Panamá diz que empresa chinesa falhou no contrato para operar portos no Canal.

Ao que tudo indica a subsidiária da Hutchison Holdings não terá cumprido detalhes do seu contrato que lhe dá permissão para operar dois portos no Canal do Panamá , de acordo com a conclusão de uma auditoria divulgada ontem.

“Há muitos incumprimentos” no contrato de concessão de 1997, renovado por 25 anos, em 2021, para a Panama Ports, subsidiária da Hutchison Holdings, anunciou o controlador geral, Anel Flores.

De acordo com o dirigente, entre outras irregularidades, o Panamá não recebeu da companhia 1,09 bilhão de euros pelas suas operações nos portos de Balboa (Pacífico) e Cristóbal (Atlântico). Além disso, a empresa beneficiou de “muitas isenções fiscais” e houve irregularidades numa auditoria prévia para justificar a renovação do contrato.

“Este é um tema muito delicado”, afirmou Flores, que também anunciou que apresentará nos próximos dias as denúncias correspondentes ao Ministério Público.

O anúncio do resultado da auditoria foi feito horas antes da chegada ao Panamá do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no meio das acusações dos Estados Unidos de uma suposta interferência da China no Canal.

Washington considera uma “ameaça” à segurança nacional e regional que uma empresa de Hong Kong opere dois portos nos extremos do canal, por onde passam 5% do comércio marítimo mundial. No entanto, Flores negou que o anúncio do incumprimento do contrato guarde relação com a visita do secretário de Defesa americano:

Analistas já tinham lançado a previsão de que a auditoria apontaria supostas irregularidades, o que facilitaria a retirada da concessão da empresa chinesa pelo Panamá, para ir aos desejos de Washington.

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