Reviravolta: China leva a suspensão de venda dos portos do Canal do Panamá aos EUA.

A pressão que têm sido feita de uma forma intensa e asfixiante por parte da China para tentar impedir a venda de portos do Canal do Panamá ao consórcio da BlackRock levou que o bilionário Li Ka-shing, o magnata mais famoso de Hong Kong, adiasse a assinatura, prevista para a próxima semana, do controverso acordo.

De acordo com o “South China Morning Post”, mesmo que a CK Hutchison Holdings, não assine o acordo programado para 2 de abril, isso não significa que a venda esteja cancelada.

Os portos que estão debaixo de mira da influência chinesa são os de Balboa e Cristobal, localizados em ambos os lados do Canal do Panamá, com 82 quilómetros de extensão, são uma parte fundamental do acordo, que inclui um total de 43 instalações da CK Hutchison.

O acordo tem um valor de 19 mil milhões de dólares se chegar a ser concluído.

“Há mais em jogo aqui do que apenas portos. O desafio que Hutchison enfrenta é um microcosmo da tensão entre finanças e segurança nacional que está prestes a se desenrolar ao redor do mundo”, mencionou Josh Lipsky, geoestrategista do think tank americano ‘Atlantic Council’.

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