
Em 1994, uma rapariga escocesa de 12 anos chamada Alaina Beresford lançou uma mensagem ao mar como parte de um trabalho escolar. A viver em Portknockie, no nordeste da Escócia, Alaina escreveu uma carta simples e curiosa, colocada dentro de uma garrafa de refrigerante, onde explicava que estava a estudar o tema da água e pedia a quem a encontrasse que respondesse com o seu nome, passatempos e informações sobre o local onde a mensagem fosse descoberta. As garrafas foram lançadas ao mar pelo marido da sua professora, que as deixou no meio do oceano.
Três décadas depois, a resposta chegou — vinda de uma pequena ilha norueguesa chamada Lisshelløya. Pia Brodtmann, uma voluntária alemã de 27 anos, encontrou a garrafa durante uma operação de limpeza costeira e decidiu escrever de volta. No postal enviado, Pia explicava que estava a participar num programa de voluntariado de quatro meses dedicado à limpeza de praias na região de Vega, na Noruega. Contou ainda que naquele dia tinham estado a limpar Lisshelløya e que a mensagem tinha sido uma descoberta inesperada. No postal, ilustrado com imagens do barco de trabalho chamado Nemo e do veleiro Fonn, onde vivem durante o projecto, Pia mostrou curiosidade em saber quando e onde a garrafa tinha sido lançada ao mar.
Hoje com 42 anos e ainda a viver na mesma casa em Portknockie, Alaina ficou surpreendida não só por ter recebido finalmente uma resposta, mas também pelo excelente estado de conservação da carta após mais de 30 anos à deriva. Emocionada com o gesto, partilhou a história nas redes sociais e já começou a trocar mensagens com Pia, esperando manter o contacto com quem, tanto tempo depois, respondeu à sua mensagem ao mar.