
O recente cessar-fogo entre os Estados Unidos e o movimento Houthi no Iémen está a ser visto como um avanço diplomático que poderá aliviar as tensões no Mar Vermelho, uma rota vital para o comércio global. Anunciado a 6 de maio, o acordo, mediado por Omã, prevê a suspensão dos bombardeamentos americanos e o compromisso dos Houthis de não atacarem navios com bandeira dos EUA na região.
Apesar do aparente progresso, especialistas em segurança marítima, como a consultora Dryad Global, alertam para uma interpretação cautelosa do cessar-fogo. O movimento Houthi deixou claro que manterá os ataques a embarcações ligadas a Israel, mesmo com a trégua em vigor. A presença de múltiplos “Players” estatais e não estatais na região continua a alimentar um ambiente instável e imprevisível.
O risco para a navegação comercial mantém-se elevado. A designação de zona de guerra no Mar Vermelho e no Estreito de Bab al-Mandab permanece inalterada, e a ameaça de escalada persiste, especialmente com o recuo estratégico do Irão da zona, em antecipação de novas negociações com os EUA.
Embora o cessar-fogo seja um desenvolvimento positivo, a Dryad Global reforça que a região continua a ser considerada de alto risco. As empresas de navegação são aconselhadas a manter a vigilância, reforçar a segurança e consultar especialistas antes de operar na zona.