Uma revolução? Plástico dissolve-se no mar em 2 horas.

Uma descoberta científica proveniente do Japão promete alterar radicalmente o futuro da preservação dos oceanos. Investigadores nipónicos desenvolveram um novo tipo de plástico que, ao contrário dos polímeros tradicionais que demoram séculos a decompor-se, desaparece por completo em apenas duas horas após o contacto com a água salgada.

Esta inovação tecnológica surge como uma resposta directa à crise global dos resíduos marítimos, oferecendo uma alternativa viável para materiais que, até agora, eram sinónimo de poluição persistente. O segredo desta eficácia reside na estrutura molecular do composto, concebida para reagir especificamente aos componentes químicos e à salinidade do meio marinho. Assim que o material é submerso, inicia-se um processo de desintegração acelerada que não deixa quaisquer vestígios de microplásticos ou substâncias tóxicas para a fauna e flora. Trata-se de um avanço sem precedentes, especialmente para sectores como a pesca e o transporte marítimo, onde a perda acidental de redes, cabos ou embalagens constitui uma ameaça constante à biodiversidade e à segurança da navegação.

A implementação desta tecnologia à escala industrial poderá representar o princípio do fim das grandes manchas de lixo que flutuam nos giros oceânicos. Se os objectos de uso quotidiano e os apetrechos navais passarem a ter esta natureza autodestrutiva, o impacto ambiental de um descarte indevido seria reduzido a quase zero num curto espaço de tempo.

Este “plástico de duas horas” é um passo decisivo para garantir que a economia azul possa prosperar sem comprometer a integridade biológica dos mares.

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