Ainda não foi desta que o sector pesqueiro nacional voltou a ganhar dimensão e, nas palavras do Presidente da República Cavaco Silva proferidas em 2012, “ultrapassou o estigma” que impede de se olhar novamente para os sectores esquecidos nos últimos anos.
Os dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que em 2013 o sector pesqueiro nacional registou uma quebra de 1,2% das capturas efectuadas, para um total de 195.065 toneladas. Entre o peixe cujo volume de capturas decresceu está a sardinha, o atum, o carapau, a cavala e o polvo.
Outro dado negativo prende-se com a balança comercial dos produtos de pesca. Apesar de Portugal ser detentor de uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas do mundo, o saldo comercial de produtos de pesca registou um défice de cerca de 641 milhões de euros o que, ainda assim, representa uma melhoria de 21 milhões de euros face ao défice verificado em 2012.
Entre os vários dados que podem contribuir para a explicação da prestação do sector estará o facto de em 2013 a frota de pesca nacional, com um total de 4.527 embarcações licenciadas, ter caído para o nível mais baixo dos últimos oito anos.
Metade do pescado importado vem de Espanha
A maior parcela das importações de peixe portuguesas vem de Espanha. O peixe importado de Espanha cresceu no último ano, tendo aumentado dos 43,3% em 2012 para 44,8% em 2013.
Depois do país vizinho surge, como principal fornecedor de pescado, a Holanda com 16,7%.
O grupo das “preparações e conversas de peixe” é o único cujo saldo externo não é deficitário, tendo no ano passado registado um saldo positivo de 62,8 milhões de euros.
Fonte. Jornal de Negócios.
