
Os portos ucranianos de Odessa e Chernomorsk foram alvo de uma nova vaga de ataques russos, considerada uma das mais intensas desde o início da guerra.
O Ministério da Defesa da Rússia justificou a ofensiva através de um comunicado, alegando que os bombardeamentos visaram alvos militares e contentores a bordo de um navio supostamente utilizado para o transporte de drones e outros materiais logísticos.
Oleksiy Kuleba, vice-primeiro-ministro responsável pela Reconstrução da Ucrânia, condenou o ataque nas redes sociais, denunciando a destruição de infraestruturas civis em Odessa. Segundo Kuleba, a Rússia atingiu um “alvo pacífico e estrategicamente relevante para a segurança alimentar global”.
O ataque, ocorrido a 23 de maio, envolveu dois mísseis balísticos que atingiram a zona portuária de Odessa, provocando a morte de um trabalhador portuário e ferindo outros oito funcionários civis, quatro dos quais em estado grave. Fontes não confirmadas indicaram mais tarde que o número de vítimas mortais poderá ter subido para três.
Entre os estragos contabilizados estão janelas e portas de edifícios administrativos, veículos destruídos e equipamento portuário danificado. Imagens divulgadas mostram contentores em chamas e colunas de fumo visíveis a vários quilómetros de distância.