Portugal quer vender navios a países africanos de língua portuguesa

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Cooperação técnico–militar está em marcha, mas falta fazer negócios, algo que os embaixadores ou representantes de Angola, Moçambique, São Tomé e Cabo Verde vão discutir com Portugal.  

Ainda não há contratos assinados, mas o ministro da Defesa garante que Portugal tem condições para construir navios patrulha e vendê-los aos países africanos. 

Uma delegação de membros da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) está de visita a Portugal e esta terça-feira foi convidada a conhecer as capacidades dos navios portugueses. Durante a manhã, a delegação subiu a bordo do navio patrulha “Viana do Castelo” construído nos Estaleiros de Viana. 

A cooperação técnico–militar está em marcha, mas falta fazer negócios, algo que os embaixadores ou representantes de Angola, Moçambique, São Tomé e Cabo Verde vão discutir com Portugal. 

O ministro José Pedro Aguiar-Branco fez as honras da casa, não se cansando de elogiar o navio e garantindo também que Portugal continua a ter capacidade de construção desde tipo de navios, apesar da reprivatização, e posterior subconcessão, dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. “E por isso, há capacidade quer em termos da existência de projecto, que é do Estado, quer em termos daquilo que é a capacidade de construção e reparação naval, que persiste em Viana do Castelo. E nós acreditamos que tem futuro, quer para a região, quer para a construção naval portuguesa”, acrescentou. 

O ministro confia nas conversações bilaterais, que estão em agenda, e no Fórum da Defesa para concretizar negócios.

A bordo do navio patrulha estão já militares dos países da CPLP para dois meses de estágio, uma experiência importante, diz Adérito Cardoso, de Cabo Verde. “Vamos aproveitar o máximo dos conhecimentos e procedimentos utilizados aqui, levar para o nosso país e melhorar os nossos. É essa a nossa expectativa”.

Fonte: RR

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