Covid-19 eliminou 24,6 milhões de TEUs do crescimento nos contentores.

Sobre a pandemia da Covid-19, o Analista-Chefe da BIMCO, ( A maior organização mundial de armadores,
afretadores, correctores de navios e agentes), Niels Rasmussen afirmou que: “Devido à pandemia de Covid-19, o mercado global de
contentores cresceu apenas 1,5%, de 171 milhões de TEU em 2019 para 173,5 milhões de TEU em 2023.
Sem a pandemia, esse número seria foram 24,6 milhões a mais, chegando a 198,1 milhões em
2023”.

No período pandemia / pós-pandemia ( 2020-2023), o segmento contentorizado foi confrontado com um “mix” de custos inferiores ao expectável crescimento da economia global, mas também um valor inferior ao normal na relação do crescimento do mercado e do crescimento económico. A análise do FMI – Fundo Monetário Internacional em meados de 2019, antes da pandemia, tinha indicado que a economia global para esse mesmo período de 2020-2023, iria observar um crescimento da taxa média anual de 3,5%.

Rasmussen acrescentou: “Ao mesmo tempo, o mercado de contentores cresceu a uma
taxa média anual de 0,4% durante o período 2020-2023, equivalente a um
multiplicador do PIB de apenas 0,14. Entre 2013 e 2019, o multiplicador do PIB
foi em média de 1,06. Se isto tivesse sido mantido durante 2020 -2023, o
mercado teria crescido a uma taxa média anual de 2,7% e o mercado de
contentores de 2023 terminava com 16,8 milhões de TEU a mais”.

O crescimento médio anual do PIB por exemplo, na América do Norte
terminou o período 2020-2023 3,6% superior ao previsto pelo FMI em outubro de
2019. No entanto, noutras regiões, o crescimento do PIB foi inferior à projecção
de 2019 e o crescimento médio anual do PIB global terminou 28% inferior ao
previsto. 

“Se a economia global tivesse crescido como
originalmente previsto durante 2020-2023, e se o PIB multiplicador correspondesse ao nível de 2013-2019, o
mercado global de contentores em 2023 teria sido 24,6 milhões TEUs maior. Se a procura reprimida e/ou o
crescimento económico global tiver tendência acima, pode ajudar a recuperar parte do
crescimento perdido nos próximos anos. No entanto, as actuais previsões para o
crescimento da economia global não indicam um ressurgimento do crescimento”, finalizou Rasmussen.

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