
Em 2024, as administrações portuárias obtiveram uma receita total de 34,4 milhões de euros através das concessões portuárias estabelecidas em regime de Parceria Público-Privada (PPP).
Este valor representa um aumento em relação ao ano anterior, reflectindo uma maior actividade económica e uma gestão mais eficiente dos espaços concessionados. As concessões incluem terminais de carga, infraestruturas logísticas e serviços de apoio operacional, geridos por operadores privados que pagam contrapartidas financeiras ao Estado.
Estes rendimentos contribuem significativamente para o financiamento da manutenção e modernização das infraestruturas portuárias nacionais, sem depender exclusivamente do Orçamento de Estado. A título de comparação, nos anos anteriores a média anual de receitas rondava os 30 milhões de euros, o que demonstra uma tendência positiva.
Os principais portos, como Leixões, Lisboa, Sines e Setúbal, concentram a maioria das concessões e são responsáveis por grande parte da receita global. Além das receitas directas, estas concessões geram impactos económicos indirectos importantes, como a criação de emprego qualificado, o aumento das exportações e a atracção de investimento estrangeiro.
O sector portuário continua, assim, a desempenhar um papel estratégico na economia nacional e na competitividade externa, na captação de investimento e na manutenção e criação de postos de trabalho relacionados com o sector portuário.