
A maioria dos armadores do transporte marítimo continua a evitar o Mar Vermelho, optando por rotas alternativas, como a que contorna o Cabo da Boa Esperança. Esta tendência mantém-se, mesmo com a redução dos ataques directos nos últimos meses.
Foram feitos esforços para incentivar o regresso à rota do Mar Vermelho, incluindo descontos oferecidos pela Autoridade do Canal de Suez, como uma redução de 15% nas taxas para as companhias de navegação. No entanto, segundo o Lloyd’s List, estas medidas ainda não resultaram num aumento significativo do tráfego, já que os operadores permanecem cautelosos.
Como consequência, espera-se que o tráfego continue abaixo dos níveis anteriores à crise, pelo menos num futuro próximo.
Entretanto, os Houthis do Iémen anunciou recentemente um bloqueio marítimo ao porto israelita de Haifa, intensificando as tensões na região e afetando as rotas do transporte marítimo global. O porta-voz militar dos Houthis, Yahya Saree, declarou que os navios com ligações a Israel que entrem em Haifa ou naveguem por vias estratégicas como o Mar Vermelho e o estreito de Bab al-Mandeb serão considerados alvos legítimos.