Portugal lança o NRP D. João II, o “porta-drones” europeu.

Portugal está a desenvolver o NRP D. João II, uma Plataforma Naval Multifuncional concebida para integrar e operar sistemas não tripulados, nomeadamente drones aéreos, de superfície e subaquáticos, para além de apoiar missões de vigilância, investigação oceanográfica, monitorização ambiental e resposta a emergências.

Apesar do rótulo “porta-drones” ter ganho popularidade, trata-se de uma designação informal: o projecto é apresentado oficialmente como uma plataforma polivalente e modular. O navio não foi lançado ao serviço: está em construção nos estaleiros da Damen Shipyards Group, em Galați, ( com o apoio sempre importante e relevante da nossa Marinha), num processo que já passou por marcos formais como o corte simbólico da primeira chapa. O contrato foi assinado em Novembro de 2023 e, segundo informação oficial, a entrega tem sido apontada para o segundo semestre de 2026, com financiamento enquadrado no PRR.

O investimento tem sido indicado na ordem dos 132 milhões de euros, e a aposta é descrita como um reforço da capacidade de actuação no mar, com flexibilidade para alternar rapidamente perfis de missão. Num país com vocação atlântica e responsabilidades crescentes no espaço marítimo, o D. João II surge como um activo pensado para ampliar a presença e a resposta operacional, mas, para já, continua em estaleiro, à espera do calendário final de entrega e entrada ao serviço.

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