Hapag-Lloyd e ONE rejeitam regresso ao Mar Vermelho.

Num momento em que o sector do transporte marítimo internacional começa a registar as primeiras movimentações de regresso ao Canal de Suez por parte de alguns operadores, a alemã Hapag-Lloyd e a japonesa Ocean Network Express (ONE) decidiram manter uma postura de firme intransigência, optando por continuar a evitar a passagem pelo Mar Vermelho. De acordo com as recentes directrizes estratégicas destas duas gigantes do transporte de contentores, a rota através do Cabo da Boa Esperança permanecerá, por tempo indeterminado, como a única alternativa viável para assegurar a integridade das suas tripulações e a segurança das mercadorias transportadas. 

Tanto a Hapag-Lloyd como a ONE fundamentam esta decisão numa avaliação de risco rigorosa, que aponta para a persistência de ameaças concretas à navegação comercial na região, considerando que as actuais medidas de protecção naval ainda não garantem a estabilidade necessária para o restabelecimento do trânsito em Suez. Esta manutenção do desvio pela costa africana implica a continuidade de tempos de trânsito mais longos e de custos operacionais acrescidos, factores que estas companhias preferem assumir em detrimento da exposição à volatilidade e aos perigos do Médio Oriente. Ao manterem-se fiéis a esta rota alternativa, as duas transportadoras reafirmam uma política de segurança que prioriza a previsibilidade das operações a longo prazo, mesmo perante a pressão competitiva de outros operadores que começam a arriscar o retorno à rota mais curta. 

O mercado logístico global observa agora com atenção as consequências desta decisão, que consolida uma divisão profunda nas cadeias de abastecimento mundiais e obriga os carregadores a ajustarem as suas expectativas de entrega face à determinação da Hapag-Lloyd e da ONE em não cederem a um optimismo prematuro quanto à segurança marítima internacional.

Deixe um comentário