Greve nacional paralisa Portos Belgas

Os portos belgas enfrentam sérias dificuldades operacionais na sequência de uma greve nacional convocada pelos principais sindicatos, em protesto contra as reformas propostas pelo governo belga nos domínios do mercado de trabalho e das pensões.

O Porto de Antuérpia-Zeebrugge, um dos mais movimentados da Europa, alertou para perturbações significativas e está a acompanhar de perto a evolução da situação. Um dos principais constrangimentos prende-se com a suspensão parcial do serviço de pilotagem em Vlissingen, essencial para a entrada e saída de navios. O navio de apoio à pilotagem Wandelaar está apenas parcialmente operacional, contando com o auxílio de uma lancha, dado que os barcos auxiliares SWATH estão fora de serviço. Apesar disso, os pilotos fluviais continuam disponíveis e a capacidade de reboque do porto mantém-se a funcionar a cerca de 65%. No que respeita às eclusas, as de Van Cauwelaert e Berendrecht operam normalmente; a de Kieldrecht está limitada a navios até 180 metros de comprimento; enquanto as eclusas de Boudewijn, Kallo e Zandvliet estão temporariamente inactivas. Actualmente, existem 12 embarcações prontas para partir e 16 a chegar que se encontram sem horário definido nem previsão de movimentação.

Na zona portuária de Zeebrugge, os impactos da greve têm sido, até ao momento, menos acentuados, mantendo-se todos os serviços em funcionamento. Ainda assim, o Wandelaar também opera ali com limitações, recorrendo ao mesmo apoio alternativo. De acordo com a Inchcape Shipping Services, a cidade portuária de Antuérpia sofreu perturbações particularmente graves devido à paralisação dos serviços de pilotagem flamengos em Vlissingen. O navio West, responsável pelo transporte de pilotos, ficou fora de operação entre os dias 24 e 26 de junho, deixando o serviço fortemente condicionado.

A gigante dinamarquesa da navegação, Maersk, já reconheceu este mês os impactos da greve, bem como outros factores que estão a causar congestionamentos nos portos de Antuérpia e Bremerhaven. “A situação deve-se a uma combinação de fatores, como greves portuárias, alterações nas redes marítimas internacionais e menor disponibilidade de mão de obra,” declarou a empresa. A Maersk afirma estar a implementar todas as medidas possíveis para reduzir os atrasos, mas alerta que, devido à sobrecarga nos terminais, as suas operações marítimas e fluviais estão a sofrer perturbações. As equipas da empresa continuam a trabalhar em planos de contingência ajustados a cada embarcação, comunicando os impactos directamente aos seus clientes.

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