Carregadores querem responsabilidade dos armadores por causa da ETS.

O primeiro relatório efectuado sobre o impacto do Sistema de Comércio de Emissões da UE (EU ETS) no Shipping pela Comissão Europeia coloca os armadores numa posição complicada perante os carregadores, que exigem ser “responsabilizados” pela enorme diferença entre o custo para as companhias marítimas e o preço pago pelos utilizadores em frete ou como uma sobretaxa.

O estudo conduzido pela DG Move – Direção-Geral da Mobilidade e dos Transportes da UE, que efectou a monitorização do impacto do ETS no ano passado — o seu 1° ano de implementação — calculou que o custo para uma transportadora esteja entre 7 e 10 euros/TEU, em comparação com a gama de 20 a 30 euros/TEU pagos pelo expedidor. Os números, que são médias para uma rota entre a Ásia e o Norte da Europa, revelam uma diferença abismal de 300%.

Calcular o preço das emissões cobradas não é um procedimento adequado para iniciantes. As companhias de navegação revisionam e actualizam a sobretaxa trimestralmente com base no preço médio dos três meses anteriores, usando o índice do mercado futuro de permissões da UE. Cada direito adquirido corresponde a uma tonelada de Co2.

Até ao final do ano, os armadores devem ter adquirido licenças suficientes para cobrir as suas emissões. Por exemplo, em 2025, irão pagar por 40% das suas emissões de 2024. Em 2026, irão pagar por 70% das emissões do ano actual.

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