Nações prometem reduzir o ruído dos navios.

Mamíferos marinhos com dificuldades em alimentar as suas crias estão a abandonar habitats essenciais devido ao aumento do ruído submarino provocado pela actividade humana – uma ameaça que já foi reconhecida por dezenas de países num esforço internacional para tornar os oceanos mais silenciosos.

Na Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, 37 países liderados pelo Canadá e pelo Panamá assinaram a primeira declaração global dedicada exclusivamente à redução do ruído oceânico causado pelo homem. O som propaga-se mais de quatro vezes mais rápido na água salgada do que no ar, alcançando grandes distâncias e interferindo na forma como os animais marinhos comunicam, caçam e se orientam.

O problema é particularmente grave no Ártico, onde o degelo do mar está a abrir novas rotas de navegação em águas que outrora estavam entre as mais silenciosas do mundo. O esforço visa o crescente barulho provocado por navios e pela actividade industrial, que está a perturbar a vida marinha em todo o mundo.

Espécies como as belugas e os narvais, que dependem do som para sobreviver, já estão a alterar o seu comportamento. A perturbação não é apenas ecológica – está também a afectar as pessoas. À medida que o ruído afasta os mamíferos marinhos dos seus habitats habituais, as comunidades indígenas estão a ter mais dificuldade em caçar os animais de que há muito dependem.

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