
Após vários meses de calma no Mar Vermelho, os rebeldes Houthi voltaram a desencadear ataques contra a navegação comercial, fazendo soar de novo os alarmes no sector marítimo internacional. O mais recente episódio ocorreu a sul do Mar Vermelho e envolveu um navio graneleiro sob controlo grego, que foi alvo de uma violenta investida por pequenas embarcações armadas.
O navio, cujo nome ainda não foi revelado pelas autoridades competentes, encontrava-se em rota comercial quando foi interceptado por embarcações suspeitas, alegadamente ligadas ao movimento Houthi, que opera a partir do Iémen. Segundo fontes próximas da operação, houve uma troca de tiros entre os atacantes e membros da tripulação, tendo o confronto resultado em danos materiais significativos no navio, incluindo incêndios a bordo e entrada de água.
Perante o agravamento da situação, a tripulação viu-se forçada a abandonar a embarcação, que ficou à deriva em condições críticas. As forças navais da coligação internacional que patrulham a região foram alertadas e providenciaram assistência imediata, evacuando os tripulantes e tentando conter os danos.
Este ataque marca o fim de um período de relativa tranquilidade no Mar Vermelho, onde os ataques Houthi tinham abrandado desde o início da primavera. Desde finais de 2023, o grupo tem visado navios comerciais, em particular os associados a interesses ocidentais ou ligados a Israel, numa campanha de pressão política e militar inserida no conflito regional mais alargado.
O ressurgimento dos ataques levanta preocupações profundas quanto à segurança marítima nas rotas que ligam o Canal do Suez ao Oceano Índico, essenciais para o comércio global. A presença de forças navais internacionais tem sido fundamental para garantir alguma estabilidade, mas o incidente recente demonstra que a ameaça persiste e pode reacender-se a qualquer momento.
Para os armadores, operadores e seguradoras, este episódio reforça a necessidade de vigilância redobrada e de avaliação constante dos riscos de navegação naquela zona. Medidas como o recurso a rotas alternativas, o reforço da segurança a bordo e a coordenação com forças navais no terreno ganham, mais uma vez, renovada urgência.
O ataque ao navio grego é um sinal claro de que a situação no Mar Vermelho permanece volátil. A comunidade marítima internacional, tal como os governos das principais potências navais, enfrentam agora o desafio de conter esta ameaça e proteger uma das artérias vitais do comércio mundial.