
Ao que tudo indica, os portos nacionais tornaram-se mais “apetecíveis” que os portos vizinhos de Espanha, e tem-se tornado num ponto ( infeliz ) de entrada de droga na Europa.
A recente operação da PJ denominada “Phortos”, que actuou precisamente nos maiores portos nacionais, expôs uma vasta rede de influências que permitia a entrada de droga. Apesar do esforço das autoridades na apreensão de droga oriunda da América do Sul, trabalho esse que tem dado resultados e apreensões, a falta de meios e a sofisticação de processos faz com que ainda haja muito trabalho para expor esses esquemas.
A última detenção de um cidadão de nacionalidade brasileira, de 38 anos, indica que durante dois anos, existia uma equipa de mergulhadores especializados que retirou centenas de quilos de droga, nomeadamente cocaína, dos cascos dos navios oriundos do Brasil e com destino à Europa.
Porto de origem era o Porto brasileiro de Santos, e os meios utilizados eram por norma, pequenos contentores em forma de torpedo ou de caixa, fixos no exterior dos cascos com ímanes ou soldados, sendo a maioria com GPS para mais fácil localização, para durante o período da noite serem recolhidos e transportados para terra.
O elemento detido, tinha patente elevada na estrutura brasileira do PCC, e era como se fosse um alto emissário em Portugal daquela organização criminosa, sendo responsável pelas operações de desembarque.