Comandante do Solong condenado por homicídio por negligência após colisão no Mar do Norte em 2025.

O comandante do porta-contentores Solong, Vladimir Motin, foi considerado culpado de homicídio por negligência na sequência da colisão ocorrida no Mar do Norte no ano passado, que resultou no desaparecimento de um tripulante, entretanto dado como presumivelmente morto.

De acordo com a investigação, Vladimir Motin era o único membro da tripulação de serviço na ponte no momento em que o Solong colidiu com o petroleiro Stena Immaculate, numa circunstância que levantou sérias questões sobre vigilância, cumprimento dos procedimentos de segurança e gestão da navegação. O impacto levou a uma situação de emergência a bordo, culminando no desaparecimento de um marinheiro, cujo corpo nunca chegou a ser recuperado.

O tribunal considerou que a ausência de uma vigia adequada e a falha em assegurar uma navegação segura constituíram negligência grave, com consequências fatais. O caso voltou a colocar no centro do debate a importância do cumprimento rigoroso das regras de quarto, da redundância de vigilância em áreas de tráfego intenso e da responsabilidade individual dos comandantes na prevenção de acidentes marítimos.

A colisão no Mar do Norte é agora vista como mais um alerta para os riscos associados à fadiga, à escassez de tripulação na ponte e à pressão operacional no transporte marítimo, num sector onde pequenos desvios aos procedimentos podem ter consequências irreversíveis.

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