
Faz hoje 69 anos, que, a 26 de abril de 1956, o navio “Ideal X” (que era um petroleiro da Segunda Guerra Mundial), posteriormente adaptado para porta-contentores, iniciou uma viagem entre Newark e Houston com 58 contentores de alumínio de 35 pés no convés e 15.000 toneladas de petróleo nos seus tanques de carga.
Uma viagem que iria mudar para sempre, o conceito de transporte de mercadorias, sendo ainda, passadas tantas décadas, o meio número 1 que liga o comércio mundial via marítima.
Foi a visão de Malcom Purcell MacLean, empresário americano, que inventou o contentor para o transporte marítimo, que revolucionou o transporte e o comércio internacional a partir da segunda metade do século XX.
A contentorização levou a uma redução significativa no custo do transporte de cargas, eliminando a necessidade de manuseamento repetido de peças individuais, além de aumentar a confiabilidade, reduzir o roubo de cargas e reduzir os custos de stock, reduzindo o tempo de trânsito.
Em 1956, a maioria das cargas era carregada e descarregada manualmente por estivadores. Carregar um navio manualmente custava 5,86 dólares a tonelada naquela época. Usando contentores, o custo de carregamento de um navio era de apenas 16 cêntimos por tonelada, com o custo sendo 36 vezes menor.
A contetorização também reduziu significativamente o tempo de carregamento e descarregamento de navios. McLean sabia que “um navio só ganha dinheiro quando está no mar” e baseou o seu negócio nessa eficiência.
A contentorização é sem dúvida, um importante impulsionador da globalização.