Os Cabos Submarinos: A coluna vertebral oculta da Internet Global.

Apesar do que muitos acreditam, a esmagadora maioria do tráfego de dados internacionais — cerca de 99% — não passa por satélites, mas sim por cabos de fibra óptica estendidos no fundo dos oceanos.

Sem essa rede subaquática, o nosso mundo digital moderno deixaria de funcionar como conhecemos. Esses cabos discretos, porém essenciais, garantem comunicações rápidas e estáveis entre continentes, superando em desempenho os satélites. A sua origem remonta ao século XIX, com os primeiros cabos telegráficos transatlânticos instalados na década de 1860.

Desde então, a tecnologia evoluiu até alcançar a impressionante velocidade da fibra óptica actual. No entanto, mesmo sendo cruciais, esses cabos são vulneráveis. Podem ser danificados por desastres naturais, como terremotos, por atividades humanas, como âncoras de navios, e até por atos de sabotagem.

Incidentes como o sismo em Taiwan em 2006 e os cortes misteriosos nas ligações perto do Egito em 2008 deixaram milhões sem acesso à internet. Curiosamente, os corredores onde esses cabos são instalados acabam por criar zonas onde a pesca é restrita, promovendo um refúgio para a vida marinha. Entender como esses cabos são geridos e reparados é essencial — não apenas para manter o mundo conectado, mas também para proteger os ecossistemas submarinos.

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