026, enquadradas na requalificação do terminal, com o objectivo de o adaptar à movimentação de novos combustíveis verdes e, com isso, aumentar capacidade e flexibilidade operacional.
Também a carga contentorizada registou descida. O terminal de contentores de Sines fechou o ano com 1,7 milhões de TEU, menos 10% do que em 2024, num desempenho em que é referida instabilidade laboral ao longo de 2025, embora com indicação de que a situação terá ficado ultrapassada no final do ano. Dentro do mesmo segmento, a componente de importação e exportação registou, contudo, um crescimento de 4%, sinalizando resiliência no tráfego mais ligado à economia real e ao hinterland. No gás natural liquefeito, o balanço é de continuidade, com o terminal a manter níveis semelhantes aos do ano anterior e a assegurar a esmagadora maioria do abastecimento nacional.
No conjunto, 2025 acaba por confirmar um ano mais exigente para Sines, com condicionantes operacionais, industriais e laborais a pesarem no resultado final, num contexto em que 2026 é encarado como um ponto de viragem para recuperar estabilidade e retomar trajectória de crescimento.